Um pouco sobre mim

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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Diálogos Esotéricos

Pergunta: Ontem, ao abrir uma passagem do "Livro da Lei" em seu Blog, me passou um flash da experiência que tive (o lugar onde não havia perguntas) e me surgiu essa questão, pois o caminho foi um retrocesso de fatos que me levaram àquele momento, em seguida uma certa lógica matemática e como se eu pudesse tudo ali, mas sendo tão perfeito não poderia sequer pensar em algo a desejar no momento, o que me intrigou com a lembrança foi o fato de em certo momento eu desejei muitas coisas e fui posto de volta. Minha duvida se relaciona com isso, pois não sei ao certo onde fui, ou quem me recebeu, quem me tentou.
RESPOSTA: Se você ler o Segundo capítulo do Livro da Lei para o Povo Suplicante vai entender que “O lugar onde não havia perguntas”, onde você esteve e “mas sendo tão perfeito não poderia sequer pensar em algo a desejar no momento” era o Plano de vida de tua Alma (Hadit) e que ninguém o expulsou de onde estava. Foi o momento em que manifestou “eu desejei muitas coisas e fui posto de volta” que imediatamente o colocou no Plano Astral ou emocional. Quem o recebeu enquanto esteve lá foi você mesmo, na tua condição real de Hadit, o Divino Ser que existe em cada criatura Humana, mas do qual nos afastamos por causa de nossa “razão e desejos”. Quem o tentou foi a tua própria estrutura viciada, que possui mais fé no externo do que no Interno (Por exemplo: você faz perguntas a mim, mas poderia dirigir essas perguntas ao Homem do teu coração, pois Ele tem muito mais sabedoria do que eu, porém exige (no bom sentido, pois Ele te ama incondicionalmente) que você adquira primeiro a virtude da PACIÊNCIA para poder ouvir sua VOZ NO SILÊNCIO, sendo apenas a estrutura agitada de nossas vidas que nos impedem dessa comunhão.
Estou procurando tempo para colocar no meu Blog dois assuntos importantes: o Primeiro é sobre os 7 PORTAIS e o segundo: “Como desenvolver a Intuição”. Acredito que irá compreender que a SENDA ESPIRITUAL não admite apressados E NÃO ABRE MÃO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS para que os Seres humanos conquistem o Reino dos céus que está dentro de cada um de nós.
Pergunta: Qual a ligação do inimigo secreto com o Baphomet?
RESPOSTA: Eu posso dizer NENHUMA. Como está explicado no Livro da Lei para o Povo Suplicante, a figura do Baphomet é uma estilização do osso cóccix, ou seja, das 4 vértebras inferiores que compõem nossa coluna vertebral e foi criado por Eliphas Levy aproveitando o segredo ciosamente guardado pelos templários da cabeça de bode que ficava na Sala dos Passos Perdidos dos Templários. Sua conexão é com o Guardião do Umbral ou o também Guardião do Portal Celeste. Já o Inimigo Secreto é uma entidade elementar, formada com as vibrações mais deletérias de nossa mente e de nossas emoções há milhares e milhares de anos, que vem se alimentando sempre dessas vibrações deletérias que produzimos, contrárias as Leis da vida. Esta entidade maléfica é quem (representa o somatório das Qliphot), aprisionou e continua aprisionando energias quânticas e atômicas do Ser humano dentro de sua poderosa aura negra para manter sua falsa existência. Este, no final de nossa jornada evolutiva, teremos de destruí-lo em seus três templos: físico, astral e mental, para que liberte a energia que aprisionou e esta possa ser iluminada por nossa consciência criadora. Resumidamente você encontra toda esta explicação no 12º de Hércules, quando ele destrói o Rei Gerion. Note que nesta historinha, ele não destrói o Guardador da boiada vermelha (as consciências atômicas aprisionadas pelo Inimigo Secreto) e coloca depois esse Guardião dos bois dentro da Barca Solar juntamente com os bois vermelhos salvos por ele, culminando dessa forma sua Iniciação humana. Como pode ver, o enfoque é diferente e não podemos nos deixar enganar pelos símbolos, aceitando suas expressões grosseiras, mas necessitamos de ir “mais fundo” e compreender os ensinamentos superiores que nos trazem.
Pergunta: Em relação aos tattwas, poderia me passar alguma dica? Gostaria de ir a fundo nesse assunto.
RESPOSTA: Não existe outra dica mais séria nesse campo do que o estudo profundo dessa Ciência básica, que nos permite compreender desde a mais simples de nossas atitudes até os lances mais maravilhosos e criadores da vida como a levitação, a invisibilidade, o andar sobre as águas e controle perfeito de todas as funções do corpo humano sobre todos os elementos. Esta é a ciência estudada pelos verdadeiros magos, que estão sempre consonantes com as forças da natureza e lidam com os seres Elementais como nós dois lidamos um com o outro. Existe um livro em espanhol intitulado LAS FUERZAS SUTILES DE LA NATURALEZA, de autoria de Rama Prasad que é o clássico do assunto, porém, há pouco tempo, este livro foi totalmente plagiado por um brasileiro (inclusive o nome) e pode ser encontrado em algumas livrarias. Mergulhe neste assunto e faça as práticas ensinadas e, com certeza, aprenderá bastante sobre o assunto.
Pergunta: É preciso evocar os Elementais ou posso ter acesso a eles por outros modos? Acha importante tentar entrar em contato com os Elementais? Qual seria a via mais indicada?
RESPOSTA: Existem diversas formas de fazermos contato com os Seres Elementais, algumas recomendáveis e outras totalmente reprováveis e sobre estas posso dizer que não são naturais, daí que podemos considerá-las magia negra; estou me referindo aos rituais físicos em que o mago, após as proteções necessárias, provoca, pelas vibrações estabelecidas pelo ritual, a presença de entidades que, dentro do que ele projeta mentalmente, estarão obrigadas a executar sua vontade. Ledo engano e não me estendo mais sobre o assunto para não perder tempo com o que não soma em hipótese alguma. A forma ou via mais correta (eu prefiro dizer: a única correta!) para estabelecer contato com os Elementais é a dignificação dos corpos ou veículos atualmente já utilizados pelos seres humanos (corpo físico ou terreno, emocional ou aquoso, mental ou ígneo e intuicional ou aéreo) e, através do conhecimento da ciência dos tattwas, penetrar à vontade nesses estados mais sutis da natureza e manter um contato próximo e amigável com os Silfos, com as Salamandras, com as Ondinas e todo o povo do mar e, finalmente com os gnomos e todos os povos do elemento sutil da Terra, aprendendo e ensinando como servir melhor a Mãe Natureza e ajudando estes Povos dos Elementos a conquistarem uma individualização como já ocorreu com a humanidade na época de sua transição da condição animal para a hominal. Finalizando, acho importantíssimo o nosso contato com os povos dos elementos, mas infelizmente a humanidade tem seus veículos em estado lastimável (por causa da alimentação física, emocional e mental), exalando mal cheiro e vibrações pesadíssimas o que afasta estes nossos irmãos da possibilidade de nosso convívio, pois pressentem que nada podemos acrescentar de belo em suas vidas e, desta forma, evitam a nossa aproximação por causa de nossa repelência natural.
