Um pouco sobre mim

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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Resposta para uma estudante do livro Os Deuses Atômicos

"A humanidade é como uma pluma arrastada pelo vento, indo e vindo de um lado para outro, sem nenhum objetivo real em sua vida, salvo o de evitar as coisas desagradáveis que possam amargar seus prazeres. Quando, em sua prática, o estudante puder contemplar o presente do ponto de vista do futuro, verá quantas angústias e dores poderia o homem ter evitado para si e seus semelhantes, e ainda quantos campos estéreis existem no mundo que poderiam ser aproveitados."
"O Inimigo Secreto opera de tal forma que nos priva de todo entendimento ou inteligência que possam iluminar nossa mente, procurando converter cada homem em uma máquina igual a todas as demais, anulando, em sua mente, todo poder criativo. A mentalidade humana, assim mecanizada, fica modelada de tal forma, que somente serve para o automatismo mecânico, restringindo-se, dessa forma, o progresso futuro da raça; todo aquele que não esteja impregnado com a atividade do pensamento criador pertence a um mundo de átomos mortos. A máquina pode fazer do homem um ser útil aos demais e dar-lhe um sistema de vida são e limpo, porém o empobrece completamente no que diz respeito ao sentido de sua própria importância como uma unidade componente da grande Realidade."  
(Livro: Os Deuses Atômicos. Cap.: Átomos Destruidores, pág.: 47)

Corpo Astral


Prezada Estudante:
Por cortesia, meu irmão Rezende pediu que respondesse as suas questões, apenas considerando meu maior envolvimento com o livro em estudo. 
Sua primeira pergunta referente ao trecho da página 47/48 é muito oportuna quando sabemos que o livro, Os Deuses Atômicos foi editado em 1933 e já alertava para um perigo muito sutil para o desenvolvimento do ser humano, cujo propósito, no atual estado de evolução é desenvolver a mente, seu corpo mental, que necessita ser exercitado diariamente na busca de soluções para os problemas habituais da vida através do enfrentamento de situações que o levem a ser imaginativo e criativo, o que acontece muito pouco desde o advento da máquina. Cada vez mais o ser humano tem menor oportunidade de exercitamento mental, o que o embrutece psíquica e intelectualmente como ocorre atualmente, quando o celular (inventado em 1947) escraviza bilhões de seres humanos no mundo inteiro (que vivem agarrados ao seu celular até na hora de dormir) e a televisão, que estupidifica nossos neurônios por não permitir que criemos novos através da imaginação criativa, pois sempre nos apresenta mensagens já feitas, que não necessitam de uma "cerebração" maior para entender o que ela apresenta. Hoje a humanidade vive assolada pela máquina e, cada vez mais se torna infeliz e irritável, pois as indústrias precisam vender mais e mais seus produtos e os apelos da propaganda acabam enchendo nossas casas de automóveis e de quinquilharias que, aparentemente, nos trazem maior conforto, mas na verdade atoleimam nossa sensibilidade e nos afastam do convívio espiritual, que seria a grande busca a que a humanidade deveria estar atenta para realizar e, entretanto, não tem tempo de pensar nela. A revolução industrial foi um avanço espiritual maravilhoso para o ser humano, porque permitiu menor tempo de trabalho e o enriquecimento de possibilidades do homem tornar seu sistema de vida mais limpo e mais livre, não para ser aproveitado apenas sob o lado do “conforto”, mas também no melhor aproveitamento de seu tempo para se dedicar ao espiritual. Veja o caso da luz elétrica: com ela ganhamos dias mais longos que poderiam ser aproveitados exatamente para nosso estudo e desenvolvimento espiritual, mas, por falta de orientação, dedicamos as horas conquistadas para (a maioria dos seres humanos) para ir para os botequins ou assistir a televisão, outra invenção que poderia ser direcionada para a educação da humanidade e, entretanto, a maioria do tempo apresenta programas de baixa qualidade (naturalmente com raras exceções). O Mestre “M” no item mencionado não se coloca contra a máquina, porém tem o propósito de nos alertar para o mau uso da mesma, o que é flagrante hoje em nossas vidas. Em verdade o SER HUMANO PARECE UM AUTÔMATO, SEM VONTADE PRÓPRIA PARA SE LIBERTAR DO CARRO, DA TELEVISÃO, DO CELULAR E OUTROS ARTEFATOS QUE PROPORCIONAM CONFORTO que, embora se constituam um avanço para proporcionar a humanidade melhores condições de vida, objetivando mais tempo para o ser humano engalanar sua alma com o estudo, com a meditação e com uma vida social e religiosa mais consentânea aos seus valores reais, tornaram-se ferramentas das forças Qliphóticas, comandadas pelo Inimigo Secreto para “distrair” o ser humano de seus reais objetivos na face da Terra. Todo o avanço da ciência objetiva estabelecer a Verdadeira Religião na face da Terra, ou seja, o Conhecimento de Deus e sabemos que o homem só pode conhecer Deus através de si mesmo (Homem, conhece-te a ti mesmo e conheceras o Universo e os Deuses!). Pergunto: Quantas pessoas você conhece que deixariam de ver a novela das oito ou nove para estudar um livro como este que você está estudando? Será que em vez da telefonia não deveríamos desenvolver a telepatia? Será que não podemos aprender a desenvolver a terceira visão para entrar em contato com a vida Elemental que é paralela a nossa evolução no Planeta e muito mais rica em possibilidades de nos ensinar sobre a beleza da Mãe Natureza e da própria criação?
Se você observar bem em seu entorno vai perceber que as pessoas se portam como autômatos, programados a fazer isso ou aquilo sem saber muito bem porque procedem assim. É a Matrix e sair dela é um processo de observação diária até que nos tornamos um “Neo” como o do filme, cheio de poderes, a partir de quando passou a acreditar que podia mudar as coisas que estavam estabelecidas.
O importante da vida na face da Terra é nos reconhecermos perante a Matrix e nos tornarmos unidade componentes da Grande Realidade. Minha palavra para você é: OBSERVE, OBSERVE E OBSERVE. O caminho não é o da identificação com o material, mas compreendê-lo e tirar o melhor proveito dele. Nada está errado na criação; o problema é como utilizamos os valores da criação e, nisso me refiro aos avanços da Ciência nos vários campos em que ela nos traz cada dia mais e melhores informações para nosso proveito espiritual.
Como a resposta da primeira questão está muito grande, vou parar por aqui e responder o quesito seguinte num próximo correio.
Panyatara - 6/8/2013


domingo, 17 de janeiro de 2016

Limitações e Expansão da Consciência

COMO NASCE UM PARADIGMA DE CONDUTA

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água gelada, nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros  enchiam-no de pancada.
Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.  Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. 
A primeira coisa que ele fez, ao ver as bananas, foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram bastante. Depois de algumas surras, o novo  integrante do grupo passou a não subir mais a escada. Um segundo foi substituído, e  o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, inclusive com entusiasmo,  na surra ao novato.  Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.  Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. 
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse  chegar às bananas. 
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... não sabemos por que mudar". Ou seja, um hábito de conduta tinha sido criado, estava sendo seguido e ninguém sabia a razão correta para isso.

