Um pouco sobre mim

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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O que é necessário no período de transição entre a Era de Peixes e a Era de Aquário


Durante a Era de Peixes aprendemos ou deveríamos ter aprendido a expressar o Amor Divino através do perdão, da tolerância, da compreensão e pelo sentimento da fraternidade, (ou seja, somos todos irmãos e temos um único Pai) reunidas, estas qualidades, sob o aspecto devocional, que a Igreja Romana tentou transmitir dentro de sua ótica e os povos asiáticos vivenciaram a grande maioria, sob o aspecto do fanatismo religioso.





Na Nova Era: O homem precisa se conscientizar do Plano de Deus (o Logos Solar do nosso Sistema) e colaborar conscientemente com esse plano.

A preocupação e o objetivo do homem mais evoluído não deverá estar mais focalizado em si, em sua pessoa, nem nas conquistas das qualidades que possam permitir-lhe um progresso que lhe permitam alcançar um “céu” mais venturoso e feliz ao findar sua vida ou, ainda, em se sobrepor, pelo seu maior desenvolvimento, aos seus irmãos do caminho. Agora, o homem deve aprender a esquecer de si e trabalhar para o progresso da comunidade em que vive, afastando o enfoque do desenvolvimento pessoal para colocá-lo no progresso do grupo. Ao proceder assim, conquistará aquilo que durante muito tempo tentou fazer através de práticas isoladas que, de certa forma, pertencem a épocas anteriores a do Cristianismo, passando a vivenciar um organismo mais complexo, porém com muito maior força espiritual, capaz de ensejar realizações que fogem a nossa expectativa de avaliação, mas que, por analogia, podemos vislumbrar quando apreciamos os trabalhos de grupos, hoje realizados pelas igrejas, centros espíritas e organizações ritualistas em geral.


1 - A Nova Era marcará o primado das energias da Alma sobre a personalidade. O homem pessoal reconhecerá o homem transcendente e luminoso (O Cristo Interno) que vive dentro dele.

2 - Ocorrerão transformações em todos os campos da manifestação da vida: a intuição, a visão etérica e a clariaudiência serão desenvolvidas, permitindo o contato direto do homem tanto com o Plano da Alma, como com os nossos irmãos dos Reinos Elementais.

3 - A influência das novas radiações cósmicas - principalmente as estelares da constelação de Aquário, das conjunções planetárias e dos eflúvios da aura do Cristo, envolvendo o Planeta - modificarão os corpos e a consciência da humanidade e de todos os seres, preparando-os para refletirem novos tipos de energia.

4 - Também a mente humana alcançará o início de um novo estágio. A Razão estará dirigida pela Intuição, que desvelará a Realidade do Divino como origem do próprio homem.

5 - O conhecimento de si mesmo se fará através de uma nova psicologia e do estudo profundo da Alma, com técnicas também científicas, objetivando-se a superação dos estágios de inconsciência provocados pelo sono e pelos estados alterados da mente.

6 - A pedagogia aplicará técnicas que terão como escopo à superação da lógica e da memória como estrutura da vida mental das crianças, levando-as a contemplação da realidade em planos de consciência mais elevados e a participação consciente dentro dos objetivos superiores da vida no Planeta Terra.

7 - A religião perderá seu aspecto devocional inferior e o novo homem procurará refletir as energias da Harmonia e da Beleza como forma de expressar a Divindade.

8 - A Nova Religião estará baseada na existência de Deus no homem, na relação do homem com o Divino, na realidade da imortalidade e na continuidade da revelação divina e, também, na constante aparição de mensageiros provenientes do Centro Divino.


A estes fatos, se agregarão o conhecimento seguro e instintivo que o homem possui da existência do caminho para Deus e sua capacidade para pisá-lo, aceitando a transcendência e a imanência de Deus em cada forma de vida.

Estas são as verdades fundamentais sobre as quais descansará a Religião do Futuro. A nota chave dessa religião será a “Aproximação ao Divino” ou, parafraseando o Evangelho, “Achegai-vos ao Senhor e ele se achegará a vós”.


9 - A Filosofia pura nos levará à compreensão do Plano de Deus para o Planeta Terra, transformando os preconceitos em percepção real.

10 - Na Nova Era a ciência da Invocação e Evocação substituirá as orações; serão estabelecidas Retas Relações humanas; o homem aprenderá a lei dos renascimentos dentro de si mesmo e serão revelados, para todos os Mistérios da Iniciação.

11 - A Maçonaria e as demais sociedades espiritualistas serão conclamadas a ajudar na educação da humanidade atual, preparando-a para a Nova Era, ensinando a distinguir:

a) a Luz da Alma, iluminando as forças a serviço do Propósito Divino, que levará milhares de pessoas à Senda do Discipulado.

b) o que é participação e o que é egoísmo, delineando um mundo futuro onde prevalecerá as 4 liberdades (liberdade de ir e vir, liberdade de pensar, liberdade de sentir e liberdade de ser) onde todos terão o necessário para viver corretamente.

c) a luz e a obscuridade, tornando manifesta a diferença entre um futuro iluminado pela verdade e pleno de oportunidades para todos e a escravidão, dirigida pelas forças sombrias, voltadas para o passado.

d) entre Fraternidade e Separatividade; Fraternidade indicando uma ordem mundial, onde os ódios raciais e as diferenças de casta e religião já não constituirão barreiras para o entendimento internacional.

e) entre o Todo e a Parte, assinalando a época que se aproxima - sob o impulso evolutivo do espírito - onde a parte assume sua responsabilidade pelo todo e o Todo existe, consciente, pelo bem da parte.


A educação, acima preconizada, deverá estar preparada para aceitar:


1) A energia da intuição, que dissipará a ilusão mundial e aumentará sensivelmente a fila de iniciados.

2) A energia da inspiração que em seu poder envolvente, como uma rajada de vento, desvitalizará ou afastará o poder atrativo da matéria ou substância. Isto libertará milhares de pessoas para entrarem no Caminho Probatório.