Pergunta: Acredito que ansiedade é prejudicial em todos os sentidos, mas no momento o que sinto é uma certeza de que estou dormindo acordado e acordado quando estou dormindo, e ao mesmo tempo de mais uma vida está passando e eu assistindo.
RESPOSTA: Prezado irmão, esta ansiedade é natural em todo o aspirante e o que lhe acontece é que está, na verdade, acordando do sonho da vida física e entrando no sonho da vida espiritual que, aos poucos, o levará à união com seu Íntimo. O caminho é da confiança na Presença de Deus em seu coração (quem o trouxe ao nosso convívio foi Ele, que te ama e vela por ti a cada instante!) eivada em sua determinação de encontrar respostas às suas dúvidas. Sou seu servidor e estarei sempre pronto a colaborar contigo, naturalmente dentro de minhas limitações pessoais. Lembre-se sempre da frase que ensino ao Grupo: CONFIA EM MIM E VIVE NA FÉ EM MIM. PELO PODER DA MINHA GRAÇA ALCANÇARÁS VITÓRIA SOBRE TODOS OS OBSTÁCULOS. MAS SE CONFIARES EM TEU PODER PESSOAL E NÃO EM MIM, NA CERTA FRACASSARÁS. (Bhagavad Gita Cap. 18 – Versic. 58)
Pergunta: Tenho sentido mudanças no campo da percepção, mas ao mesmo tempo que me sinto lisonjeado com tanta graça momentânea, não consegui ainda encontrar o equilibre-o das emoções voltadas a vida espiritual. Atrapalha esse sentimento de se sentir especial?
RESPOSTA: Atrapalha e muito e é necessário um cuidado especial quanto a isso, pois no caminho espiritual somos tentados (as Qliphot) de todas as formas e uma que geralmente derruba muitos estudantes é a vaidade, ou seja, falta de humildade, pois devemos evitar a sensação gostosa de que estamos adquirindo condições privilegiadas ou especiais de vida na face da Terra, compreendendo que o verdadeiro realizador não é nossa personalidade (QUE POR SI SÓ NADA PODE), mas a Divina Presença em nossos corações, daí que o progresso, a aquisição de sabedoria e de condições especiais de percepção, inclusive e até mesmo, a condição de “melhor servidor” resulta sempre da ação do Átomo Nous em nossa direção, sobre nossa personalidade e não de nossa personalidade em direção ao Átomo Nous. Precisamos ser humildes e compreender que todo progresso só ocorre porque é resultante do esforço DELE para chegar até nós e, nunca, do nosso para chegar até ELE.
Pergunta: O que percebo é que quando estou em graça, sou sabotado por mim mesmo, como se estivesse sendo atacado por inúmeros pensamentos e desejos ao mesmo tempo.
RESPOSTA: Em primeiro lugar é preciso entender que esses estados de euforia (sentimento de graça) não estão ocorrendo nos planos mais sublimes da vida, mas no astral (emocional) e no mental inferior e são os átomos destruidores (servidores do Inimigo Secreto) que procuram criar estados de euforia astral em você (beleza, bem estar, “santidade”, etc. etc.) fazendo com que você se sinta “agraciado” e depois o “derrubam” criando confusão em sua mente e em seus sentimentos. É preciso cuidado neste campo, pois na Senda Espiritual, os fenômenos devem ser analisados com muito cuidado, pois, além de gostarmos e desejarmos ardentemente que eles aconteçam, geralmente nos entretém no Caminho, tirando o foco de nossa atenção no que é verdadeiro, ou seja, nossa vida deve exaltar e glorificar nosso Íntimo, e não dar condições especiais a nossa personalidade.
Pergunta: Outro ponto é que tenho sonhado bastante que estou sendo treinado a voar e nos últimos sonhos tenho conseguido e o sentimento é muito real. Como se o frio da barriga tem que ser acolhido e com o relaxar prossigo no ar. Teria alguma informação extra que poderia me passar a respeito desse sonho?
RESPOSTA: Isso é muito bom, somente deve orar, antes de dormir, pedindo que suas instruções para manter sua consciência fora do corpo venham de seu Mestre espiritual, pedindo, com humildade, que seja instruído para servir ao seu Íntimo e que todo o prazer da sensação de voo não o distraia de suas obrigações espirituais. Leia a Terceira parte do livro “O IRMÃO BRANCO”, aqui no Blog (não precisa ler as duas partes agora; só o final!), onde Michael Juste, o autor do livro relata como saía com o Mestre M. para aprender as coisas da espiritualidade.
Pergunta: Aconteceu algumas poucas vezes, mas bem recente, que no escuro tenho visto como se fosse uma poeira, ou fumaça, ou minúsculos pontos de diferentes cores perto de mim, mas não tem forma é mais como uma nuvem quase desaparecendo. Saberia me dizer o que pode ser esse fenômeno?
RESPOSTA: Isto pode ser princípio do desenvolvimento da visão etérica, que começa a se desenvolver com exercícios utilizando fundo escuro para educar a visão num campo de visão diferente. Não se preocupe, mas é sempre bom você conversar com seu Eu Interno sobre o acontecido, achar todos estes aparentes fenômenos como normais e que não lhe impressionam ou assustam (pessoalmente, às vezes tenho visões durante a noite muito claras de entidades que vivem em outras dimensões e procuro não dar a mínima importância, procurando deixar claro que tudo é normal, a fim de deixar claro que não vou me assustar quando realizar provas mais adiante).
Pergunta: E por final lhe pergunto, com todo o respeito que tenho por todas as instituições, qual o real objetivo de escolas de místicos? Sou afiliado a A.M.O.R.C e me sinto em certos momentos sendo enrolado e como se o objetivo principal se tornou o comércio que tem a respeito. (propagandas de inúmeros objetos, com valores alto, e etc.)
RESPOSTA: O objetivo das escolas místicas seria preparar seus afiliados para adquirirem uma consciência de amor, fraternidade e sabedoria, revelando os liames da vida espiritual sob a ótica da ciência e da filosofia. Sob essa ótica, o Ser humano teria obrigação de se conduzir sob parâmetros de honra, dignidade, fraternidade, sabedoria e amor, colaborando para a melhoria de seus semelhantes e de todas as formas de vida manifestas sobre o Planeta Terra. O conhecimento de si mesmo seria o escopo principal dessas escolas, porém, a maioria esquece da maior lição que poderiam transmitir, ou seja, o EXEMPLO, e dessa forma não conseguem alcançar seus objetivos básicos. De minha parte aprendi a servir a todas as correntes religiosas, porém não utilizo meu tempo no estudo e nas práticas que oferecem, pois, principalmente na Era de Aquário, o Ser Humano terá de aprender a fazer a religião dentro de si mesmo. Posso dizer que eles não “enrolam” você e só podem dar aquilo que possuem, hoje ultrapassado pelas possibilidades de busca existentes na Internet onde você pode aprender de tudo num âmbito muito maior do que estas instituições podem oferecer. Entretanto, têm uma vantagem: Disciplinam o estudo daqueles que nada sabem sobre o assunto espiritual e, mesmo não desejando que isto aconteça, acabam libertando o verdadeiro buscador para voos mais altos dentro do caminho espiritual.
Isto posto, receba meu abraço afetuoso!
Panyatara


sábado, 12 de abril de 2014

Devemos mandar cremar o corpo após o que denominamos morte ou enterrá-lo?