Albert Einstein dizia sempre do alto de sua experiência:
“É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO”
Isto acontece porque, enquanto se processa nossa jornada evolutiva pela face da Terra, tomamos uma série de "banhos gelados" e passamos a acreditar que aquilo que nos está sendo imposto pelas vicissitudes da vida é a realidade da própria vida, ou seja, a vida é assim e, assim, temos de aguentá-la conforme ela se apresenta, mas ninguém conhece a razão básica para isso. Similarmente, ocorrem situações que nos fazem aceitar como verdade uma série de contingências que envolvem o nosso viver aqui na Terra e nisto esta incluída a educação que recebemos de nossos pais, o nosso aprendizado escolar, os limites estabelecidos pela sociedade e até mesmo o que nos é dado pelas religiões e os diversos veículos de informação. A humanidade, ou seja, nós nos acomodamos de tal forma com essa situação que podem surgir mil ensinamentos esclarecendo essa ou aquela "mentira" ou ainda denunciando esse ou aquele preconceito que não os aceitamos, pois, de certa forma, todos nós, sem exceção, adquirimos um medo atávico da verdade.
Parodiando de certa forma a historinha acima, podemos dizer que fomos colocados numa “jaula” e quando buscamos a verdade, ou seja, as nossas “bananas”, ou ainda, aquilo que pode alimentar verdadeiramente nossas Almas, sofremos a injunção de intensos “banhos gelados” que os “donos da verdade” (o sistema educacional, religioso e científico existente) nos impingem, e isso acontece de tal forma castrante que acabamos por “aceitar” o sistema existente, ou seja, concordamos que não devemos buscar a verdade ou até mesmo que ela não existe, pois, se a buscarmos, muito sofreremos e até mesmo faremos os outros sofrerem por isso; o resultado é que todos nos sentimos bem com as mentiras em que se baseia nosso modo de viver na face da Terra e “vamos levando”, como se diz na gíria e, se alguém nos diz por que não fazemos um esforço maior para romper com o “status” existente, como os macacos vamos sacudir os ombros e dizer “...as coisas sempre foram assim, por que mudar?
A grande verdade é que se considerarmos todos os preconceitos de que está formada a nossa personalidade, poderíamos dizer, com segurança, que nos falta coragem e determinação para apanhar as “bananas” que estão encima da escada, principalmente porque consideramos as possibilidades de ter de enfrentar todas as “reprovações” ou "banhos frios" que naturalmente o sistema em que vivemos nos faria sofrer. Em nosso caso, as bananas representariam a Verdade e estamos tão envolvidos em preconceitos e mentiras que passamos a concordar piamente com Einstein, ou seja, é mais fácil desintegrar um átomo do que os preconceitos em que vivemos.
Entretanto, os "banhos gelados" que levamos nada mais são que as provas que temos de vencer e os preconceitos que devemos quebrar para conquistarmos a libertação de nossa consciência para a Luz Inefável, durante nossa evolução na face da Terra. A coragem para suportá-los e persistir em busca da verdade é que nos emancipará definitivamente daquilo que nos foi imposto pelas religiões, pela sociedade e até mesmo pelas informações capciosas que ajudaram a formar nossa personalidade e sua “CULTURA FALSA”, esta, na verdade, a âncora que nos prende na face da Terra.
Por que estou dizendo essas coisas? Respondo: acaso, todos os aqui estão presentes não estão convictos de suas realidades pessoais e da fé que os norteia na vida?
Não, não tenho dúvidas que isso seja assim, mas posso perguntar:
— o caminho escolhido por todos tem ampliado construtivamente os horizontes espirituais de cada um de meus queridos irmãos?  
— A fé que estão vivenciando está assentada em verdades espirituais ou nas mentiras e preconceitos acima mencionados?
Não podem responder? Não sabem?
Também não tenho dúvidas que seja assim, porquanto todos os que aqui se acham estão sempre aguardando os favores da Divindade como se fossem indigentes (o que é uma mentira, porque são filhos de “Deus”!) e somente não persistem no propósito de chegar ao cacho de bananas, que poderia nos alimentar por toda a eternidade, ou seja,
– chegar à conquista da Verdade Integral;
– ampliar em bases sólidas de sua consciência;
– destruir as amarras de sua acomodação nos conceitos errôneos da Divindade;
– compreender que todos podem assumir a condição de Filhos Pródigos e participarmos definitivamente do Banquete de Nosso Pai que está nos céus.
...porque não temos consciência de nossa Realidade Espiritual, embotada pelos milhares de hábitos e vícios contraídos em nossa jornada para a Luz, principalmente por aqueles que nos foram impostos pelo sistema que diz: Isso é teu carma; você não conseguirá esquecer teus defeitos! Você precisa ser mais disciplinado! Por que tentar conseguir algo que só os santos conseguiram?
Por outro lado, é muito comum ouvirmos das pessoas que aspiram sinceramente uma melhoria em seus padrões vibratórios frases como estas:
a) ...isto tudo é muito bonito, mas é muito difícil vencer meus defeitos;
b) ...eu gostaria sinceramente de me melhorar, mas é tão difícil vencer minhas viciações:
c) ...eu tenho muitos erros para merecer isto;
d) ...por mais que eu me esforce, não consigo vencer este vício;
e) ...se tem algo que não consigo fazer é meditar; não sei porque, mas não consigo;
f) ...minhas lembranças do passado sempre me envergonham;
g) ...meu carma é muito grande. Tenho de ir aos poucos;
h) ...para mim é muito difícil entender estas coisas;