3) Consoante ao fato de que os homens possam se reconhecer como Deuses (que, em verdade, são) ocorrerá a necessidade íntima de se voltarem para os necessitados de amparo fraterno, seja no campo da cura psíquica ou material, a fim de que o flagelo da desarmonia desapareça da face da Terra.

4) A renúncia e a vontade de sacrificar-se, como a nota chave daqueles que aspiram servir ao Cristo[1] em sua manifestação plena em nosso Planeta, durante o período intermediário entre a antiga e a Nova Era.

5) Sem essa aceitação, estaremos navegando na contra-mão da história e perdendo a grande oportunidade - pela qual lutamos durante várias existências - de estarmos encarnados neste princípio da Era de Aquário e atuarmos conscientemente, como colaboradores do Cristo e servidores da Nova Raça.


Panyatara



[1] Cristo é o aspecto Vida do Criador (Logos Solar) e é representado sempre pelo astro SOL de um Sistema, que proporciona um aspecto dessa energia (Vida) de acordo com o propósito do Criador Universal.

domingo, 27 de março de 2016

Significado Esotérico - PÁSCOA

O termo PÁSCOA provém do hebreu PESAG (Pessach), que quer dizer: trânsito, passagem, etc. No inglês, é equivalente a EASTER, cujo, por sua vez, provém de OSTARA, a deusa escandinava da Primavera. Era o símbolo da Ressurreição de toda a Natureza. Por isso mesmo, adorada no começo da estação florida.