Considerando o grande número de perguntas sobre o tema acima e nosso propósito de transmitir o que vimos aprendendo aos meus irmãos em humanidade, começo uma série de postagens com perguntas feitas através de e-mails e que, pela importância dos assuntos ventilados resolvi colocar neste Blog  para aproveitamento de todos. A pergunta abaixo foi feita pela nossa irmã Fátima sobre a morte de um parente muito próximo, que transmito abaixo:

Olá Panyatara:
Gostaria de saber se a cremação é o melhor meio para retornarmos ao pó e, no caso de concordar com esta proposta perguntaria:  É correto que a cremação de nosso corpo físico só deve ser feita após 72 horas, tempo considerado necessário para o afastamento de nossos demais corpos?
Outra dúvida é: como o corpo deve ser conservado para evitar sua deterioração? Pode ser conservado na geladeira? Isto também não interfere no processo de desligamento dos corpos? Aguardo sua compreensão sobre o assunto.

Resposta:
Olá Fátima:
Suas dúvidas em relação à essas duas perguntas são muito oportunas e já as respondi várias vezes em Aulas, daí que resolvi colocar neste Blog meu entendimento  sobre o assunto e aproveitar suas perguntas para,  neste veículo, tentar servir aos meus irmãos que realizam plenamente a natureza humana em si.  Naturalmente faço isto consciente de que não estou me valendo apenas de meus conhecimentos pessoais, que são redundantes da Presença D`Àquele que realmente possui a sabedoria dentro de todos nós e que existe em mim como em todas as criaturas, sem qualquer privilégio  ou favorecimento particular, ou seja: nosso Cristo Interno.
A resposta da primeira pergunta é um pouco longa e para que você entenda bem todo o processo vida/morte, transcrevo um trecho do livro “Morte: A Grande Aventura” de Alice Bailey que explica tanto o processo do nascimento como o do desencarne:

O PROCESSO DE NASCIMENTO:
“A manifestação da vida no corpo etérico, no tempo e espaço, possui em si o que, esotericamente, tem sido chamado de “dois momentos de brilho”. São eles, primeiro, o momento anterior à encarnação física, quando a luz descendente (portadora da vida) está focalizada com toda a intensidade ao redor do corpo físico e estabelece uma relação com a luz da própria matéria (no ventre materno), que se encontra em cada átomo de substância. Esta Luz focalizada vai concentrar-se em sete áreas do seu círculo-não-se-passa (o universo pessoal do encarnante!) criando assim, sete centros maiores, que controlarão sua expressão e existência no plano externo, esotericamente falando. Este é um momento de grande irradiação: é quase como se um ponto de luz pulsante explodisse em chamas e como se, dentro dessa chama, sete planos de luz intensificada se formassem. Isto é um ponto alto na experiência de tomar uma encarnação e precede, de apenas alguns momentos, o nascimento físico. É isso que provoca a hora do nascimento. A fase seguinte do processo, como é vista pelo clarividente, é o estágio da interpenetração, durante o qual “os sete se tornam vinte e um (corpo físico, astral e mental) e a seguir, muitos”; a substância da luz, o aspecto energia da alma, começa a permear o corpo físico, e o trabalho criativo do corpo etérico ou vital é completado. O primeiro reconhecimento disto, no plano físico é o “som” emitido pela criança que nasce (primeiro choro!). É o clímax do processo. O ato da criação pela Alma está agora completo; uma nova luz brilha num lugar escuro.

A MORTE:
       O segundo momento de brilho acontece como o reverso deste processo e proclama o período de restituição e a abstração final da sua própria energia intrínseca pela Alma. A morada aprisionadora de carne é dissolvida com a retirada da luz/vida. Os quarenta e nove focos no interior do organismo físico se extinguem. Seu calor e luz são absorvidos pelos sete centros maiores de energia. Então a “Palavra de Retorno” é pronunciada e o aspecto-consciência, a natureza da qualidade, a luz e energia do homem encarnado são retirados para o corpo etérico. Da mesma forma, o princípio da vida retira-se do coração. Segue-se uma brilhante fulguração de pura luz elétrica e o “corpo de luz” finalmente extingue todo o contato com o veículo físico denso focalizando-se por um curto período no corpo vital e, a seguir desaparece. O ato de restituição foi completado. Todo este processo de focalização dos elementos espirituais no corpo etérico, com a subsequente dissipação do corpo etérico seria grandemente acelerado pela substituição do sepultamento pela cremação.
          Indagado sobre qual a melhor atitude a respeito da cremação e sob que condições deve ser seguida, o Mestre Djwal Khul disse: É auspicioso o fato de que a cremação se esteja tornando regra geral. Dentro em breve o sepultamento na terra será contra a Lei e a cremação será obrigatória, o que é uma medida saudável e sanitária. Aqueles insalubres locais psíquicos chamados cemitérios, finalmente desaparecerão, assim como a adoração aos antepassados está desaparecendo, tanto no Oriente – com seu culto aos ancestrais – como no Ocidente, com seu tolo culto de posição hereditária.
           Pelo uso do fogo todas as formas são dissolvidas; quanto mais rápido o veículo físico humano for destruído, mais depressa ele perde seu controle ou poderá agir sobre a Alma que se está retirando.
         Muitas tolices têm sido ditas na literatura espiritualista existente sobre a equação do tempo em relação à destruição sequencial dos corpos sutis. Deve dizer-se, contudo que, no momento em que a verdadeira morte for estabelecida (pelo médico ortodoxo encarregado do caso) e assegurado que nenhuma centelha de vida permanece no corpo físico, a cremação é então possível. A morte completa ou verdadeira ocorre quando o fio da consciência e o fio da vida (cordão de prata) são completamente retirados da cabeça e do coração. Dizer que o corpo etérico não deve ser levado apressadamente para as chamas do crematório, ou a crença de que se deve permitir que ele perambule por um período de vários dias não têm absolutamente base na verdade.
       Quando o homem interno se retira do seu veículo físico, retira-se simultaneamente do corpo etérico. É verdade que o corpo etérico pode permanecer por muito tempo no “campo de emanação” quando o corpo físico é enterrado e, frequentemente pode perdurar até a completa desintegração do corpo físico denso. Esta é a causa de ataques e acidentes que muitas vezes acontecem àqueles que descobrem túmulos antigos e se apoderam dos pertences de seus habitantes. Quando ocorre a cremação há, não apenas a imediata destruição do corpo físico e sua restituição à fonte da substância, como também o corpo vital é prontamente dissolvido e suas forças varridas, pela corrente de fogo, para o reservatório das energias vitais, do qual ele sempre foi e é parte inerente, esteja ou não ligado à forma.
    Se for necessário um retardamento por razões familiares ou exigências municipais, a cremação deve seguir a morte dentro de trinta e seis horas. Quando não existir razões para delongas, a cremação pode ser corretamente permitida em doze horas. É, sempre prudente, contudo, esperar doze horas para se ter a certeza da morte verdadeira”.
           