Tudo isso é literalmente e espiritualmente falso.
Por que, então, isso acontece dessa forma?
Por causa dos hábitos adquiridos, que paulatinamente, vão consumindo nossa percepção da realidade e acabam embotando nossos sentidos, impedindo-os de perceberem aquilo que a Alma busca. Explicando melhor: Já repararam como os hábitos que adquirimos nos impedem a visão correta, o paladar natural, a audição mais sutil, os perfumes mais deliciosos e até mesmo o toque mais delicado? É verdade...! E podemos exemplificar isso assim: Uma pessoa que se habitua a ver as coisas sem lhes prestar atenção, acaba não percebendo a maioria dos detalhes daquilo que vê e não tem a mínima possibilidade de realizar o desenvolvimento de sua Alma pela percepção da beleza que existe na natureza. Alguém que se acostume aos sabores fortes da bebida alcoólica e das comidas picantes perde completamente a consciência dos sabores mais delicados e sutis que engalanam nossa sensibilidade com os manjares mais deliciosos e as bebidas mais capitosas; por exemplo, o hábito da bebida e comida carnívora produz um sono pesado e entorpecedor, enquanto os sucos e os manjares mais leves nos tornam mais espertos e dispostos a uma participação mais intensa da vida. Já repararam que o fumante de cigarros ou charutos não percebe os fedores que exalam de si e muito menos os aromas mais sutis de uma flor ou de um incenso? E aqueles que se habituam aos sons grosseiros acabam perdendo a própria audição, pois o que está sujeito ao malho de um ferro estridente, dificilmente perceberá a beleza do canto de um pássaro. Da mesma forma, o que está acostumada a crestar sua pele ao sol ou não aprendeu a acariciar, desenvolve contatos sempre desagradáveis por não saber apreciar o contato aveludado de uma epiderme ou de um corpo melhor estruturado.
Isso aconteceu conosco em relação à nossa percepção do espiritual, do Divino. Adquirimos, inconscientemente, o hábito de nos identificarmos com as mentiras que nos veem sendo impingidas pelo sistema educacional e social em que vivemos que não sentimos a mínima necessidade ou mesmo condições de buscar a Verdade. Está tudo bem para todo mundo, menos para aqueles que aspiram sinceramente e é para estes que falo neste instante.
Meus irmãos, “tudo podemos N’Aquele que nos fortalece; o ser humano não vem à Terra para pagar carma, mas sim, para aperfeiçoar-se. Não existe um Deus que castiga ou cobra de suas criaturas aquilo que ele sabe que elas não podem dar. Nossos erros e mazelas denotam apenas que a Alma busca, às vezes, muitas coisas para as quais ela ainda não está preparada e aparentemente fracassa; digo aparentemente, porque valeu a experiência, que ficará incrustada em sua consciência por toda a eternidade. A única coisa que nos impede a mais tempo de participar do Divino foram as constantes informações errôneas que vimos recebendo, desde as muitas encarnações passadas sobre a Divindade e sobre nossa verdadeira essência espiritual, ou seja, mentiras baseadas em preconceitos, em erros, na ignorância, na cupidez e no egoísmo daqueles que se dizem de posse da verdade e jamais a conheceram e, por isso, a dizem inacessível.
Dizer que eu não mereço, quando se trata da remissão de nossos pecados é um hábito adquirido baseado numa mentira que nos foi imposta;
Dizer “tenho muitos erros para merecer as bênçãos do Senhor”, também é outro hábito baseado em mentiras provindo do desconhecimento da Misericórdia e amor Divino.
Da mesma forma dizer que “por mais que eu me esforce, não consigo vencer este vício” é outro hábito que desenvolvemos por falta de fé e desconhecimento da força que existe dentro de nós; simples acomodação por ter medo de enfrentar a ducha de água gelada existente em nosso inconsciente, produzidas pelas mentiras a que nos habituamos.
Dizer que “se tem algo que não consigo fazer é meditar” é confessar sua ignorância em seu poder de se entregar totalmente a seu Deus Interno, que nos espera ansiosamente para comungar conosco.
Dizer que “minhas lembranças do passado sempre me envergonham” é não compreender que são essas lembranças que na verdade ornam de Luz o semblante de nossas Almas com o diadema da Sabedoria
Dizer que “meu carma é muito grande. Tenho de ir aos poucos” é desconhecer totalmente a essência amorosa do próprio Universo onde Deus é Absoluto em sua Misericórdia.
Meus irmãos, está na hora de abandonarmos o que é falso e errôneo em relação à Divindade.
Está na hora de abandonarmos, ou melhor, destruirmos os preconceitos que vimos formando, jornadas após jornadas na face da Terra, porque os tempos são outros e agora urge nossa integração na VERDADE QUE ESTÁ DENTRO DE NÓS.
Precisamos abandonar as mentiras e preconceitos a que nos habituamos e nos ancoram neste mundo de lágrimas e sofrimentos. Precisamos acabar com as limitações que nos impomos e expandir nossa consciência para que possamos nos irmanar com as mais altas expressões da vida que nos circundam. Somente assim iremos ao encontro da Verdadeira Divindade no homem, que mora em nosso coração e que possui o condão de nos libertar das mentiras e preconceitos adquiridos, que fazem parte dessa personalidade negativa que vaidosamente ostentamos e que, na verdade, é a algema que nos prende à face da Terra. É esta situação que impede a livre manifestação de nossa Alma para a Luz e para a Vida Real.
Encerrando esta prédica, deixo as seguintes palavras: VAMOS APANHAR NOSSAS BANANAS, mesmo que para isso soframos pancadas daqueles que estão acomodados e nos agridem sem saber por que o estão fazendo.
O Reino dos Céus é daqueles que o arrebatam; vamos arrebatá-lo, quebrando as algemas que nos prendem a este mundo de dor e sofrimento. Vamos nos munir da coragem suficiente para nos libertar dos conceitos errôneos impostos à nossa educação. Vamos estudar, meditar e alicerçar em nossas mentes uma CULTURA VERDADEIRA, CONSCIENTE DE QUE SOMOS FILHOS DE DEUS, PERFEITOS EM NOSSA ORIGEM E ESSÊNCIA, E, POR CAUSA DISSO, NASCIDOS PARA A FELICIDADE, O BELO E O BEM.
O Cristo vivo em nossos corações clama pela atenção pura de nossa mente para que ELE nos integre em seu propósito, Há tantas coisas que ELE quer nos oferecer por direito de nossa cidadania universal e, entretanto, insistentemente continuamos negando nossa percepção ao seu amor, por causa de conceitos e preconceitos falsos. Cremos mais no que os homens dizem e jamais buscamos a verdade encontrada na voz pura e silenciosa que podemos ouvir no silêncio de nossas Almas. Acordemos nossa humanidade Divina e procuremos insistentemente a Verdade; somente ela nos libertará.
Eliminemos os hábitos errôneos e saboreemos nossa existência em seu paladar Divino.

Panyatara
Prédica da Missa do dia 12/12/2004
Fraternidade Rosa-Cruz Antiga

Não é a luta contra o mal que existe em nós que nos torna vitoriosos, mas
a aquisição de valores que nos exaltem perante nossa própria Alma.