Era costume entre os antigos escandinavos, na referida época ano, permutar “Ovos de cor”, chamados “Ovos de Ostara”, que acabaram sendo os atuais “Ovos de Páscoa”.
Segundo está expresso na obra “Asgard e os Deuses” (melhor dito, a Agarta, Asgardi, etc. Terra dos Deuses), “o Cristianismo deu outro sentido a esse antigo costume, relacionando-o com a festa da “Ressurreição do Salvador”, o qual, como a vida latente no ovo, “dormiu três dias no sepulcro”, antes que despertasse à nova vida.
Tal fato era muito natural, porquanto, Cristo é um termo que se acha identificado com aquele mesmo Sol da Primavera, que desperta em toda a sua glória, depois da lúgubre e prolongada morte do inverno. Ademais, seu número cabalístico sendo 608 faz lembrar o de um ciclo solar.
Esta mesma ideia, embora que, ligeiramente velada (com seu Véu ou Maia), a expõe Goethe, na belíssima e pitoresca cena do Domingo de Páscoa, na primeira parte do Fausto.
Uma das provas mais visíveis da íntima relação existente entre o Cristianismo e o Culto do Sol e da Lua – como no Egito, o de Osíris e Ísis – é aquela de haver fixado a Igreja Romana a festa da Páscoa da Ressurreição no Domingo (como se sabe, “Dia do Sol”), que segue imediatamente ao décimo quarto dia da Lua de Março. “Por sua vez, os cristãos do Oriente celebravam a referida festa no décimo quarto dia da Lua”, ou seja, o que segue ao equinócio de primavera, pouco importando o dia da semana em que caísse. Daí, o nome que se lhe deu de “quarto-decimans”. Por outro lado, vemos uma nova relação entre a festa pascoal e a vida da Natureza, na significativa distinção entre a Páscoa da Ressurreição ou a florida – assim chamada por ter lugar na época do florescer das plantas, e a Páscoa de Pentecostes, designada vulgarmente em Catalunha, pelo nome de Granada, a qual é celebrada sete semanas mais tarde, ou seja, no tempo em que começa a colheita dos frutos da terra, e quando, nas Escrituras é designado pelo nome de “Festa das Primícias”, que celebravam com grande solenidade, os Judeus, cinquenta dias depois, também, da primeira Páscoa. Quanto ao termo Ressurreição, nossa Obra, por sua vez, o assinala em diversas das suas Efemérides, mas que, infelizmente, não podem ser trazidas para o mundo profano.
Pentecostes (do hebreu) quer dizer: Quinquagésima. É a festa que celebra a Igreja Romana, cinquenta dias depois da Páscoa da Ressurreição porque, no referido dia – segundo se lê em Atos (Feitos) cap. II, “o Espírito Santo desceu, em forma de línguas de Fogo sobre os Apóstolos, que logo começaram a falar diversas línguas", ou seja, o mesmo fenômeno do despertar de Kundalinî, que fez do discípulo um Adepto, um Iluminado ou Homem Perfeito, justamente por ser envolvido na Mente Universal.
Já se viu a razão da escolha do Domingo para a Páscoa e, portanto, temos também o direito de lembrar uma das muitas razões de nossa Obra, florescer, na “Terra da Brasa,” (ou Brasil), melhor dito, do “Fogo Sagrado”, a 10 de Agosto de 1924, porquanto, esse espiritual florescer, teve lugar três anos antes, ou seja, a 28 de Setembro de 1921 e em plena Primavera... Nesse caso, um período de espera, sono ou Pralaya, pois que aí o que prevalece é o número e não o tempo, na razão da “vida latente num ovo ou sepulcro maior”, que é o do próprio Cosmos, justamente por obedecer à Astrologia, e tudo mais quanto dizia respeito ao Domingo ou 10 de Agosto de 1924, no ambiente, envoltório, casca terrena, etc. onde a mesma deveria firmar-se.
Por outro lado, a palavra Domingo (Domenicus) se acha estreitamente ligada à grega Demiurgo, que entre os gnósticos, é “o Criador do mundo”. Baco, o deus da Mitologia romana, e dedicado à cultura do vinho; e o mesmo Dionisios grego. Ambos, entretanto, representam duas das várias formas ou expressões que toma o “Deus Único e verdadeiro”, através das suas múltiplas manifestações ou criações no mundo terreno.
Nas escrituras ocultistas e teosóficas, o Sol Espiritual está oculto, ou por trás do pseudo-sol físico que concorre para os dias e as noites em nosso planeta e outros tantos fenômenos, conhecidos e desconhecidos da própria ciência oficial. Para alguns, isto é, os que, de fato, perscrutam os mistérios do Infinito, o Sol Espiritual a que acabamos de nos referir, por sua vez, e aquele que tem direito ao nome de MERCÚRIO. Razão pela qual, o mesmo Gautama, o Buda, respondeu a um dos seus discípulos mais avançados, quando lhe perguntou sobre “o que está acima de Brahmã?”, com esta única palavra: PARABRAHMA. E acrescentou: “E não me perguntes mais nada”.
Ora, Para, em sânscrito, quer dizer “Além” (mais adiante, acima, etc.). Por nossa vez, não podendo dizer mais nada sobre as excelsitudes de nossa Obra, a não ser o que já temos dito até hoje, inclusive neste mesmo trabalho, responderíamos a quem desejasse ir mais adiante nas suas descabidas perguntas: “Para lá, mais adiante, além Akasha... do próprio NIRVANA. Passaríamos, com certeza, por LOUCO, mas, esse termo tanto provém do Logos (ou verbo no grego), como de LOKA (sânscrito) que quer dizer “lugar”, região, etc. Nesse caso, um outro lugar ou estado de consciência no qual muitas vezes nos colocamos, principalmente quando não queremos dar respostas à perguntas dessa natureza, a quem, por sua vez, não se encontra num lugar ou estado de consciência capaz de compreender as nossas palavras... Além do mais, seria estabelecer confusão no espírito do interlocutor, qual aconteceria nas escolas primárias, se um professor quisesse ensinar altas matemáticas a alunos ainda as voltas com as “quatro primeiras operações”. O termo impúbere-psíquico – ao qual nos referimos a cada passo – responde pelo resto, isto é, “alma jovem”, pessoa não possuidora ainda de uma consciência bastante evoluída, para poder compreender assuntos que esse mesmo vulgo denomina de “transcendentes”. Donde, a necessidade da adoção das religiões para uma grande maioria da Humanidade, como já tivemos ocasião de dizer no início deste nosso humilde trabalho.
Volvendo ao termo Pentecostes, também era celebrada pelos judeus, com grande pompa, cinquenta dias depois da Páscoa do Cordeiro, em memória da Lei, ou dos mandamentos dados a Moisés no Monte Sinai, “cinquenta dias depois de ter ele deixado o Egito”. Razão porque também a denominaram de “Festa das Primícias” porque, no referido dia, os israelitas levavam ao templo as primícias dos frutos de seus campos. Tudo isso obriga-nos, também, a falar do termo Solstício, porém, desta vez, servindo-se das palavras do erudito sanscritista francês Emile Burnoff: “O culto cristão obedece à marcha do Sol a da Lua. O nascimento do Cristo coincide com o Solstício de Inverno; a Páscoa segue, de perto ao equinócio da Primavera. No Solstício de verão é celebrada a festa do Precursor (o Arauto, o Jokanan ou Yokanan, etc.), quando se acendem as “fogueiras de S. João” (na mitologia grega, também se acendem os “fachos ao deus Yaccho”). As demais festas são distribuídas, metodicamente, pelas outras partes do ano, seguindo uma ordem comparável com a das cerimônias védicas. Deve-se notar, acrescenta o referido autor, que o Solstício de inverno ocorre quatro dias antes da Natividade, e o do verão, quatro dias antes da Festa de S. João. O dia da Páscoa é regulado pelo equinócio, embora tenha lugar em um Domingo, ou seja, o que segue ao plenilúnio, depois do equinócio da Primavera. Pelo que se vê, pouco importando os nomes dos santos, seja do que for, tais festas são antiquíssimas, pois que sempre coincidiram com os solstícios.
Sendo de cinquenta segundos por ano a precessão dos equinócios, acontece que, quatro dias correspondem, aproximadamente, a 7 mil anos. Porém os quatro dias podem não ser completos.
Em resumo, se tudo no Universo obedece às leis, por sua vez, regidas por uma Força única, é lógico supor que as próprias manifestações da Divindade (avataras, etc.) também estejam sujeitas a essas mesmas leis... E assim, o que é Cósmico, seja obrigado a tomar forma humana, na razão do “verbo se fazer Carne. E o filho se fazer Luz”... E com isso, desde as menores as maiores Jerarquias celestes, se acham em função neste mesmo globo em que somos obrigados a viver...
Já na Atlântida, a Oitava cidade, onde se ocultava o Celestial Mistério, como Síntese e Origem das demais cidades, cada uma delas governada por seu Rei, os tradicionais REIS DO EDOM (do Éden ou “Paraíso terrestre”), era chamada de APTA.
E tal nome significa: “Lugar onde nasce o Sol”, Oriente, etc. Mas também, Presépio, Manjedoura, Creche, Berço, etc, etc, o que vem provar, não só a questão cósmica, como a puramente terrena, física, material, no sentido de nascimento de um ser humano, criança, etc. No sânscrito, pois que a velha Índia (ou Aryavartha), do mesmo modo que o Egito, representou o “Pai-Mãe da Humanidade”, Como nós mesmos os cognominamos – a palavra APTA, (além dos significados que já lhe demos anteriormente) quer dizer: – “Aquele ou Aquilo que atinge a Consciência do Eu”. Nesse caso, tal cidade, lugar ou região conservava em si, “por trás daquelas altíssimas muralhas”, que a cercavam, mais astral do que fisicamente, algo tão excelso, tão divino, que seria o mesmo dizer, segundo o significado sânscrito de APTA, “a própria Consciência Universal”, pouco importa a maneira pela qual a mesma se manifesta.
Em hebreu o termo, CAIJAH, como “Segundo poder de Neschamah”, representa o “Oitavo princípio do Homem”. Ora, se este, teosoficamente falando, possui “Sete princípios", é lógico deduzir que o “Oitavo” se acha fora do referido ser, embora se refletindo no seu imo ou interior. Donde a existência de um “liame espiritual”, chamemo-lo assim, ao qual as mesmas escrituras denominam de Sutratmã ou “fio de Ouro” (“Colar de Sutratmã”). Não esquecer que o mesmo “sistema planetário” possui um Sol central ou “oitava coisa”, girando em seu redor, sete globos, astros ou planetas.
Os deuses da Mitologia egípcia, por exemplo, além de representações, ao mesmo tempo, humanas e animais, (relacionados com as duas cadeias da evolução da Mônada, lunar e terrena), os mais excelsos eram francamente cósmicos, Como por exemplo: Osíris, o Sol, e Ísis, a Lua. Seu filho era Horus e, a bem dizer, formavam uma Sagrada Família, como aquela da Igreja Romana, conhecida como José, Maria* e Jesus. Astrologicamente falando (preferimos esse termo ao de “astronomicamente”), Sol Lua e a Terra onde os mesmos estavam manifestados = mais os quatro elementos. E tudo isso, em síntese = ou Mercúrio, o Filho. Este, porém, quer em atividade evolucional (manifestações avatáricas ou outras quaisquer), quer cósmica, no Seio da Terra, razão de nossas próprias palavras, ou sejam, “que a Terra vive em estado gravídico de um outro Sol”, isto é, por viver em seu SEIO, em sua Matriz, em seu Útero) toma a forma de Marte. Vemo-lo assim a carregar sua Cruz nos ombros, como a Humanidade inteira a carrega, até chegar ao máximo de sua Evolução, ou seja, Ele o símbolo precioso da Redenção humana. Mas como seu defensor, Guerreiro ou matador do “dragão infernal”, que se acha ferido por sua lança, debaixo das 4 patas do Cavalo branco (símbolo da Perfeição absoluta) ou “Kalki-avatara”. Não podia deixar de tomar aquela mesma forma, de que tanto nos temos ocupado. E acreditem ou não os incrédulos desse século, pseudo de “luzes”, mas em verdade, Ciclo agonizante, e Ele o mesmíssimo que nos apareceu no cume da Montanha Sagrada, a 28 de Setembro de 1921.
Res non verba!