            Confirmando as palavras do Mestre D. K., podemos acrescentar que a cremação é necessária por duas razões fundamentais:
            Primeira: ela acelera a liberação  da Alma daquilo que foi tanto seu corpo físico como sua contraparte etérica, ocasionando, assim, a consumição deste seu envoltório em poucas horas, ao invés de que isto ocorra em tempo muito mais longo, o que não é recomendável. Acresce que a maioria dos seres humanos desencarna ainda saturados de energia vital (não chegam a cumprir todo o processo de vida a que estavam destinados por causa dos excessos vivenciados de toda forma, como, por exemplo, alimentação inadequada, bebidas estimulantes, vícios que apressam o desencarne, aborrecimentos e inadequação de uma vida natural) e, por não utilizarem todo o potencial vital de que estavam constituídos, provocam a perda do veículo físico antes da dissolução do veículo etérico (o corpo vital), com grandes desequilíbrios para o regresso prazeroso aos planos mais sutis da vida.
            Segunda: É também um meio muito necessário para purificar o plano astral e para impedir a tendência do desejo de “mover-se para baixo”, que ocorre com certas personalidades ainda apegadas ao corpo físico, que dificulta sobremaneira a alma que desencarna, em seu regresso aos mundos mais sutis. Esta tendência fica sem encontrar ponto de focalização, considerando que a essência do fogo repele o aspecto forma do desejo e se torna uma importante expressão da divindade com a qual o plano astral não tem relação, sendo, como é, inteiramente criado pela alma humana e não pela Alma Divina. “Nosso Deus é um fogo consumidor” é a frase na Bíblia que se refere ao primeiro aspecto divino do homem, o aspecto destruidor que libera a vida (o Cristo no homem= “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”).
            Resumindo, é extremamente importante deixarmos prontas as providências legais para que após nosso desencarne nosso corpo seja cremado e, se possível, atender as recomendações existentes no livro OS DEUSES ATÔMICOS sobre o assunto (págs. 57/8), a fim de que nossa volta para os mundos mais sutis se realize na forma mais prazerosa possível.
             O maior problema hoje existente para que tudo se cumpra da melhor forma como está acima orientado será evitar o hábito de, logo após o falecimento das energias físicas, colocarem os cadáveres na  geladeira, pois o frio é contra a natureza do corpo e os átomos que o constituem realmente são agredidos quando se realiza esta prática, tão comum nos hospitais. No meu caso, meus filhos já têm instruções para fazer todo o possível e evitar que isto aconteça com meu corpo, porém, se não for possível evitar esta situação estarei preparado para ajudar, evitando, enquanto neste plano, meu apego à matéria e sempre permanecendo consciente de que EU NÃO SOU O MEU CORPO.
            Infelizmente quem fez as posturas municipais em relação ÀS NORMAS PARA A CREMAÇÃO não tem conhecimento das verdades espirituais.
           
Sobre a doação de órgãos e a vida após o desencarne do doador e, também do beneficiário faremos em breve uma nova postagem.


Panyatara

       

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Livro O Conde de Gabalis



 Comunico que já está a disposição dos estudantes que buscam a Verdade Espiritual o livro O CONDE DE GABALIS, de autoria do Abade N. Montfaucon De Villars, publicado em 1670 na França sob os auspícios da Fraternidade "OS IRMÃOS” e que, por motivos óbvios, ficou desaparecido até a década de 1910, quando foi traduzido e comentado pelo Mestre M., o mesmo que nos deu o livro “OS DEUSES ATÔMICOS” que já faz parte dos estudos daqueles que estão à frente do conhecimento da Ciência Espiritual.

Na página 6 do mesmo e na quarta capa, consta, do punho do próprio Mestre “M” o seguinte:

Este livro é para o ESTUDANTE que procura iluminar a sua inteligência através da Tocha de sua própria divindade. Em nada ajudará àqueles cujo objetivo ainda é a satisfação de um intelectualismo egoísta, sendo que estes deveriam ter cuidado com suas páginas, pois é um livro de mistério e de poder oculto. Que as mentes das Almas peregrinas sejam puras a fim de que entronizem uma nova percepção da onipotência de Deus e de sua Justiça.

De fato, o livro contém uma série de revelações muito interessantes nos comentários dos diálogos entre o Conde e o Abade, feitos no rodapé, a maioria de autoria do próprio Mestre “M”, o que torna o livro um repositório de revelações imprescindíveis para o entendimento da Ciência Espiritual.
Como foi feita uma tiragem relativamente pequena, considerando a importância da obra e o interesse dos estudantes que adquiriram o livro Os Deuses Atômicos, convidamos, em caráter de urgência, àqueles que desejarem adquirir este livro que o façam com presteza, pois não faremos uma nova edição do mesmo quando se esgotarem os volumes da presente tiragem.

O preço de cada volume sairá por R$30,00, mais o frete (em torno de R$8,00 se registrado, isto por volume que diminuiria em função da quantidade).
Aguardando um pronunciamento, ficamos na expectativa.


