Um pouco sobre mim

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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Livro da Lei para O Povo Suplicante

ISBN: 978-85-69618-01-0

Prezados Leitores,​
Com alegria e com imensa satisfação compartilho com ​​vocês mais uma realização​ da nova edição do Livro da Lei para o Povo Suplicante de autoria do nosso saudoso Irmão Jayr Rosa de Miranda (Panyatara),​ agora em formato de livro​ ​16x23 cm, editado pela Theano Editora & Publicações.​
Informo que a tiragem foi pequena e considerando a importância da obra, convido àqueles que desejarem adquirir este livro que o façam com presteza. Estou a disposição dos verdadeiros aspirantes que buscam a verdade espiritual do conhecimento e da sabedoria oculta. (Theano)

Um resumo do livro:

O ser humano sempre abriga dificuldades para aceitar o novo, principalmente quando este colide com formas mentais enraizadas, quase sempre geradas pela satisfação encontrada na sagração de ídolos antigos que alicerçam seus conceitos pessoais erigidos como verdades inabaláveis. 
“O Livro da Lei para o Povo Suplicante” contendo, talvez um dos maiores acervos de informações desmistificadoras das ciências religiosas e esotéricas, porém sem derrogar seus valores morais, ensinamentos e informações. Ao contrário, o livro só faz fundamentá-los com um arrazoado fácil de ser assimilado, porém respeitando a maneira de cada pessoa entender esses “segredos esotéricos”, velados por causa de uma época em que o carrancismo religioso preponderava e ameaçava a vida dos verdadeiros buscadores da verdade.
Posso garantir que ele não é apenas mais um livro sobre esoterismo. Minha intenção ao escrevê-lo passou a ser de repartir com todos os buscadores libertos, informações que realmente servirão de pilar para conquistarmos a Coroa que está acima de nossa cabeça e, então, manejarmos e utilizarmos nossas espadas com sabedoria. (Panyatara)


Moradores do Rio de Janeiro podem entrar em contato e retirar o livro diretamente comigo. Para compradores de outras cidades e estados, ou quem é do Rio e quer receber pelo correio, o pagamento é via depósito bancário. Após a compra, os livros já são enviados automaticamente. Caso queira o código de rastreamento, por favor requisitar por e-mail. O livro chega em média 5 dias úteis após o envio. 
Para adquirir este livro por depósito bancário é só fazer o depósito na conta a seguir e enviar o comprovante, seu endereço e nome completo para: theanoeditoraepublicacoes@gmail.com ou adrianacalheiros@gmail.com

Adriana Calheiros Silva

Banco do Brasil
Conta Corrente 272892
Agência 28606

O preço de cada volume sairá por R$ 50,00, mais o frete de R$ 8,00.






"Nossa missão é servir"​

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA

Sandro Botticelli, La Primavera, c. 1482, tempera on wood

Neste ano de 2016, o equinócio da Primavera 
será no dia 22 de setembro às 14h21. 