*Já dissemos em outros lugares, que a Virgem. Maria, ora traz a Luz em cima da cabeça, ora em baixo dos pés. Outras vezes, é a serpente negra ou do Mal, mesmo assim em semicírculo, representando um “quarto lunar”. As sete semanas da Quaresma possuem, nessa mesma Igreja, nomes humanos: Ana, Bagana, Rebeca, Suzana, Lázaro e Ramos. Por sinal que, SETE. Em forma de verso:
Ana, Bagana,
Rebeca, Suzana
Lázaro, Ramos,
Na Páscoa estamos.
Na Mitologia, quer a Indiana, quer a grega, essas sete Semanas não são mais do que as SETE PLÊIADES. Também chamadas na primeira, “de Amas ou Mamas. Mães, etc, do Karttikeya”, que é a mesmo Maitreya, Akdorge, etc. ou o Cavaleiro, o Guerreiro, do qual se falou no texto e em outros mais lugares deste estudo.
Tais amas, mamas, mães, etc. têm o nome na Mitologia Indiana de Krittikas. As Plêiades constituem o grupo central de toda, a simbologia sideral. Chefiando a constelação de Taurus, elas foram consideradas por Madler e outros, “como o grupo central da Via Láctea”,
essa “Grande Serpente celeste”, e que para a Cabala, como para o Esoterismo Oriental, é “o setenário sideral” nascido do primeiro lado manifestado do Triângulo Superior Oculto, Símbolo do Um e também do Aleph (primeira letra hebraica), o Touro ou Boi cuja síntese é o Dez (10) ou IOD, letra e número perfeitos. As Plêiades, e especialmente Alcione, até mesmo pela Astronomia oficial, são consideradas como o ponto central, em torno do qual gira toda a grande massa de “estrelas fixas” que compõem o nosso universo. O foco sobre o qual converge e age incessantemente o Divino Sopro, que produz todo o movimento vital do Universo durante o presente Manvantara. Razão dos simbolismos siderais da  Filosofia Oculta, este circulo com a cruz de estrelas em sua face, e aquele que representa o principal papel. Os “4 elementos” ou a própria Cruz da Terra. É reflexo ou inverso de Vênus.  Donde se dizer que, “Jesus – enquanto ainda criança – vivia fazendo cruzes”, isto é, aquela onde devia ser crucificado. Mas, em verdade, por ser a sua própria expressão, como foi dito anteriormente, ou como uma das manifestações do Planetário da Ronda, pouco importa a classe ou categoria. Na mesma razão, “José, o carpinteiro”, ou “o Mestre de Obras maçônico”, com o qual o mesmo Filho aprendeu a fazer “tais cruzes”...

                   Trecho do artigo  “ESTUDO ESOTÉRICO” de J.H.S - Setembro de 1945







quinta-feira, 24 de março de 2016

RITUAL DO “LAVA-PÉS”

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, como o Diabo havia já posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, sabendo este que o Pai tudo pusera em suas mãos, e que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da mesa, tirou as suas vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se; depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegando a Simão Pedro, perguntou-lhe este: Senhor, tu a mim me lavas os pés? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora, mas entendê-lo-ás mais tarde. Disse-lhe Pedro: Não me lavarás os pés jamais. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Declarou-lhe Jesus: Aquele que já se banhou, não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele conhecia aquele que o havia de trair; por isso disse: Não estais todos limpos. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as suas vestes e, pondo-se de novo à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre, e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou. Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros;porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.” 
(João 13:1-15) Evangelho de João


Muitos já leram na Bíblia que Jesus lavou os pés de Seus discípulos. Para compreender o sentido oculto disso, é importante saber que se refere a um antiquíssimo ritual que atrai as forças Solar e Lunar, com a finalidade de que estas vivifiquem o corpo, purifiquem os átomos e despertem as potencialidades psíquicas.
O ritual ensina isto sob a forma de um exercício, baseado em três letras. Essas letras indicam a simbologia da lavagem dos pés e mostram que estes são lavados pela Luz Divina.
Essas letras eram I, A, O, o nome místico, dado por Jesus (O Átomo Nous) a seu Pai no Céu; três grandes palavras que compõem o nome secreto de Deus.