Panyatara

Que a Paz seja com todos para que participem da Luz!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Livro "Os Deuses Atômicos"

Prezados Leitores,

Informo que já estamos com a nova edição do Livro "Os Deuses Atômicos",  à venda no valor de R$ 50,00. Raro nas livrarias. Quem estiver interessado entrar em contato nos números de telefones: (21) 2554-6138/(21) 99764-0331 com Jayr Miranda, ou, no telefone: (21) 99885-4933 com a Adriana Calheiros. E-mail: panyata@globo.com ou adrianacalheiros@gmail.com

Namastê! 
Panyatara 



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

SIMBOLISMO DO NATAL: SUA ORIGEM HISTÓRICA E ESOTÉRICA

O dia em que atualmente festejamos o Natal, ou seja, 25 de dezembro, era dedicado a festa em homenagem ao nascimento do Deus Mitra, cuja história, juntamente com a de Apolônio de Tiana, serviu de base para compor a história da vida de Jesus. Do mesmo modo, todos os rituais e as práticas sacerdotais adotadas pela igreja romana têm origem no culto mitráico, predominante nos primórdios do cristianismo católico, e para “aproveitar a popularidade de Mitra” a igreja romana também adotou a data do nascimento de Mitra para o nascimento de Jesus, fazendo-o nascer no mesmo dia em que teria nascido Mitra, daí que nosso Natal é uma continuação das festas em homenagem a Mitra e que tem, de quebra, os costumes praticados pelos romanos na realização das Saturnálias, festa em homenagem a Saturno, quando se davam presentes entre si e as pessoas gozavam até mesmo de uma liberdade licenciosa, tanto para comer como se dar aos prazeres da carne (como acontece agora!).
Entre os dias 17 e 23 de Dezembro os Romanos celebravam o "Festival da Saturnália" em honra do deus Saturno. Nos dois últimos dias trocavam presentes em honra desse Deus. Já em 25 de Dezembro acontecia a celebração do nascimento do Sol Invencível (Natalis Solis Invicti). Posteriormente, à medida que as tradições romanas iam sendo suplantadas pelas tradições orientais importadas, os maiores festejos realizavam-se em honra do deus Mitra, cujo nascimento se comemorava a 25 de Dezembro. O culto de Mitra - que se tornou difundido como o deus da luta e o protetor dos soldados - penetrou em Roma no 1º século a.C. e esta data entrou no calendário civil romano em no ano de 274 da Era cristã, quando o Imperador Aureliano declarou aquele dia o maior feriado em Roma, comparável ao nosso carnaval. 
Os adeptos do mitraísmo costumavam se reunir na noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa e mais fria do ano, onde ficavam fazendo oferendas e preces pela volta da luz e do calor do Sol.
       Falar sobre o nosso Natal é impossível sem conhecer um pouco da história de Mithra. Seu culto data de 4.000 anos antes de Cristo.
Mitra teria nascido de uma virgem no dia 25 de dezembro e foi colocado numa manjedoura e pastores humildes que assistiram ao evento, foram os primeiros que o adoraram.
Celebrou uma Santa Ceia, junto com 12 discípulos, antes de voltar para a casa do Pai.
Ascendeu ao Céu de onde prometeu voltar no fim dos tempos para o Juízo Final.
Garantiu a vida eterna a quem se purificasse mediante o batismo.
Era tido como o Logos (O Verbo, a Palavra) embora fosse considerado um anjo inferior ao Ser Supremo (Ormuzd), mas superior ao deus Sol físico. Durante o período védico do hinduísmo Mitra (associado à Varuna) era o deus da criação, da ordem universal e da amizade. Mitra era onissapiente, inimigo da escuridão e do mal, deus das vitórias militares e Protetor dos justos. Agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Encarnou para viver entre os homens e enfim morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis comemoravam a sua ressurreição durante cerimônias onde eram proferidas as palavras: "Aquele que não comer o meu corpo e beber o meu sangue, de forma que ele seja em mim e eu nele, não será salvo"
Mitra era um deus do bem, criador da luz (por isso mesmo era associado ao Sol), em luta permanente contra a divindade obscura do mal. Seu culto estava associado à crença na existência futura absolutamente espiritual e libertada da matéria. Como Protetor dos justos agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo.
O líder do culto Mitráico era chamado de Papa e governava de um "mithraeum" na Colina Vaticano, em Roma; uma característica iconográfica proeminente no Mitraismo era uma grande chave, necessária para destrancar os portões celestiais pelo qual se acreditava passar as almas dos defuntos. Os Mitraistas consumiam uma comida sagrada (Myazda) que era composta de pão e vinho.
Existiam, nos Mistérios Mitráicos sete níveis de iniciação, cada um coligado a um planeta: Corax (Mercúrio), Nymphus (Vênus), Miles (Marte), Leo (Júpiter), Perses (Lua), Heliodromos (Sol) e, enfim, Padre (Saturno). Assim como entre os Essênios, os iniciados de grau inferior (os aprendizes: Corax e Nymphus) tinham que servir os iniciados de nível superior: os companheiros (Miles e Leo), os mestres (Perses e Heliódromos) e o venerando Papa.
O culto de Mitra era uma religião cheia de mistérios e simbolismo; as mulheres ficavam excluídas das formas exteriores e regulares da liturgia. Muitos elementos de sua organização lembram os da moderna Maçonaria. Os templos subterrâneos reproduziam o firmamento enquanto a arte mitraísta insistia na representação de corpos celestes (o zodíaco, os planetas, o sol, a lua e as estrelas), também da serpente, do cão, do corvo, do escorpião (todas as constelações do hemisfério boreal) e da árvore. Sempre foi uma religião privada que jamais recebeu verbas públicas, sendo os templos de Mitra singelos e despidos daquela ostentação que caracterizava as basílicas paleo-cristãs. Primou por uma grande tolerância em relação aos outros credos.
A história de Mitra principia com o Demiurgo (Ahriman) oprimindo a humanidade. Apiedado, Mitra encarna no dia 25 de dezembro, data que na antiguidade correspondia ao Solstício de inverno (ou seja, quando o Sol nasce para o hemisfério norte do Planeta).
Teria nascido de uma rocha e prega numa caverna (também Jesus veio ao mundo numa gruta), porém, segundo a mitologia persa, Mitra fora gerado por uma virgem denominada "Mãe de Deus". Durante sua vida terrena Mitra se manteve casto, pregou a fraternidade universal e operou inúmeros milagres. O acontecimento mais marcante de sua vida foi a luta simbólica que travou contra o Touro sagrado (os costumes maléficos adquiridos pela humanidade durante a Era de Touro) que ele derrotou e sacrificou em prol da humanidade da Nova Era. Sua vitória tinha o dúplice significado de vitória sobre o mundo terreno e de auto-sacrifício da divindade a fim de redimir o gênero humano de seus pecados.