domingo, 20 de dezembro de 2015

SIMBOLISMO DO NATAL: SUA ORIGEM HISTÓRICA E ESOTÉRICA


O dia em que atualmente festejamos o Natal, ou seja, 25 de dezembro, era dedicado a festa em homenagem ao nascimento do Deus Mitra, cuja história, juntamente com a de Apolônio de Tiana, serviu de base para compor a história da vida de Jesus. Do mesmo modo, todos os rituais e as práticas sacerdotais adotadas pela igreja romana têm origem no culto mitraico, predominante nos primórdios do cristianismo católico, e para “aproveitar a popularidade de Mitra” a igreja romana também adotou a data do nascimento de Mitra para o nascimento de Jesus, fazendo-o nascer no mesmo dia em que teria nascido Mitra, daí que nosso Natal é uma continuação das festas em homenagem a Mitra e que tem, de quebra, os costumes praticados pelos romanos na realização das Saturnálias, festa em homenagem a Saturno, quando se davam presentes entre si e as pessoas gozavam até mesmo de uma liberdade licenciosa, tanto para comer como se dar aos prazeres da carne (como acontece agora!).
Entre os dias 17 e 23 de Dezembro os Romanos celebravam o "Festival da Saturnália" em honra do deus Saturno. Nos dois últimos dias trocavam presentes em honra desse Deus. Já em 25 de Dezembro acontecia a celebração do nascimento do Sol Invencível (Natalis Solis Invicti). Posteriormente, à medida que as tradições romanas iam sendo suplantadas pelas tradições orientais importadas, os maiores festejos realizavam-se em honra do deus Mitra, cujo nascimento se comemorava a 25 de Dezembro. O culto de Mitra - que se tornou difundido como o deus da luta e o protetor dos soldados - penetrou em Roma no 1º século a.C. e esta data entrou no calendário civil romano em no ano de 274 da Era cristã, quando o Imperador Aureliano declarou aquele dia o maior feriado em Roma, comparável ao nosso carnaval.
Os adeptos do mitraísmo costumavam se reunir na noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa e mais fria do ano, onde ficavam fazendo oferendas e preces pela volta da luz e do calor do Sol.
Falar sobre o nosso Natal é impossível sem conhecer um pouco da história de Mitra. Seu culto data de 4.000 anos antes de Cristo.
Mitra teria nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro e foi colocado numa manjedoura e pastores humildes que assistiram ao evento, foram os primeiros que o adoraram.
Celebrou uma Santa Ceia, junto com 12 discípulos, antes de voltar para a casa do Pai.
Ascendeu ao Céu de onde prometeu voltar no fim dos tempos para o Juízo Final.
Garantiu a vida eterna a quem se purificasse mediante o batismo.
Era tido como o Logos (O Verbo, a Palavra) embora fosse considerado um anjo inferior ao Ser Supremo (Ormuzd), mas superior ao deus Sol físico. Durante o período védico do hinduísmo Mitra (associado à Varuna) era o deus da criação, da ordem universal e da amizade. Mitra era onissapiente, inimigo da escuridão e do mal, deus das vitórias militares e Protetor dos justos. Agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Encarnou para viver entre os homens e enfim morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis comemoravam a sua ressurreição durante cerimônias onde eram proferidas as palavras: "Aquele que não comer o meu corpo e beber o meu sangue, de forma que ele seja em mim e eu nele, não será salvo".
Mitra era um deus do bem, criador da luz (por isso mesmo era associado ao Sol), em luta permanente contra a divindade obscura do mal. Seu culto estava associado à crença na existência futura absolutamente espiritual e libertada da matéria. Como Protetor dos justos agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo.
O líder do culto Mitraico era chamado de Papa e governava de um "mithraeum" na Colina Vaticano, em Roma; uma característica iconográfica proeminente no Mitraísmo era uma grande chave, necessária para destrancar os portões celestiais pelo qual se acreditava passar as almas dos defuntos. Os Mitraístas consumiam uma comida sagrada (Myazda) que era composta de pão e vinho.
Existiam, nos Mistérios Mitraicos sete níveis de iniciação, cada um coligado a um planeta: Corax (Mercúrio), Nymphus (Vênus), Miles (Marte), Leo (Júpiter), Perses (Lua), Heliodromos (Sol) e, enfim, Padre (Saturno). Assim como entre os Essênios, os iniciados de grau inferior (os aprendizes: Corax e Nymphus) tinham que servir os iniciados de nível superior: os companheiros (Miles e Leo), os mestres (Perses e Heliódromos) e o venerando Papa.
O culto de Mitra era uma religião cheia de mistérios e simbolismo; as mulheres ficavam excluídas das formas exteriores e regulares da liturgia. Muitos elementos de sua organização lembram os da moderna Maçonaria. Os templos subterrâneos reproduziam o firmamento enquanto a arte mitraísta insistia na representação de corpos celestes (o zodíaco, os planetas, o sol, a lua e as estrelas), também da serpente, do cão, do corvo, do escorpião (todas as constelações do hemisfério boreal) e da árvore. Sempre foi uma religião privada que jamais recebeu verbas públicas, sendo os templos de Mitra singelos e despidos daquela ostentação que caracterizava as basílicas paleo-cristãs. Primou por uma grande tolerância em relação aos outros credos.
A história de Mitra principia com o Demiurgo (Ahriman) oprimindo a humanidade. Apiedado, Mitra encarna no dia 25 de dezembro, data que na antiguidade correspondia ao Solstício de inverno (ou seja, quando o Sol nasce para o hemisfério norte do Planeta).
Teria nascido de uma rocha e prega numa caverna (também Jesus veio ao mundo numa gruta), porém, segundo a mitologia persa, Mitra fora gerado por uma virgem denominada "Mãe de Deus". Durante sua vida terrena Mitra se manteve casto, pregou a fraternidade universal e operou inúmeros milagres. O acontecimento mais marcante de sua vida foi a luta simbólica que travou contra o Touro sagrado (os costumes maléficos adquiridos pela humanidade durante a Era de Touro) que ele derrotou e sacrificou em prol da humanidade da Nova Era. Sua vitória tinha o dúplice significado de vitória sobre o mundo terreno e de auto-sacrifício da divindade a fim de redimir o gênero humano de seus pecados.
O apologista cristão Tertuliano afirma que os sequazes de Mitra eram batizados com borrifos de sangue de Touro ou de carneiro e, finalmente, purificados com água. Por causa disso, no sétimo século, a Igreja católica tentou, sem êxito, suprimir a representação de Cristo como Cordeiro de Deus, justamente por ser esta uma imagem de origem pagã e estar associada ao símbolo da Era de Áries (que tinha como Avatar Mitra, vencedor do Touro, ou seja, os costumes da Era de Touro que precisavam ser banidos para a manifestação da Nova Dispensação, ou seja, os ensinamentos da Era de Áries).
São Justino Mártir atesta que existia uma eucaristia de Mitra onde os fiéis compartilhavam pequenos pães redondos e água consagrada simbolizando, respectivamente, a carne e o sangue do deus encarnado. Este ritual, que ocorria aos domingos (dia da semana consagrado ao Sol), era chamado Myazda e correspondia exatamente à Missa dos cristãos.
Mitra não morria fisicamente, mas apenas simbolicamente e, como divindade solar, ressuscitava todo ano. Cumprida a missão terrena, ele jantava pela derradeira vez com seus discípulos e subia ao Céu. Seus adeptos tinham que jejuar frequentemente e, após terem recebido um sinal na testa passavam a ser chamados "Soldados de Mitra".
No início do IV século o imperador Constantino apoiou as religiões emergentes: o cristianismo e os cultos solares, ou seja, o de Apolo (popular entre os Celtas) e o de Mitra, extremamente difuso na parte Ocidental do Império onde, ao contrário, os cristãos ainda eram minoria. De nenhuma forma Constantino pode ser considerado um soberano cristão, pois, como os demais imperadores romanos jamais renunciou ao título de Pontifex Maximus. Além disso, privilegiou os pagãos nos cargos administrativos e a Casa da Moeda romana continuou a cunhar moedas mostrando símbolos pagãos.
O mitraísmo sumiu oficialmente em 377 d.C., data em que o imperador cristão Teodósio proibiu todas as religiões diferentes do cristianismo. Pequenos grupos de adeptos continuaram a praticar, secretamente, o culto a Mitra até o século V, quando os bispos desencadearam ásperas perseguições contra os cultos solares.
Surpreendentemente a própria Igreja cristã incorporou boa parte das práticas mitraístas como a liturgia do Batismo, da Crisma, da Eucaristia, da Páscoa e a utilização do incenso, das velas, dos sinos, etc. Até as vestimentas usadas pelo clero católico são extremamente parecidas com as dos sacerdotes de Mitra, como a mitra usada pelo Papa e a tiara, barretes usados pelos antigos persas.
Santo Agostinho chegou a admitir algum tipo de fusão entre as duas religiões quando reconheceu que os sacerdotes de Mitra adoravam o mesmo Deus em que ele acreditava. Em outras palavras, para ele, Mitra e Jesus era a mesma pessoa!
O culto a Mitra tornou-se muito popular no Império Romano e, para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mitra - 25 de dezembro como o nascimento de Jesus estabelecendo, assim, o Natal que hoje festejamos nesta data. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mitra.
Mitra era o sol espiritual que se encontra além da esfera das estrelas fixas. Portanto seria a força cósmica capaz de governar o ciclo das estações: a eterna sequência de outonos-primaveras, de luz-escuridão, na espera da vitória final da Luz sobre as trevas, da Vida sobre a morte.
Embora a maioria dos cristãos desconheça o fato em si, a história da vida de Jesus também está associada ao Solis Invictus (Sol Invicto, não vencido) que nasce no hemisfério norte no dia em que o Sol físico desponta no hemisfério norte (daí a missa do Galo, que canta quando o Sol nasce) e as peripécias de sua vida estão intimamente associadas ao percurso que este faz durante o ano pelo zodíaco, como veremos a seguir.
Durante os 3 meses do inverno, Jesus (o Sol recém-nascido) precisa ser protegido para fugir das forças descontroladas ainda reinantes no planeta, que tudo parecem destruir, principalmente a vida nascente (esta situação é representada por Herodes, simbolizando o frio do inverno, que matava todas as crianças nascidas durante este período).
Em seguida vêm os 3 meses da primavera. Durante este período, a jornada do Sol pelo zodíaco, espalha os benefícios de sua energia, como símbolo da vida e satura tudo e todas as coisas com a beleza e a música da vida espiritual. Depois, os 3 meses de verão, quando se desenvolvem as formas já existentes, que então se preparam para dar os frutos dessa energia vivificante e vivificadora que são os raios do sol. Estas duas estações do ano são representadas pela fuga para o Egito (lugar de calor), onde a criança se desenvolve até que volta para Jerusalém, depois da morte de Herodes, ou seja, do frio. Este período é o do crescimento e maturação das lavouras, quando tudo é preparado para a colheita, que ocorre quando então, vem o outono, e a energia solar começa a se enfraquecer e os frutos amadurecidos pela energia solar, ainda existentes, serão menores, porém mais doces. Esta época é representada pelos 3 anos de apostolado de Jesus que termina quando ele é abandonado por seus apóstolos (fim do outono) e morre com a chegada do Inverno (os 3 dias na sepultura representam os 3 meses do inverno) para refazer, posteriormente, o mesmo ciclo cada ano, sempre por amor àqueles que são seus filhos amados, ou seja, a humanidade.
Assim procede o Sol, intitulado pelos Rosa-cruzes como Chrestos-Solar, quando se referem àquela vida que representa o Sol Espiritual, o mesmo Mitra antes mencionado, cuja história a Igreja Católica usurpou para fundar uma religião onde o verdadeiro cristianismo foi esquecido, ou seja, o cristianismo dos primeiros cristãos, que nunca admitiram a pompa e as festas das outras religiões por não serem condizentes com os princípios de pureza que defendiam.
(Nota: Os verdadeiros cristãos foram levados aos leões das arenas romanas pela própria igreja que precisava agradar a Constantino, seu protetor e defensor por causa de seus objetivos políticos e eliminar os defensores da vida verdadeiramente cristã vivenciada pelos adeptos do cristianismo puro, os antigos gnósticos).
Somente no ano 337 D.C. foi que o Papa Julio I, promulgou oficialmente o dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Jesus e para justificar essa atitude do Papa, S. João Crisóstomo explicava assim o porquê da escolha da data: “Em Roma, este dia acaba de ser escolhido como o do nascimento de Cristo a fim de que os Cristãos possam celebrar seus próprios ritos sem serem molestados pelos pagãos, já que esses estão ocupados com suas cerimônias (as Saturnálias).
A Doutrina atribuída a Jesus era a mesma ensinada por Mitra e também propunha o desapego às glórias do mundo, a simplicidade, a humildade, o perdão às ofensas e o amor fraterno e isto causou profundo efeito nas almas que ansiavam e aspiravam pelo reino de Deus. Esta doutrina revelava ainda que esse Reino está dentro de todos nós, acendendo esperanças entre a classe humilde, o que impressionava os poderosos da época pela sinceridade de seus seguidores.