O “I” simboliza o Aspecto Materno – Isis. 
O “A“ representaria Apophis, o Guardião, o Senhor do mundo inferior, que vigia, pesa e prova a Alma antes que lhe seja permitido receber a Luz.
O “O” simboliza Osíris, o Aspecto Paterno. 

Estes Três Aspectos Divinos: Pai-Mãe-Filho ou Luz-Trevas-Amor formam um Triângulo. É um laço de união, que tendo sua base na Terra, eleva-se até Deus.

Aquele que desejar praticar este exercício pode começá-lo, seja de pé, seja deitado, com os pés unidos.

Visualizar o Mestre Jesus[1]. Imaginar:

1) Uma faixa de luz vindo de Sua fronte ao vosso pé esquerdo e dizer “I”;
2) Uma outra faixa vindo do Seu coração ao vosso pé direito e dizer “A”;
3) Uma faixa de luz vindo do seu plexo solar, envolvendo os calcanhares e pronunciar “O”.
4) Concentrar a mente nestas faixas de luz e em seguida imaginar que as três faixas de luz sobem através das pernas e coxas e, então...
5) Pronunciar o nome místico IAO (em voz alta, pronunciando cada letra isoladamente, enviando a seguinte oração ao  mais profundo de seu Ser:

“Procuro-vos, Ó Senhor!
Guiai-me, não como eu quero, mas como Vós o desejais, para que eu possa Vos achar e entrar no Vosso eterno Amor.”

Fazendo esse exercício diariamente, como deve ser feito, em três meses aproximadamente, a pessoa se torna mais sã e serena; a mente tornar-se-á mais clara e receptiva, e os pequenos desgostos da vida não mais aborrecerão.
Torna-se mais equilibrada em todos os planos de consciência, assemelhando-se, pouco a pouco ao Mestre Jesus.
Observação: É muito possível, depois de ter praticado este exercício por uma e duas semanas, a pessoa sentir um intenso calor, um grande desejo de dormir ou talvez algum distúrbio nos órgãos digestivos. Se isso acontecer, não deve ficar alarmada e não se preocupar, pois a Luz do Cristo, que foi invocada com o nome sagrado “IAO”, estará limpando todos os seus veículos, aproximando-a lenta e seguramente da união com Deus.


Panyatara



[1] Representando o Cristo Interno, o Átomo Nous.

sábado, 19 de março de 2016

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA E DE OUTONO



Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do sol é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro, quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.

As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.(https://pt.wikipedia.org/wiki/Equin%C3%B3cio)



Neste ano de 2016, o equinócio de outono 
será no dia 20 de março às 04h30. 







Texto de Panyatara, explicando sobre o Equinócio da Primavera, que simbolicamente e espiritualmente também tem a ver com o Equinócio de Outono, dentro da simbologia esotérica. Achei oportuno o momento de postar esse artigo. Desejo uma boa leitura e um bom proveito para nossa prática diária de vida. Namastê! Theano