O apologista cristão Tertuliano afirma que os sequazes de Mitra eram batizados com borrifos de sangue de Touro ou de carneiro e, finalmente, purificados com água. Por causa disso, no sétimo século, a Igreja católica tentou, sem êxito, suprimir a representação de Cristo como Cordeiro de Deus, justamente por ser esta uma imagem de origem pagã e estar associada ao símbolo da Era de Áries (que tinha como Avatar Mitra, vencedor do Touro, ou seja, os costumes da Era de Touro que precisavam ser banidos para a manifestação da Nova Dispensação, ou seja, os ensinamentos da Era de Áries).
São Justino Mártir atesta que existia uma eucaristia de Mitra onde os fiéis compartilhavam pequenos pães redondos e água consagrada simbolizando, respectivamente, a carne e o sangue do deus encarnado. Este ritual, que ocorria aos domingos (dia da semana consagrado ao Sol), era chamado Myazda e correspondia exatamente à Missa dos cristãos.
Mitra não morria fisicamente, mas apenas simbolicamente e, como divindade solar, ressuscitava todo ano. Cumprida a missão terrena, ele jantava pela derradeira vez com seus discípulos e subia ao Céu. Seus adeptos tinham que jejuar frequentemente e, após terem recebido um sinal na testa passavam a ser chamados "Soldados de Mitra".
No início do IV século o imperador Constantino apoiou as religiões emergentes: o cristianismo e os cultos solares, ou seja, o de Apolo (popular entre os Celtas) e o de Mitra, extremamente difuso na parte Ocidental do Império onde, ao contrário, os cristãos ainda eram minoria. De nenhuma forma Constantino pode ser considerado um soberano cristão, pois, como os demais imperadores romanos jamais renunciou ao título de Pontifex Maximus. Além disso, privilegiou os pagãos nos cargos administrativos e a Casa da Moeda romana continuou a cunhar moedas mostrando símbolos pagãos.
O mitraísmo sumiu oficialmente em 377 d.C., data em que o imperador cristão Teodósio proibiu todas as religiões diferentes do cristianismo. Pequenos grupos de adeptos continuaram a praticar, secretamente, o culto a Mitra até o século V, quando os bispos desencadearam ásperas perseguições contra os cultos solares.
Surpreendentemente a própria Igreja cristã incorporou boa parte das práticas mitraístas como a liturgia do Batismo, da Crisma, da Eucaristia, da Páscoa e a utilização do incenso, das velas, dos sinos, etc. Até as vestimentas usadas pelo clero católico são extremamente parecidas com as dos sacerdotes de Mitra, como a mitra usada pelo Papa e a tiara, barretes usados pelos antigos persas.
Santo Agostino chegou a admitir algum tipo de fusão entre as duas religiões quando reconheceu que os sacerdotes de Mitra adoravam o mesmo Deus em que ele acreditava. Em outras palavras, para ele, Mitra e Jesus era a mesma pessoa!
O culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano e, para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra - 25 de dezembro como o nascimento de Jesus estabelecendo, assim, o Natal que hoje festejamos nesta data. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.
Mitra era o sol espiritual que se encontra além da esfera das estrelas fixas. Portanto seria a força cósmica capaz de governar o ciclo das estações: a eterna seqüência de outonos-primaveras, de luz-escuridão, na espera da vitória final da Luz sobre as trevas, da Vida sobre a morte.
Embora a maioria dos cristãos desconheça o fato em si, a história da vida de Jesus também está associada ao Solis Invictus (Sol Invicto, não vencido) que nasce no hemisfério norte no dia em que o Sol físico desponta no hemisfério norte (daí a missa do Galo, que canta quando o Sol nasce) e as peripécias de sua vida estão intimamente associadas ao percurso que este faz durante o ano pelo zodíaco, como veremos a seguir.
Durante os 3 meses do inverno, Jesus (o Sol recém-nascido) precisa ser protegido para fugir das forças descontroladas ainda reinantes no planeta, que tudo parecem destruir, principalmente a vida nascente (esta situação é representada por Herodes, simbolizando o frio do inverno, que matava todas as crianças nascidas durante este período).
Em seguida vêm os 3 meses da primavera. Durante este período, a jornada do Sol pelo zodíaco, espalha os benefícios de sua energia, como símbolo da vida e satura tudo e todas as coisas com a beleza e a música da vida espiritual. Depois, os 3 meses de verão, quando se desenvolvem as formas já existentes, que então se preparam para dar os frutos dessa energia vivificante e vivificadora que são os raios do sol. Estas duas estações do ano são representadas pela fuga para o Egito (lugar de calor), onde a criança se desenvolve até que volta para Jerusalém, depois da morte de Herodes, ou seja, do frio. Este período é o do crescimento e maturação das lavouras, quando tudo é preparado para a colheita, que ocorre quando então, vem o outono, e a energia solar começa a se enfraquecer e os frutos amadurecidos pela energia solar, ainda existentes, serão menores, porém mais doces. Esta época é representada pelos 3 anos de apostolado de Jesus que termina quando ele é abandonado por seus apóstolos (fim do outono) e morre com a chegada do Inverno (os 3 dias na sepultura representam os 3 meses do inverno) para refazer, posteriormente, o mesmo ciclo cada ano, sempre por amor àqueles que são seus filhos amados, ou seja, a humanidade. 
Assim procede o Sol, intitulado pelos Rosa-cruzes como Chrestos-Solar, quando se referem àquela vida que representa o Sol Espiritual, o mesmo Mithra antes mencionado, cuja história a Igreja Católica usurpou para fundar uma religião onde o verdadeiro cristianismo foi esquecido, ou seja o cristianismo dos primeiros cristãos, que nunca admitiram a pompa e as festas das outras religiões por não serem condizentes com os princípios de pureza que defendiam.  (Nota: Os verdadeiros cristãos foram levados aos leões das arenas romanas pela própria igreja que precisava agradar a Constantino, seu protetor e defensor por causa de seus objetivos políticos e eliminar os defensores da vida verdadeiramente cristã vivenciada pelos adeptos do cristianismo puro, os antigos gnósticos).
Somente no ano 337 D.C. foi que o Papa Julio I, promulgou oficialmente o dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Jesus e para justificar essa atitude do Papa, S. João Crisóstomo explicava assim o porquê da escolha da data: “Em Roma, este dia acaba de ser escolhido como o do nascimento de Cristo a fim de que os Cristãos possam celebrar seus próprios ritos sem serem molestados pelos pagãos, já que esses estão ocupados com suas cerimônias (as Saturnálias).
A Doutrina atribuída a Jesus era a mesma ensinada por Mithra e também propunha o desapego às glórias do mundo, a simplicidade, a humildade, o perdão às ofensas e o amor fraterno e isto causou profundo efeito nas almas que ansiavam e aspiravam pelo reino de Deus. Esta doutrina revelava ainda que esse Reino está dentro de todos nós, acendendo esperanças entre a classe humilde,  o que impressionava os poderosos da época pela sinceridade de seus seguidores.