Para melhor compreensão do que estamos informando, vamos enumerar algumas semelhanças, principalmente entre a conhecida história da Vida de Jesus, a de Krisna, Avatar da Era de Touro, que teria vivido mais ou menos 4 mil anos antes de Jesus e de alguns outros Deuses Solares, tais como Tammuz, Filho da Virgem Ishtar, Buda, filho de Maya, Adonis, filho da Virgem Myrra, etc.:

1. Todos estes fundadores das grandes religiões do passado teriam nascido de uma mãe virgem, no caso de Jesus, Maria (que teve outros filhos depois do primogênito e no caso de Krishna, Devaki, virgem imaculada que, entretanto, havia dado à luz 8 filhos antes de Krishna.
2. O nascimento desses avatares sempre ocorre num estábulo, gruta ou caverna ou câmara subterrânea, sempre entre animais.
3. A data de nascimento da criança ocorre no dia 25 de dezembro, justamente quando acontece o solstício de inverno no hemisfério norte do planeta.
4. A Estrela do Oriente e a chegada dos Magos (no caso do Cristianismo chamados os 3 reis magos).
5. O massacre de inocentes por Herodes, no caso de Jesus e por Kanza, tio de Krishna e tirano de Mathurâ, quando nos referimos a consequente fuga para um país distante, sempre um lugar quente, conforme se diz de Krishna, Jesus e outros Deuses-Sóis. Entre os judeus é o Faraó, que avisado pelos Magos de sua corte de que nesta data nascerá um poderoso mago que o vencerá, manda matar todas as crianças nascidas no reino durante este mês.
6. A quaresma ou a chegada da primavera, com a consequente Páscoa, para celebrar a passagem ou cruzamento do Sol pelo Equador em dezembro.
7. A Transfiguração de Jesus e de Krishna.
8. A lavagem dos pés dos apóstolos por Jesus e dos Bramanes por Krishna e os vários milagres que praticaram.
9. A pregação e a revelação dos segredos do santuário.
10. A morte de Jesus numa cruz (madeira) e de Krishna amarrado e flechado numa árvore (Nota: Como a imagem de Krishna era muito adorada na Índia, a Igreja católica fez dele um santo e batizou-o com o nome de S. Sebastião que, como S. Jorge e S. Cristovão,  há alguns anos atrás foram “destronado” pelo Papa por não terem raízes reais para comprovar suas existências).
11. A ressurreição (nos casos de Osíris, Attis e Jesus.
12. Os 12 discípulos.
13. O Discurso do Eu Sou de Jesus e de Krishna.

Acrescentemos ao que está acima as seguintes coincidências:

Mâya, a mãe de Buda, a “Mãe das formas” e da “Pura Luz”, assimilável ao próprio espírito, enquanto repousava, viu em sonho a budeidade penetrá-la sob o aspecto de um elefante branco.  Essa alegoria pode ser comparada com a versão cristã da Visitação de Maria, pelo Arcanjo Gabriel, e também com a “visita” feita à mãe de Alexandre, o Grande, por Zeus (A Luz Divina) sob a forma de uma Serpente, e sua fecundação simbólica.