A Primavera, como todos nós sabemos, é a estação do ano caracterizada por uma verdadeira explosão de energias que se manifestam em todas as expressões de vidas existentes em nosso Planeta, atuando, parece, na própria estrutura dos átomos do reino mineral, do reino vegetal, do reino animal e também humano, proporcionando condições excepcionais para que toda e qualquer semeadura, seja em que campo for, venha a brotar, obedecendo a desígnios inescrutáveis para a maioria de nossos cientistas, porém, consoantes leis que muito interessam aos verdadeiros iniciados, porquanto estes devem aprender a conhecê-las e dominá-las.
Durante a Primavera, conforme visto em nosso dia a dia ocorre como que um renascimento ou ressurreição da vida em suas mais variadas expressões, onde, principalmente os Reinos que nos seguem mais próximos no caminho da evolução, dão testemunho iniludível de que novas forças animam suas formas. É a época do aparecimento do cio nos animais, das flores com suas sementes no Reino Vegetal; da alegria, do sentimento de fraternidade, do amor mais consciente no Reino humano, impulsionando todas as formas vivas da natureza a se cobrirem com suas roupagens mais belas a fim de atraírem seus opostos e, assim, através da troca de uma energia abundante nessa época que é ao mesmo tempo coesiva e expansiva, se tornar uma só pessoa obtendo, dessa forma, o clímax do prazer para, em seguida, obedecendo a expansão do amor que experimentam, desabrochar em novas formas de vida a fim de perpetuarem o sagrado mistério da criação.
Os efeitos da primavera sobre a vida na face da Terra sempre despertou a atenção da Humanidade, seja naquele aspecto mais imediato, que se reúne nos benefícios que sua ação produz na criação ou na agricultura, base da economia dos povos mais antigos, como no aspecto religioso que daí redundava, levando aqueles homens mais evoluídos a se ensimesmarem e procurarem encontrar, através da observação e meditação constante, o fundamento do que realmente ocorria em cada estação do ano, sua repercussão sobre toda a natureza e o proveito maior que poderiam obter destes fatos.
Com a mente e o coração abertos para a grandeza do processo cósmico que envolve a corrida de nosso Sol pelos 12 signos do Zodíaco, observando, com atenção religiosa, que as maravilhosas transformações que se manifestavam no Grande Cósmico, se eternizavam em sua descida cada vez maior no microcósmico, e constatando ainda que o que está em cima é igual ao que está embaixo e que o microcosmo está sob as leis ou energias geradas no Macrocosmo, aqueles investigadores entraram na posse de um conhecimento transcendental, cujo objetivo foi destinado, em primeira mão, a superação das limitações impostas à condição humana, o que era ensinado dentro dos templos, sempre em caráter estritamente reservado e objetivando àqueles homens que, depois de provados efetivamente nas mais duras provas, enfrentando altaneiramente os 4 elementos da Natureza, se tornavam Senhores desses elementos dentro de si mesmos, consoante o conhecimento e domínio daquelas Leis ou Energias tão magnanimamente colocadas pelo Macrocosmo à disposição do microcosmo.
Em contrapartida, conscientes do valor e, ao mesmo tempo do perigo que esses conhecimentos representavam, se utilizados indevidamente, procuraram vedá-los a compreensão do vulgo, instituindo aquilo que conhecemos hoje sob o nome de Mistérios, festas de dupla significação que ensinava, durante uma sequencia de comemorações baseadas no Drama Solar e outros métodos velados:
- a origem das coisas materiais,
- a natureza do espírito,
- as relações deste com o corpo humano e,
- o método de sua purificação e transmutação para a vida superior,  com a ajuda das forças naturais,
isto observando o aspecto esotérico desses conhecimentos e, exotericamente:
- o relacionamento do homem e da natureza com as forças oriundas do Cosmo, proporcionando, ao homem comum, o entendimento dessas energias através de encenações festivas onde, com a utilização de máscaras características, as mesmas eram personalizadas para um culto e adoração que satisfazia plenamente àquele homem inculto.
Segundo os historiadores, nos primeiros dias da Primavera eram realizadas as Festas de Exaltação ao Sol, sempre personificado por um grande Ser, que podia ser Hórus no Egito, Dionísio ou Orfeu na Grécia, Hagal nos países nórdicos, e assim por diante.
As virtudes fecundantes desses Deuses Solares eram adoradas em seus mais íntimos aspectos, tanto nos Templos como pelo populacho, sendo que estes, naturalmente incentivados pelos sacerdotes destes cultos, chegavam a promover desfiles em carros alegóricos onde o pênis masculino aparecia como a mais alta expressão do Sol na face da Terra pendendo também como adereço no pescoço das sacerdotisas.
Cantavam sempre o poder vivificante contido nos raios solares e considerava cada semente um óvulo feminino, representação microcósmica do Planeta Terra, personificado nas figuras de Ísis, Deméter, Ceres e outros nomes de acordo com o país onde eram realizadas estas festas, quando de caráter externo, e cerimônias ou rituais, quando no interior dos templos.
Pouco antes do fim do verão no hemisfério norte, ou seja, entre 15 e 22 de setembro eram realizadas, então, as Festas e os Rituais da Colheita, sempre na mais respeitosa gratidão e com a máxima alegria. Nessa época eram oferecidas as “messis” ou primícias nos altares consagrados ao Deus Sol e se adorava a Deus-Natureza em seu aspecto materno.
Estes Rituais, que sempre eram realizados envolvendo ensinamentos de profundo esoterismo, falavam de uma vítima sacrificial expiatória (a personalidade do iniciado) e uma ressurreição, quando, então, o iniciado era admitido ao Supremo Grau de Epopta, ou seja, o que possui a Clarividência divina. Morria o homem velho e nascia o homem novo; Osíris dá lugar a Hórus, no eterno drama de Ísis.

Meus Irmãos:
Para nós, na época atual, a chegada da primavera não deve ficar restrita ao aspecto externo dos Mistérios, porquanto ela traz consigo um fator de transcendental importância para nossas vidas e para nossos propósitos. Para compreender a qualidade e a essência de suas energias, temos que nos aprofundar no estudo desses mistérios antigos, ainda incompreendidos pelos homens, porquanto encerram muito mais do que profanamente pode ser dito. 
O estudo e a meditação sobre eles poderão nos revelar uma das chaves mais importantes para a iniciação verdadeira, considerando que os corpos do homem (sua natureza) estão sujeitos a todo o processo Cósmico acima exposto e que suas energias se relacionam com aquelas manifestadas durante o Drama Solar.
Entre esses Mistérios, um dos mais ricos em simbologia é o de Dionísio. Conta, os Mistérios que levam seu nome: Dionísio foi assassinado pelos Titãs e teve o seu corpo despedaçado em 14 partes.
É interessante observar que nos Mistérios Osiríacos vemos a mesma história, com Osíris sendo assassinado por Seth que, em seguida, lhe despedaça e dispersa o cadáver em várias partes, posteriormente piedosamente procuradas e juntadas por Toth, Anúbis, seu filho Hórus e sua esposa Ísis, sendo que esta lamenta, depois da reunificação do corpo, ao constatar que lhe falta uma parte.
Mais interessante ainda é verificarmos que vamos encontrar histórias semelhantes nas várias escolas esotéricas da Antiguidade e até mesmo nos considerados Mistérios Menores, como acontece nos fundamentos maçônicos modernos, onde Salomão (Solomoc) contrata, através do Rei Hiram, a construção do templo (o corpo humano) a Hiram Abif, filho da viúva de Naim, que também é assassinado, esquartejado, tem os pedaços do corpo dispersos e depois reunificados por seus operários fiéis.
E o assunto fica mais atraente ainda quando:
a) primeiramente descobrimos que Dionísio é o Sol primordial personificado; é Fane (Phanes), o espírito da Visibilidade (da luz) material (por quem todas as coisas foram feitas); ciclope gigante que tem em si o poder produtor do mundo, o onipenetrante animismo de todas as coisas.
b) Em seguida, verificamos que este Sol primordial despedaçou-se, resultando em 14 partes que poderiam ser, cosmicamente falando:

1)     nosso Sol atual (o Hórus Osiríaco; o olho do ciclope gigante)
2)     a Lua (muitas vezes também adorada como Ísis)
3)     Vulcano (planeta descoberto por Heschel em 1786 e que depois desapareceu)
4)     Mercúrio
5)     Vênus
6)     Terra
7)     Marte
8)   Planeta que existia na zona de asteroides que explodiu (Viela) - não será ele a parte do corpo de Osíris que não foi encontrada? No mistério cristão é representado por Judas Iscariotes, que se suicida.
9)     Júpiter
10)  Saturno
11)  Urano
12)  Netuno
13)  Plutão
14)  o planeta X – (Vesta)

Ou seja, 14 partes de um todo que representa o nosso sistema solar.

c) Sabemos também que os 7 corpos do homem (+) somados aos 7 corpos da mulher (-) formam um ser perfeito, ou seja, um Dionísio.