Para melhor compreensão do que estamos informando, vamos enumerar algumas semelhanças, principalmente entre a conhecida história da Vida de Jesus, a de Krisna, Avatar da Era de Touro, que teria vivido mais ou menos 4 mil anos antes de Jesus e de alguns outros Deuses Solares, tais como Tammuz, Filho da Virgem Ishtar, Buda, filho de Maya, Adonis, filho da Virgem Myrra, etc:

1. Todos estes fundadores das grandes religiões do passado teriam nascido de uma mãe virgem, no caso de Jesus, Maria (que teve outros filhos depois do primogênito e no caso de Krishna, Devaki, virgem imaculada que, entretanto, havia dado à luz 8 filhos antes de Krishna.
2. O nascimento desses avatares sempre ocorre num estábulo, gruta ou caverna ou câmara subterrânea, sempre entre animais.
3. A data de nascimento da criança ocorre no dia 25 de dezembro, justamente quando acontece o solstício de inverno no hemisfério norte do planeta.
4. A Estrela do Oriente e a chegada dos Magos (no caso do Cristianismo chamados os 3 reis magos).
5. O massacre de inocentes por Herodes, no caso de Jesus e por Kanza, tio de Krishna e tirano de Mathurâ, quando nos referimos a conseqüente fuga para um país distante, sempre um lugar quente, conforme se diz de Krishna, Jesus e outros Deuses-Sóis. Entre os judeus é o Faraó, que avisado pelos Magos de sua corte de que nesta data nascerá um poderoso mago que o vencerá, manda mandar todas as crianças nascidas no reino durante este mês.
6. A quaresma ou a chegada da primavera, com a conseqüente Páscoa, para celebrar a passagem ou cruzamento do Sol pelo Equador em dezembro.
7. A Transfiguração de Jesus e de Krishna.
8. A lavagem dos pés dos apóstolos por Jesus e dos Bramanes por Krishna e os vários milagres que praticaram.
9. A pregação e a revelação dos segredos do santuário.
10. A morte de Jesus numa cruz (madeira) e de Krishna amarrado e flechado numa árvore (Nota: Como a imagem de Krishna era muito adorada na Índia, a Igreja católica fez dele um santo e batizou-o com o nome de S. Sebastião que, como S. Jorge e S. Cristovão,  há alguns anos atrás foram “destronado” pelo Papa por não terem raízes reais para comprovar suas existências).
11. A ressurreição (nos casos de Osíris, Attis e Jesus.
12. Os 12 discípulos.
13. O Discurso do Eu Sou de Jesus e de Krishna.

Acrescentemos ao que está acima as seguintes coincidências:

Mâya, a mãe de Buda, a “Mãe das formas” e da “Pura Luz”, assimilável ao próprio espírito, enquanto repousava, viu em sonho a budeidade penetrá-la sob o aspecto de um elefante branco.  Essa alegoria pode ser comparada com a versão cristã da Visitação de Maria, pelo Arcanjo Gabriel, e também com a “visita” feita à mãe de Alexandre, o Grande, por Zeus (A Luz Divina) sob a forma de uma Serpente, e sua fecundação simbólica.