Por esta similaridade, não podemos deixar de considerar a transcendência da Bíblia e dos Evangelhos em seu aspecto esotérico e a riqueza e a importância de suas narrativas simbólicas, sempre capazes de proporcionar ensinamentos àqueles que os compulsam, seja qual for o grau de evolução em que se encontre o estudante.
Todo o processo acima relatado sempre foi relacionado aos Deuses-Solares da Antiguidade (Osíris, Apolo, Adônis, Mitra, etc.) e está incorporado ao Evangelho como sendo “a vida de Jesus”, que teria nascido de uma Virgem, fecundada por Deus Pai, o Criador de tudo e de todas as Coisas (da mesma forma que Mitra).
Para adaptar um pouco mais a história acima à realidade, há hoje uma opinião mais aceita de que o nascimento de Jesus teria sido na primavera (se fosse no Inverno os pastores não estariam à noite pastoreando suas ovelhas, pois morreriam gelados).
A fuga para o Egito (Terra de Verão-calor-Vida), representa os meses do verão e está relacionada ao seu crescimento físico e espiritual, o que ocorre no outono, quando torna-se um iniciado para depois dar seus frutos (A pregação dos Evangelhos).
Depois, como todos os grandes Avatares e nisso incluímos Osíris, Hiram Abiff e outros, é atraiçoado por um dos seus Seguidores (O signo de Escorpião -outubro/Novembro), exatamente quando começa a fazer frio no Hemisfério Norte e que Leonardo Da Vinci reserva para representar Judas Iscariotes em sua famosa “A Ceia”) sendo posteriormente morto (quando chega o Inverno), representado pelos 3 dias que Jesus passa na tumba, até que chega novamente a Primavera.
O Natal que a Cristandade festeja está, em verdade, relacionada com o nascimento do Sol no hemisfério norte e podemos compreendê-la perfeitamente se relacionarmos as figuras e passagens do Evangelho com os componentes do Sistema Solar, os signos do Zodíaco  e as Constelações, onde não falta nem mesmo a Cruz. Senão vejamos:
Em primeiro Lugar vejamos o simbolismo do Natal.
Jesus nasce num estábulo entre animais.
Sempre representamos este acontecimento com o costume de colocar o menino-Deus-Sol numa manjedoura (lugar onde os animais comem) forrada de palha, fazendo com que a palha em que repousa se pareça com os raios de sol refulgindo. Os animais presentes são o asno, o boi e o carneiro. Na Constelação de Câncer existem duas estrelas denominadas Asellus Australis e Asellus Borealis que significa Pequeno Asno do Sul e Pequeno Asno do Norte e entre as mesmas existe um pequeno aglomerado de estrelas denominado Presepe (Coordenadas aproximadas = 23°N). O Boi e o Carneiro que completam o Presépio são figurações dos Signos de Touro e Áries que precedem o Signo de Peixes. A Estrela dos 3 Reis Magos corresponde a uma conjunção celeste muito rara, entretanto visível a olho nu, que permite ver Júpiter (A Lei, a Justiça, a Religião) e Saturno (O Pai na Terra, o educador ou disciplinador) confundirem-se no momento em que Júpiter eclipsa Saturno, enquanto o Sol, a criança que nasce a 90°, entra em Câncer (a Casa astrológica que corresponde ao Lar, a Família e também ao peito, onde o Cristo mora no homem).
Se recuarmos 9 signos (ou nove meses) veremos que o Sol encontra-se então no Signo de Virgem a Mãe de todos nós, o 3° Aspecto da Trindade, a Natureza, Akasha, a matéria negra do qual tudo emana e para o qual tudo volta.
Prosseguindo o estudo da Marcha do Sol pelo Zodíaco até a morte e à crucificação, apontando a Via-Láctea como o Rio Jordão, o Batismo quando o Sol entra em Aquário, signo em que a Água Lustral é derramada, a entrada em Peixes, signo duplo em que Jesus encontra os dois irmãos pescadores, Simão e André e, na mesma longitude a Constelação da Barca, indicando a pesca milagrosa.
O tema dos  dos 3 Reis Magos pode ser abordado astronômica e esotericamente com  a presença das 3 estrelas do cinturão de Órion (Algjebbah, Alnilan e Alnitak) que se elevam do Oriente para o Ocidente até o ponto em que veem a estrela Arcturus (da Constelação do Boieiro; 30 vezes maior do que o nosso Sol) brilhar sobre o aglomerado estrelar acima mencionado, denominado Presepe.
Dentro do simbolismo cristão Arcturus, com seu brilho fulgurante dentro da noite da ignorância humana,  representa a Estrela que indica, aos Três Reis Magos onde adorar o Cristo recém-nascido no Presepe, entre os animais domésticos de nossa natureza inferior que deverá ser purificada com a vinda Luz Redentora à face da Terra. 
As dádivas que os Magos levam são, em si, outros símbolos destinados ao ensinamento dos buscadores da verdade que já estão despertos para as realidades do espírito.
Poderíamos perguntar: Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística, que aquelas provindas dos princípios mais Superiores da nossa própria Realidade Espiritual?
Os 3 Reis Magos representam macrocosmicamente os 3 planos superiores da Egoidade Divina (Planos Adi, Anupadaka e Atma) e microcosmicamente, a ressonância das energias no Ser humano que denominamos Pingala, ou Conduto Solar (a matéria branca da Alquimia) e Idâ, ou conduto lunar (a matéria negra da Alquimia) e Shushumna, o conduto central (a matéria vermelha da Alquimia), onde tudo é reunido e levado ao ventrículo esquerdo do coração, onde mora o Cristo-criança no ser humano.
Analisando os presentes dos 3 Reis Magos sob o ponto de vista esotérico verificamos que os presentes trazidos pelos mesmos significam:
O ouro simboliza o Poder, a realeza oriunda da Sabedoria Divina, que é conquistada pela transmutação dos metais impuros de nossa natureza humana. Significa, no plano de onde provém (Baltazar é o Pai da Trindade Celestial) o atributo da Vontade sem a qual nada se pode fazer. Em alquimia ele é o enxofre e está relacionado à fase do trabalho alquímico chamada “Ressurreição”.
O incenso trazido por Melchior é o elemento volátil ou o mercúrio. Representa, em linguagem alquímica, o Amor Divino, que deve preceder a toda obra de Magia Branca. É o perfume real que alimenta com o néctar da vida os poderes subutilizados da Alma. Ele representa o atributo essencial do Cristo recém-nascido e o esteio para a obra do verdadeiro alquimista chegar à etapa que, no trabalho alquímico é chamada de “Rubificação”.
Quanto a mirra, ela tem um campo bem reduzido de aplicações. Geralmente é utilizada em forma de pó, aplicado sobre úlceras cancerosas e em defumadores para desinfetar habitações onde exista um enfermo. Mas o seu significado oculto, como o presente do Rei Gaspar ao Cristo-criança está relacionado a Terceira Pessoa da Trindade.
Os 3 Reis Magos representam esotericamente os três atributos da Trindade e figuram, para o estudante da Sabedoria Antiga, essa Trindade e Seus Atributos.
Notemos, porém, que Gaspar tem uma singularidade em relação aos dois outros que não pode ser descuidada, ou seja, sua cor negra, que é a cor das Deusas Ísis e Devaki, ou seja, a Divina Mãe tanto para os egípcios como para os Hindus, que é também a cor de N. S. Aparecida no Brasil, N. S. de Montserrat, N.S. de Chartres, N.S. de Baieux, N.S. de Amiens, N.S. de Caen e a representação da Virgem, ou 3° Aspecto da Trindade, A Mãe Divina ou mãe do Mundo das várias religiões pagãs que precederam o Cristianismo e que, não coincidentemente, mais propositadamente é a cor do Tattwa Akasha, do qual tudo nasce e para o qual tudo volta após cumprir seu objetivo. 
Hoje, a ciência ortodoxa comprova a sabedoria deste símbolo representativo da Divina Mãe, ao encontrar, sem compreender seu significado espiritual, a matéria negra que envolve todo o Universo atualmente conhecido, do qual tudo que existe emana, ou seja, parece encontrar sua substância primordial. Blavatsky chamava esta substância negra de Prakriti. O domínio sobre esta substância é a busca de todo Mago e a base do Alquimista para a conquista da Pedra Filosofal. Este domínio representa o presente de Gaspar, o 3° da Trindade, ao Cristo Criança recém-nascido.
Em Alquimia a cor preta é chamada a fase da “Putrefação” e está relacionada com o sal.
Agora, pensando em termos poéticos, que maior dádiva poderia ser ofertado ao Redentor dos homens senão o domínio sobre a matéria, que representa a libertação da amargura do sofrimento humano?
Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística que desperta, senão o ouro puríssimo simbolizando a transmutação dos metais impuros de nossa humana natureza?
Não é este, em verdade, o Cristo que sentimos, o Cristo que desejamos, o Cristo que amamos e que devemos realizar?...
Que outro símbolo mais elevado poderia corresponder à nossa consciência espiritual que acorda senão o de uma criança recém-nascida na palhoça modestíssima da personalidade humana?
Concluímos o presente trabalho afirmando que a fé Cristã tem permitido, apesar do dogma e da doutrina, apesar das distorções do teólogo acadêmico e das imposições de alguns clérigos ignorantes, a compreensão da união de Deus ao homem, fundidos no Cristo, apresentando a verdade que “todo ser humano também pode experimentar a Divindade”. 
Esta verdade vital, dramática, apresentada misticamente, mas sempre viva em cada ser humano, quando captada pela mente e compreendida pelo coração capacitará, a qualquer verdadeiro aspirante aos Mistérios Cristãos, a transpor os umbrais do novo Nascimento para a Luz, caminhando, de maneira crescente, nessa mesma Luz, a partir do momento que a entenda, porque “...a senda dos justos é como a Luz da aurora, que brilha mais e mais, até que o dia seja perfeito”.
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Nota explicativa: MIRRA - De acordo com a mitologia antiga, esta resina foi produzida pelas lágrimas da deusa Mirra, que se uniu incestuosamente com seu pai e concebeu o gentil Adonis, o Chrestos (Cristo) Solar dos Antigos, adorado na Grécia e em vários países do mundo antigo e na própria Roma, até meados do ano 300, onde o culto de Adonis-Mitra era muito mais popular do que o Cristianismo, que por sua essência (humildade, caridade, amor ao próximo, desapego aos valores materiais) não conseguia conquistar as elites governantes. Somente com a imposição promulgada por Constantino, que necessitava das massas para impor seu domínio, é que o Cristianismo triunfou, assimilando a maioria dos rituais mitraicos e substituindo os deuses vigentes na época pelos santos que a Igreja Católica promulgou.