Também os 4 evangelhos do Cristianismo se relaciona com estas verdades. A própria + (cruz) é o símbolo das 4 estações sobre o globo terrestre.
Nela se realiza o drama solar e a Primavera é representada pela cena de Anunciação, na qual o Arcanjo Gabriel comunica a Virgem Maria (A Natureza Cósmica) de que já estava fecundada por obra e graça do Espírito Santo (a energia Cristônica criadora, contida no Sol, que se materializa como Prâna, o Sêmen Divino). Maria é a mesma Mulaprakriti dos vedantinos, a matéria primordial, o aspecto feminino do Absoluto manifestado, o ovo Pascal que possui a latência de todos os elementos constitutivos do Cosmo, adquiridos em cada Pralaya (obscurecimento da vida, inverno), ou do Planeta Terra, nos períodos de duração de cada inverno.
Contudo, para expressar a vida (o Cristo), O Caos necessita de fecundação, o que ocorre durante os períodos de Pralaya (inverno) ou períodos de repouso da criação, quando a parte feminina e a parte masculina do Absoluto se integram no Imanifestado, ou seja, o positivo e o negativo se juntam e formam o zero Potencial, ou Ovo Divino, ou de fecundação do Logos, se nos referimos ao nosso sistema Solar, relacionando-o com a Terra, o que acontece no período do inverno (período semelhante a um Pralaya) quando ocorre como que uma parada, uma anulação do existente anterior, e a própria Terra se recolhe, ciosa, do que está acontecendo dentro de si, para depois explodir em vida, na Primavera.
É durante o Inverno que se realiza todo o processo da gestação (assimilação do antigo para um novo renascimento), até que, na Primavera, nasce a Crianca-Sol, o Cristo, que nos seus primeiros dias de vida ainda sofre as incertezas dos ventos e do frio do Inverno (que também significa a Morte) que teima muitas vezes em continuar seu domínio; por isso a criança necessita se refugiar no Egito (onde existe calor=Verão) para crescer forte e saudável.
E é no Verão que a criança-Sol adquire força e poder e trabalha com o Pai produzindo bens materiais, ou seja, traz a vida o produto de sua ação, sazonando com suas próprias energias, os grãos que alimentam o corpo para, posteriormente, no Outono, já com a obra acabada (época de Colheita) alimentar seus filhos (Egos-Divinos no coração dos homens) com seu corpo (Pão=matéria) e com seu sangue (Vinho=espírito), fruto final de seu labor, deixando-se imolar (novamente) na Cruz (as linhas horizontal e vertical da divisão do Globo terrestre em 4 estações) para que sua vida salve outras vidas (sua morte no final do outono, para renascer de novo (ressurgir dentre os mortos) não nos abandonando até a consumação dos séculos (novo Pralaya = fim desta onda evolutiva) conforme prometera, acenando-nos com a Esperança de que das Trevas nasce a Luz (um novo Manvantara = início de nova onda de vida).
Porém poderíamos, em conjunto, perguntar: qual o valor da Primavera para nós, seres humanos, dentro do contexto do que foi até agora apresentado?
Poderíamos responder, com toda segurança, que tudo isto tem grande importância para todos aqueles que buscam a verdadeira iniciação.
Santo Agostinho ao proferir as palavras “Omnia sunt per allegoriam dicta” revelou a maneira de girar a chave na fechadura para os verdadeiros aspirantes da Sabedoria Espiritual.
No hemisfério Sul, a entrada do Sol no signo de Libra traz-nos a Primavera e favorece as seguintes influências, características de Libra:
1) INTUIÇÃO ESPIRITUAL (Clarividência - raciocínio rápido - decisão - boa disposição para a realização)
2) FRATERNIDADE (Humildade - Amabilidade - Boa Vontade)
3) EQUILÍBRIO (Harmonia Perfeita entre os opostos)

Como sabemos, no hemisfério Norte, a Primavera ocorre com a entrada do Sol em Áries, signo oposto de Libra e traz as seguintes influências, características de Áries:
1) INTUIÇÃO OBJETIVA (que leva ao raciocínio penetrante e à memória matemática)
2) FRATERNIDADE (generosidade; hospitalidade)
3) ALTIVEZ (Independência, Vontade Determinada - Domínio)
Pergunto:
Para a realização espiritual que a Primavera oferece, será que Libra não oferece condições semelhantes ou até mesmo superiores às de Áries?
Deixo a resposta para a meditação de cada um de vocês.

Meus Irmãos!
Sabendo que o Sol da Primavera é o ressuscitador (o que traz a vida, o que faz desabrochar as flores (e as rosas são flores) da Natureza, que também pode ser a nossa, porque não aproveitar suas bênçãos para também eternizar-nos nossa vida)?
Os ocultistas hinduístas costumam falar, sem entrar em pormenores, do dia e da noite dos Devas.
A título de compensação pela paciência que nos concederam, vou ajudar a levantar um pouco a ponta do véu.
Companheiros! O dia dos Devas é o período compreendido entre o início da Primavera e o fim do verão ou exatamente o mesmo período cultuado e cultivado em todos os Mistérios conhecidos.
Sabendo que tudo o que ocorre na Natureza externa é expressão de energias que também atuam em nossa natureza interna, fica fácil depreender que nada mais pode ser dito.