Por esta similaridade, não podemos deixar de considerar a transcendência da Bíblia e dos Evangelhos em seu aspecto esotérico e a riqueza e a importância de suas narrativas simbólicas, sempre capazes de proporcionar ensinamentos àqueles que os compulsam, seja qual for o grau de evolução em que se encontre o estudante.
Todo o processo acima relatado sempre foi relacionado aos Deuses-Solares da Antiguidade (Osíris, Apolo, Adônis, Mitra, etc.) e está incorporado ao Evangelho como sendo “a vida de Jesus”, que teria nascido de uma Virgem, fecundada por Deus Pai, o Criador de tudo e de todas as Coisas (da mesma forma que Mitra).
Para adaptar um pouco mais a história acima à realidade, há hoje uma opinião mais aceita de que o nascimento de Jesus teria sido na primavera (se fosse no Inverno os pastores não estariam à noite pastoreando suas ovelhas, pois morreriam gelados).  A fuga para o Egito (Terra de Verão-calor-Vida), representa os meses do verão e está relacionada ao seu crescimento físico e espiritual, o que ocorre no outono, quando torna-se um iniciado para depois dar seus frutos (A pregação dos Evangelhos).
Depois, como todos os grandes Avatares e nisso incluímos Osíris, Hiram Abiff e outros, é atraiçoado por um dos seus Seguidores (O signo de Escorpião -outubro/Novembro),  exatamente quando começa a fazer frio no Hemisfério Norte e que Leonardo Da Vinci reserva para representar Judas Iscariotes em sua famosa “A Ceia”) sendo posteriormente morto (quando chega o Inverno), representado pelos 3 dias que Jesus passa na tumba, até que chega novamente a Primavera.
O Natal que a Cristandade festeja está, em verdade, relacionada com o nascimento do Sol no hemisfério norte e podemos compreendê-la perfeitamente se relacionarmos as figuras e passagens do Evangelho com os componentes do Sistema Solar, os signos do Zodíaco  e as Constelações, onde não falta nem mesmo a Cruz. Senão vejamos:
Em primeiro Lugar vejamos o simbolismo do Natal.   Jesus nasce num estábulo entre animais.
Sempre representamos este acontecimento com o costume de colocar o menino-Deus-Sol numa manjedoura (lugar onde os animais comem) forrada de palha, fazendo com que a palha em que repousa se pareça com os raios de sol refulgindo. Os animais presentes são o asno, o boi e o carneiro. Na Constelação de Câncer existem duas estrelas denominadas Asellus Australis e Asellus Borealis que significa Pequeno Asno do Sul e Pequeno Asno do Norte e entre as mesmas existe um pequeno aglomerado de estrelas denominado Presepe (Coordenadas aproximadas = 23°N). O Boi e o Carneiro que completam o Presépio são figurações dos Signos de Touro e Áries que precedem o Signo de Peixes. A Estrela dos 3 Reis Magos corresponde a uma conjunção celeste muito rara, entretanto visível a olho nu, que permite ver Júpiter (A Lei, a Justiça, a Religião) e Saturno (O Pai na Terra, o educador ou disciplinador) confundirem-se no momento em que Júpiter eclipsa Saturno, enquanto o Sol, a criança que nasce a 90°, entra em Câncer (a Casa astrológica que corresponde ao Lar, a Família e também ao peito, onde o Cristo mora no homem).
Se recuarmos 9 signos (ou nove meses) veremos que o Sol encontra-se então no Signo de Virgem a Mãe de todos nós, o 3° Aspecto da Trindade, a Natureza, Akasha, a matéria negra do qual tudo emana e para o qual tudo volta.
Prosseguindo o estudo da Marcha do Sol pelo Zodíaco até a morte e à crucificação, apontando a Via-Láctea como o Rio Jordão, o Batismo quando o Sol entra em Aquário, signo em que a Água Lustral é derramada, a entrada em Peixes, signo duplo em que Jesus encontra os dois irmãos pescadores, Simão e André e, na mesma longitude a Constelação da Barca, indicando a pesca milagrosa.
O tema dos  dos 3 Reis Magos pode ser abordado astronômica e esotericamente com  a presença das 3 estrelas do cinturão de Órion (Algjebbah, Alnilan e Alnitak) que se elevam do Oriente para o Ocidente até o ponto em que vêem a estrela Arcturus (da Constelação do Boieiro; 30 vezes maior do que o nosso Sol) brilhar sobre o aglomerado estrelar acima mencionado, denominado Presepe.
Dentro do simbolismo cristão Arcturus, com seu brilho fulgurante dentro da noite da ignorância humana,  representa a Estrela que indica, aos Três Reis Magos onde adorar o Cristo recém-nascido no Presepe, entre os animais domésticos de nossa natureza inferior que deverá ser purificada com a vinda Luz Redentora à face da Terra. 
As dádivas que os Magos levam são, em si, outros símbolos destinados ao ensinamento dos buscadores da verdade que já estão despertos para as realidades do espírito.
Poderíamos perguntar: Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística, que aquelas provindas dos princípios mais Superiores da nossa própria Realidade Espiritual?
Os 3 Reis Magos representam macrocosmicamente os 3 planos superiores da Egoidade Divina (Planos Adi, Anupadaka e Atma) e microcosmicamente, a ressonância das energias no Ser humano que denominamos Pingala, ou Conduto Solar (a matéria branca da Alquimia) e Idâ, ou conduto lunar (a matéria negra da Alquimia) e Shushumna, o conduto central (a matéria vermelha da Alquimia), onde tudo é reunido e levado ao ventrículo esquerdo do coração, onde mora o Cristo-criança no ser humano.
Analisando os presentes dos 3 Reis Magos sob o ponto de vista esotérico verificamos que os presentes trazidos pelos mesmos significam:
O ouro simboliza o Poder, a realeza oriunda da Sabedoria Divina, que é conquistada pela transmutação dos metais impuros de nossa natureza humana. Significa, no plano de onde provém (Baltazar é o Pai da Trindade Celestial) o atributo da Vontade sem a qual nada se pode fazer. Em alquimia ele é o enxofre e está relacionado à fase do trabalho alquímico chamada “Ressurreição”.
O incenso trazido por Melchior é o elemento volátil ou o mercúrio. Representa, em linguagem alquímica, o Amor Divino, que deve preceder a toda obra de Magia Branca. É o perfume real que alimenta com o néctar da vida os poderes subutilizados da Alma. Ele representa o atributo essencial do Cristo recém-nascido e o esteio para a obra do verdadeiro alquimista chegar à etapa que, no trabalho alquímico é chamada de “Rubificação”.
Quanto a mirra, ela tem um campo bem reduzido de aplicações. Geralmente é utilizada em forma de pó, aplicado sobre úlceras cancerosas e em defumadores para desinfetar habitações onde exista um enfermo. Mas o seu significado oculto, como o presente do Rei Gaspar ao Cristo-criança está relacionado a Terceira Pessoa da Trindade.
Os 3 Reis Magos representam esotericamente os três atributos da Trindade e figuram, para o estudante da Sabedoria Antiga, essa Trindade e Seus Atributos.
Notemos, porém, que Gaspar tem uma singularidade em relação aos dois outros que não pode ser descuidada, ou seja, sua cor negra, que é a cor das Deusas Ísis e Devaki, ou seja, a Divina Mãe tanto para os egípcios como para os Hindus, que é também a cor de N. S. Aparecida no Brasil, N. S. de Montserrat, N.S. de Chartres, N.S. de Baieux, N.S. de Amiens, N.S. de Caen e a representação da Virgem, ou 3° Aspecto da Trindade, A Mãe Divina ou mãe do Mundo das várias religiões pagãs que precederam o Cristianismo e que, não coincidentemente, mais propositadamente é a cor do Tattwa Akasha, do qual tudo nasce e para o qual tudo volta após cumprir seu objetivo. 
Hoje, a ciência ortodoxa comprova a sabedoria deste símbolo representativo da Divina Mãe, ao encontrar, sem compreender seu significado espiritual, a matéria negra que envolve todo o Universo atualmente conhecido, do qual tudo que existe emana, ou seja, parece encontrar sua substância primordial. Blavatsky chamava esta substância negra de Prakriti. O domínio sobre esta substância é a busca de todo Mago e a base do Alquimista para a conquista da Pedra Filosofal. Este domínio representa o presente de Gaspar, o 3° da Trindade, ao Cristo Criança recém-nascido.
Em Alquimia a cor preta é chamada a fase da “Putrefação” e está relacionada com o sal.
Agora, pensando em termos poéticos, que maior dádiva poderia ser ofertado ao Redentor dos homens senão o domínio sobre a matéria, que representa a libertação da amargura do sofrimento humano?
Que melhores oferendas poderiam ser dadas à tenra consciência Crística que desperta, senão o ouro puríssimo simbolizando a transmutação dos metais impuros de nossa humana natureza?
Não é este, em verdade, o Cristo que sentimos, o Cristo que desejamos, o Cristo que amamos e que devemos realizar?...
Que outro símbolo mais elevado poderia corresponder à nossa consciência espiritual que acorda senão o de uma criança recém-nascida na palhoça modestíssima da personalidade humana?
Concluímos o presente trabalho afirmando que a fé Cristã tem permitido, apesar do dogma e da doutrina, apesar das distorções do teólogo acadêmico e das imposições de alguns clérigos ignorantes, a compreensão da união de Deus ao homem, fundidos no Cristo, apresentando a verdade que “todo ser humano também pode experimentar a Divindade”. 
Esta verdade vital, dramática, apresentada misticamente, mas sempre viva em cada ser humano, quando captada pela mente e compreendida pelo coração capacitará, a qualquer verdadeiro aspirante aos Mistérios Cristãos, a transpor os umbrais do novo Nascimento para a Luz, caminhando, de maneira crescente, nessa mesma Luz, a partir do momento que a entenda, porque “...a senda dos justos é como a Luz da aurora, que brilha mais e mais, até que o dia seja perfeito”.
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Nota explicativa: MIRRA - De acordo com a mitologia antiga, esta resina foi produzida pelas lágrimas da deusa Mirra, que se uniu incestuosamente com seu pai e concebeu o gentil Adonis, o Chrestos (Cristo) Solar dos Antigos, adorado na Grécia e em vários países do mundo antigo e na própria Roma, até meados do ano 300, onde o culto de Adonis-Mithra era muito mais popular do que o Cristianismo, que por sua essência (humildade, caridade, amor ao próximo, desapego aos valores materiais) não conseguia conquistar as elites governantes. Somente com a imposição promulgada por Constantino, que necessitava das massas para impor seu domínio, é que o Cristianismo triunfou, assimilando a maioria dos rituais mitráicos e substituindo os deuses vigentes na época pelos santos que a Igreja Católica promulgou.

Panyatara