Panyatara

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Início de um estudo sobre o Evangelho

Prezados Leitores,
Artigo iniciado por Panyatara, mais um estudo para nossa reflexão e para nossa busca pela sabedoria espiritual. Infelizmente esse texto está inacabado. Minha sugestão é que ao entrarem em contato com o mesmo,  façam uma reflexão e meditem sobre o que ele tentou passar nas entrelinhas.
Este artigo é o início de uma palestra que ele iria proferir na "Aliança da Fraternidade", sobre o assunto "Evangelho". Para Panyatara, o tema evangelho, é um tema iniciático, ele dizia que: "a Bíblia é iniciática" e que precisávamos aprender a interpretá-la, para que possamos nos libertar da escravidão religiosa a qual nos foi dada há dois mil anos atrás.

Façam uma boa leitura e com atenção, para que os mistérios nele contido sejam decifrados... tudo está dentro de nós.
Paz e luz! Theano







"Você não pode ensinar nada a um homem; você pode apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo." (Galileu Galilei).

Meu propósito aqui, esta noite é tentar ajudar os presentes a compreenderem que são Deuses encarnados e que devem abandonar suas limitações impostas pelas religiões organizadas, cujo objetivo tem sido “facilitar” nosso entendimento da Divindade, trocando a verdade ensinada pelos Grandes Instrutores da Humanidade pela ignorância que nos advém da zona de conforto que oferecem desde que deixemos que pensem por nós.
A meta de todas as religiões é a realização de Deus em nosso âmago. Esta é a religião universal. Se existe uma verdade universal em todas as religiões, ei-la: vivenciar Deus. Os métodos e ideais podem ser diferentes, mas tornarmo-nos cônscios de Deus é o ponto central. Podem existir milhares de raios, mas todos convergem para um mesmo centro: a realização de Deus.”
Se nossa existência não está dedicada a esta obra, estamos jogando fora uma encarnação e fraudando o propósito do Cristo em nosso coração.

O aviso abaixo antecedeu a Mensagem Libertadora do Cristianismo, mas deveria ser meditada em cada trecho pois sinaliza um convite  à nossa iluminação.
Te advirto, quem quer que sejas, Tu que desejas sondar os Mistérios da Natureza.Como esperas encontrar outras excelências, se ignoras as excelências de tua própria casa? Em Ti, está oculto o tesouro dos tesouros.Homem, Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses."

Em Lucas, 17:21, O mestre Jesus afirma: “O Reino de Deus está dentro de vós!”
Já se perguntaram onde?

Em João, 14:12. Afirma: “Vós sois deuses e ainda em João, 10:34. Assegura: “Vós podeis fazer o que eu faço e muito mais
Pergunto: Vocês acreditam nas palavras de Jesus ou acham que estava mentindo?

Todos sabemos que Paulo de Tarso foi escolhido, por causa de sua cultura e adiantamento espiritual, para a Obra de implantação do Cristianismo na face da Terra; que depois de iluminado, nos deixou revelações muito interessantes que a maioria dos estudantes ignora, por não compreender que a Paulo caberia o maior exemplo do ensinamento da fé para os seguidores da Doutrina Cristã.
Podemos ver em suas cartas, além de uma sabedoria que transcende até mesmo os ensinamentos da Cabala, onde foi Mestre, uma postura iniciática na qual demonstrou o por que de sua inclusão na propagação do Cristianismo do Cristo, que poderia ficar incógnito se não fosse sua sinceridade perante a visão do Cristo que experimentou na Estrada de Damasco.

I - Coríntios 6.19 - Acaso não sabeis que o vosso corpo é o santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus e que sois de vós mesmos?

II - Coríntios 4.16 - Por isso não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia.

Romanos 7.19 - Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.

Romanos 7.22 - Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo nos meus membros outra lei que guerreando contra a lei de minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.

Efésios 3.16/17 - para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim habite Cristo nos vossos corações, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados no amor.

I - Pedro 3.4 - seja, porém o homem interior do coração unido ao incorruptível de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.