Rio de Janeiro 16 de abril de 2000.
Panyatara


sábado, 30 de janeiro de 2016

Resposta para uma estudante do livro Os Deuses Atômicos

"A humanidade é como uma pluma arrastada pelo vento, indo e vindo de um lado para outro, sem nenhum objetivo real em sua vida, salvo o de evitar as coisas desagradáveis que possam amargar seus prazeres. Quando, em sua prática, o estudante puder contemplar o presente do ponto de vista do futuro, verá quantas angústias e dores poderia o homem ter evitado para si e seus semelhantes, e ainda quantos campos estéreis existem no mundo que poderiam ser aproveitados."
"O Inimigo Secreto opera de tal forma que nos priva de todo entendimento ou inteligência que possam iluminar nossa mente, procurando converter cada homem em uma máquina igual a todas as demais, anulando, em sua mente, todo poder criativo. A mentalidade humana, assim mecanizada, fica modelada de tal forma, que somente serve para o automatismo mecânico, restringindo-se, dessa forma, o progresso futuro da raça; todo aquele que não esteja impregnado com a atividade do pensamento criador pertence a um mundo de átomos mortos. A máquina pode fazer do homem um ser útil aos demais e dar-lhe um sistema de vida são e limpo, porém o empobrece completamente no que diz respeito ao sentido de sua própria importância como uma unidade componente da grande Realidade."  
(Livro: Os Deuses Atômicos. Cap.: Átomos Destruidores, pág.: 47)

Corpo Astral


Prezada Estudante:
Por cortesia, meu irmão Rezende pediu que respondesse as suas questões, apenas considerando meu maior envolvimento com o livro em estudo. 
Sua primeira pergunta referente ao trecho da página 47/48 é muito oportuna quando sabemos que o livro, Os Deuses Atômicos foi editado em 1933 e já alertava para um perigo muito sutil para o desenvolvimento do ser humano, cujo propósito, no atual estado de evolução é desenvolver a mente, seu corpo mental, que necessita ser exercitado diariamente na busca de soluções para os problemas habituais da vida através do enfrentamento de situações que o levem a ser imaginativo e criativo, o que acontece muito pouco desde o advento da máquina. Cada vez mais o ser humano tem menor oportunidade de exercitamento mental, o que o embrutece psíquica e intelectualmente como ocorre atualmente, quando o celular (inventado em 1947) escraviza bilhões de seres humanos no mundo inteiro (que vivem agarrados ao seu celular até na hora de dormir) e a televisão, que estupidifica nossos neurônios por não permitir que criemos novos através da imaginação criativa, pois sempre nos apresenta mensagens já feitas, que não necessitam de uma "cerebração" maior para entender o que ela apresenta. Hoje a humanidade vive assolada pela máquina e, cada vez mais se torna infeliz e irritável, pois as indústrias precisam vender mais e mais seus produtos e os apelos da propaganda acabam enchendo nossas casas de automóveis e de quinquilharias que, aparentemente, nos trazem maior conforto, mas na verdade atoleimam nossa sensibilidade e nos afastam do convívio espiritual, que seria a grande busca a que a humanidade deveria estar atenta para realizar e, entretanto, não tem tempo de pensar nela. A revolução industrial foi um avanço espiritual maravilhoso para o ser humano, porque permitiu menor tempo de trabalho e o enriquecimento de possibilidades do homem tornar seu sistema de vida mais limpo e mais livre, não para ser aproveitado apenas sob o lado do “conforto”, mas também no melhor aproveitamento de seu tempo para se dedicar ao espiritual. Veja o caso da luz elétrica: com ela ganhamos dias mais longos que poderiam ser aproveitados exatamente para nosso estudo e desenvolvimento espiritual, mas, por falta de orientação, dedicamos as horas conquistadas para (a maioria dos seres humanos) para ir para os botequins ou assistir a televisão, outra invenção que poderia ser direcionada para a educação da humanidade e, entretanto, a maioria do tempo apresenta programas de baixa qualidade (naturalmente com raras exceções). O Mestre “M” no item mencionado não se coloca contra a máquina, porém tem o propósito de nos alertar para o mau uso da mesma, o que é flagrante hoje em nossas vidas. Em verdade o SER HUMANO PARECE UM AUTÔMATO, SEM VONTADE PRÓPRIA PARA SE LIBERTAR DO CARRO, DA TELEVISÃO, DO CELULAR E OUTROS ARTEFATOS QUE PROPORCIONAM CONFORTO que, embora se constituam um avanço para proporcionar a humanidade melhores condições de vida, objetivando mais tempo para o ser humano engalanar sua alma com o estudo, com a meditação e com uma vida social e religiosa mais consentânea aos seus valores reais, tornaram-se ferramentas das forças Qliphóticas, comandadas pelo Inimigo Secreto para “distrair” o ser humano de seus reais objetivos na face da Terra. Todo o avanço da ciência objetiva estabelecer a Verdadeira Religião na face da Terra, ou seja, o Conhecimento de Deus e sabemos que o homem só pode conhecer Deus através de si mesmo (Homem, conhece-te a ti mesmo e conheceras o Universo e os Deuses!). Pergunto: Quantas pessoas você conhece que deixariam de ver a novela das oito ou nove para estudar um livro como este que você está estudando? Será que em vez da telefonia não deveríamos desenvolver a telepatia? Será que não podemos aprender a desenvolver a terceira visão para entrar em contato com a vida Elemental que é paralela a nossa evolução no Planeta e muito mais rica em possibilidades de nos ensinar sobre a beleza da Mãe Natureza e da própria criação?
Se você observar bem em seu entorno vai perceber que as pessoas se portam como autômatos, programados a fazer isso ou aquilo sem saber muito bem porque procedem assim. É a Matrix e sair dela é um processo de observação diária até que nos tornamos um “Neo” como o do filme, cheio de poderes, a partir de quando passou a acreditar que podia mudar as coisas que estavam estabelecidas.
O importante da vida na face da Terra é nos reconhecermos perante a Matrix e nos tornarmos unidade componentes da Grande Realidade. Minha palavra para você é: OBSERVE, OBSERVE E OBSERVE. O caminho não é o da identificação com o material, mas compreendê-lo e tirar o melhor proveito dele. Nada está errado na criação; o problema é como utilizamos os valores da criação e, nisso me refiro aos avanços da Ciência nos vários campos em que ela nos traz cada dia mais e melhores informações para nosso proveito espiritual.
Como a resposta da primeira questão está muito grande, vou parar por aqui e responder o quesito seguinte num próximo correio.
Panyatara - 6/8/2013