Segundo definição dada por um Espírito, Ele Jesus médium de Deus. (gênese de Kardec – final da página 205)
...mas, a pureza do perispírito de Jesus permitiu que seu Espírito lhe desse um brilho excepcional. (Gênese pág. 221)

De todas as aptidões que Jesus revelou, nenhuma se pode apontar estranha às condições da humanidade e que se não encontre comumente nos homens, porque estão todas na ordem da Natureza. Porém, pela superioridade da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas capacidades atingiam nele proporções muito acima das que são comuns. Posto de lado o seu envoltório carnal, Ele nos mostrava o estado dos puros Espíritos. (Gênese pág. 221)

Jesus lhes respondeu: "Na verdade, digo a vocês que Moisés não lhes deu o pão do céu; meu Pai é quem dá o verdadeiro pão do céu, porque o pão de Deus é aquele que desceu do céu e que dá vida ao mundo". (Gênese pág. 224) 

EU SOU O PÃO (o alimento) DA VIDA.

193

Disse então Jesus a seus discípulos: "Se algum quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; — porque aquele que quiser salvar a vida a perderá e aquele que perder a vida por amor de mim a encontrará de novo.
De que serviria a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Ou por qual preço o homem poderá comprar sua alma, depois de tê-la perdido? Porque, o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras.
Na verdade, digo a vocês que alguns daqueles que aqui se encontram não sofrerão a morte, sem que tenham visto vir o Filho do homem no seu reino" (Mateus, 16:24 a 28).


Andai enquanto tendes a luz para que as trevas não vos apanhem. Enquanto tendes a Luz crede na Luz, para que vos torneis filhos da Luz. O Cristo disse estas coisas e, desaparecendo, ocultou-se deles. (João 12:35 e 36).

Bioluminescência também em humanos
A bioluminescência não é só para águas-vivas e para o notório e assustador peixe-pescador (tamboril).
Humanos também emitem luz.
Na verdade, todas as criaturas vivas emitem luz. Os cientistas dizem que a luz é resultado de reações bioquímicas metabólicas, embora não seja visível.
Em 2009, uma equipe de pesquisadores japoneses relatou que o corpo humano literalmente brilha, depois de usar câmeras incrivelmente sensíveis (a luz é mil vezes mais fraca que o olho humano é capaz de perceber) para capturar a primeira evidência de bioluminescência humana.
Porém, o que os cientistas não podem ainda admitir é que as reações bioquímicas que produzem nossa luminescência são provenientes da Luz imarcescível que criou o Universo e se manifesta como uma centelha no ventrículo esquerdo coração do ser humano. Utilizando um átomo de alta evolução (Átomo Nous), essa Luz cria uma imagem do Deus em cada um de nós e é ela que nos dá a Vida para cumprirmos seu propósito, que fazemos questão de ignorar, jogando existências e existências fora.





                   Pois todos nós morreremos um dia (passaremos para outros planos de manifestação da vida) e esta fase de nossa existência, além de não dar direito a um retorno com o mesmo corpo para justificar erros e enganos, nos leva, muitas vezes, para estados de sofrimento tenebroso por causa das escolhas que fizemos nesta vida, principalmente aquelas retratadas nos seguintes trechos de Mateus 7:15 e 7:19,20: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Toda árvore que não produzir frutos bons é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”.

A religião da Nova Era é o conhecimento de si mesmo baseado na instrução de que “O EU SOU É A LUZ DO MUNDO”. O desenvolvimento de nossa percepção interna, nos permitindo reconhecer que cada Ser humano é um Deus em ação afastará nossa vida da dependência de outras mentes e estabelecerá um mundo de fraternidade e cooperação entre todas as criaturas, porque este conhecimento fará com que os “ismos” religiosos percam sua utilidade e desapareçam da face da Terra. A escravidão religiosa atrasa o desenvolvimento espiritual do Ser humano. Com a libertação conquistada, as energias da Árvore Qliphótica (não são seres!) não encontrarão mais guarida na vitalidade existente no campo áurico dos seres humanos e, por causa disso, perderão seu poder de proporcionar as ilusões que afastam o Ser Humano da Verdade (Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará! – João 8:32).

                (somos andróginos por natureza – Gen.1:26: Façamos o homem (o ser humano) a nossa imagem e semelhança). Inclusive seus aparelhos genitais são caracteristicamente similares, a mulher possuindo até mesmo um pênis atrofiado, que é o seu clitóris, e é somente desenvolvendo a harmonia transcendente dentro de si mesmo, através do conhecimento dos ares internos (os externos são os 5 Tattwas) que Kundalinî pode ser despertada. O Tantra iluminador pode ser compreensível no trecho evangélico de Mateus (19:12) no texto: “Porque há eunucos de nascença; há outros que os homens fizeram tais e há outros que a si mesmo fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem é apto para o admitir, que o admita!.

Muitos falsos profetas se levantarão e seduzirão a muitas pessoas; e, porque a maldade se espalhará, a caridade de muitos esfriará; mas, aquele que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do reino será pregado em toda a Terra, para servir de testemunho a todas as nações. É então que o fim chegará (Mateus, 24:11 a 14).

“Há muitas coisas que ainda não posso lhes dizer, porque não as compreenderiam” – Gênese, por Kardec, pag. 260
“Gravitar para a unidade divina: esta é a meta da humanidade. Para atingi-la, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas são opostas e contrária: a injustiça, o ódio e a ignorância. Pois bem! Eu vos digo, em verdade, que falseais esses princípios fundamentais, comprometendo a ideia de Deus ao exagerar uma severidade que Ele não tem”. Livro dos Espíritos, pág. 273.

Por que se diz Jesus de Nazaré, se a cidade de Nazaré não existia no tempo de Jesus? Jesus muitas vezes é chamado de Nazareno ou de Nazaré, mas até o ano 326 DC não existia a cidade de Nazaré. Nos tempos de Jesus existia um grupo comunitário que era chamado de Nazarenos. Diz que Sansão fez os votos Nazarenos, assim como Paulo de Tarso após sua conversão que consistia de não cortar os cabelos.
Uma das seitas do povo judeu era formada pelos nazoreanos ou nazarenos. Este último termo foi usado para identificar Jesus. Mas, dizem os autores:
Realmente, a versão original grega do Novo Testamento se refere a "Jesus, o Nazareno", expressão mal traduzida como "Jesus de Nazaré". Nazareno, em suma, diz respeito a uma seita, sem conexão com Nazaré. E há mais, é que existem dúvidas consideráveis a respeito da própria existência da cidade de Nazaré no tempo de Jesus. Ela não aparece em mapas romanos, documentos ou registros e não é mencionada no Talmude. O nome de Jesus tornou-se associado a ela em virtude de confusão semântica acidental ou deliberada. Depois existem ainda relatos sobre os tais votos nazoreanos, nazarenos ou nazários e o juramento nazário no qual a pessoa deveria ir para o deserto 40 dias e 40 noites a fim de combater os seus demônios pessoais e obter esclarecimento sobre alguma questão que a atormentasse.

É interessante observar que todos os Grandes Seres que vêm à Terra com uma missão transcendente são gerados também de uma forma incomum. Como exemplo temos: Hércules era filho de Zeus (o chefe dos Deuses do Olimpo grego) e de Alcmena, uma mulher terrena; Sansão, como vimos acima; Jesus, como todos sabem, Maria, sem ter coabitado com José, achou-se grávida pelo Espírito Santo, Merlin, cuja mãe, filha do Rei Demétrio cedeu a insistência de um belo jovem que lhe aparecia exclusivamente com o objetivo de engravidá-la, etc. etc...

Sansão era nazireu e Jesus nazareno; não é muita coincidência?


Artigo inacabado em 21 de junho de 2015
Panyatara