Texto de Panyatara, explicando sobre o Equinócio da Primavera, que simbolicamente e espiritualmente também tem a ver com nossa natureza interna. Achei oportuno o momento de postar esse artigo. Desejo uma boa leitura e um bom proveito para nossa prática diária de vida. Namastê! Theano
A Primavera, como todos nós sabemos, é a estação do ano caracterizada por uma verdadeira explosão de energias que se manifestam em todas as expressões de vidas existentes em nosso Planeta, atuando, parece, na própria estrutura dos átomos do reino mineral, do reino vegetal, do reino animal e também humano, proporcionando condições excepcionais para que toda e qualquer semeadura, seja em que campo for, venha a brotar, obedecendo a desígnios inescrutáveis para a maioria de nossos cientistas, porém, consoantes leis que muito interessam aos verdadeiros iniciados, porquanto estes devem aprender a conhecê-las e dominá-las.
Durante a Primavera, conforme visto em nosso dia a dia ocorre como que um renascimento ou ressurreição da vida em suas mais variadas expressões, onde, principalmente os Reinos que nos seguem mais próximos no caminho da evolução, dão testemunho iniludível de que novas forças animam suas formas. É a época do aparecimento do cio nos animais, das flores com suas sementes no Reino Vegetal; da alegria, do sentimento de fraternidade, do amor mais consciente no Reino humano, impulsionando todas as formas vivas da natureza a se cobrirem com suas roupagens mais belas a fim de atraírem seus opostos e, assim, através da troca de uma energia abundante nessa época que é ao mesmo tempo coesiva e expansiva, se tornar uma só pessoa obtendo, dessa forma, o clímax do prazer para, em seguida, obedecendo a expansão do amor que experimentam, desabrochar em novas formas de vida a fim de perpetuarem o sagrado mistério da criação.
Os efeitos da primavera sobre a vida na face da Terra sempre despertou a atenção da Humanidade, seja naquele aspecto mais imediato, que se reúne nos benefícios que sua ação produz na criação ou na agricultura, base da economia dos povos mais antigos, como no aspecto religioso que daí redundava, levando aqueles homens mais evoluídos a se ensimesmarem e procurarem encontrar, através da observação e meditação constante, o fundamento do que realmente ocorria em cada estação do ano, sua repercussão sobre toda a natureza e o proveito maior que poderiam obter destes fatos.
Com a mente e o coração abertos para a grandeza do processo cósmico que envolve a corrida de nosso Sol pelos 12 signos do Zodíaco, observando, com atenção religiosa, que as maravilhosas transformações que se manifestavam no Grande Cósmico, se eternizavam em sua descida cada vez maior no microcósmico, e constatando ainda que o que está em cima é igual ao que está embaixo e que o microcosmo está sob as leis ou energias geradas no Macrocosmo, aqueles investigadores entraram na posse de um conhecimento transcendental, cujo objetivo foi destinado, em primeira mão, a superação das limitações impostas à condição humana, o que era ensinado dentro dos templos, sempre em caráter estritamente reservado e objetivando àqueles homens que, depois de provados efetivamente nas mais duras provas, enfrentando altaneiramente os 4 elementos da Natureza, se tornavam Senhores desses elementos dentro de si mesmos, consoante o conhecimento e domínio daquelas Leis ou Energias tão magnanimamente colocadas pelo Macrocosmo à disposição do microcosmo.
Em contrapartida, conscientes do valor e, ao mesmo tempo do perigo que esses conhecimentos representavam, se utilizados indevidamente, procuraram vedá-los a compreensão do vulgo, instituindo aquilo que conhecemos hoje sob o nome de Mistérios, festas de dupla significação que ensinava, durante uma sequencia de comemorações baseadas no Drama Solar e outros métodos velados:
- a origem das coisas materiais,
- a natureza do espírito,
- as relações deste com o corpo humano e,
- o método de sua purificação e transmutação para a vida superior,  com a ajuda das forças naturais,
isto observando o aspecto esotérico desses conhecimentos e, exotericamente:
o relacionamento do homem e da natureza com as forças oriundas do Cosmo, proporcionando, ao homem comum, o entendimento dessas energias através de encenações festivas onde, com a utilização de máscaras características, as mesmas eram personalizadas para um culto e adoração que satisfazia plenamente àquele homem inculto.
Segundo os historiadores, nos primeiros dias da Primavera eram realizadas as Festas de Exaltação ao Sol, sempre personificado por um grande Ser, que podia ser Hórus no Egito, Dionísio ou Orfeu na Grécia, Hagal nos países nórdicos, e assim por diante.
As virtudes fecundantes desses Deuses Solares eram adoradas em seus mais íntimos aspectos, tanto nos Templos como pelo populacho, sendo que estes, naturalmente incentivados pelos sacerdotes destes cultos, chegavam a promover desfiles em carros alegóricos onde o pênis masculino aparecia como a mais alta expressão do Sol na face da Terra pendendo também como adereço no pescoço das sacerdotisas.
Cantavam sempre o poder vivificante contido nos raios solares e considerava cada semente um óvulo feminino, representação microcósmica do Planeta Terra, personificado nas figuras de Ísis, Deméter, Ceres e outros nomes de acordo com o país onde eram realizadas estas festas, quando de caráter externo, e cerimônias ou rituais, quando no interior dos templos.
Pouco antes do fim do verão no hemisfério norte, ou seja, entre 15 e 22 de setembro eram realizadas, então, asFestas e os Rituais da Colheita, sempre na mais respeitosa gratidão e com a máxima alegria. Nessa época eram oferecidas as “messis” ou primícias nos altares consagrados ao Deus Sol e se adorava a Deus-Natureza em seu aspecto materno.
Estes Rituais, que sempre eram realizados envolvendo ensinamentos de profundo esoterismo, falavam de uma vítima sacrificial expiatória (a personalidade do iniciado) e uma ressurreição, quando, então, o iniciado era admitido ao Supremo Grau de Epopta, ou seja, o que possui a Clarividência divina. Morria o homem velho e nascia o homem novo; Osíris dá lugar a Hórus, no eterno drama de Ísis.

Meus Irmãos:
Para nós, na época atual, a chegada da primavera não deve ficar restrita ao aspecto externo dos Mistérios, porquanto ela traz consigo um fator de transcendental importância para nossas vidas e para nossos propósitos. Para compreender a qualidade e a essência de suas energias, temos que nos aprofundar no estudo desses mistérios antigos, ainda incompreendidos pelos homens, porquanto encerram muito mais do que profanamente pode ser dito. 
O estudo e a meditação sobre eles poderão nos revelar uma das chaves mais importantes para a iniciação verdadeira, considerando que os corpos do homem (sua natureza) estão sujeitos a todo o processo Cósmico acima exposto e que suas energias se relacionam com aquelas manifestadas durante o Drama Solar.
Entre esses Mistérios, um dos mais ricos em simbologia é o de Dionísio. Conta, os Mistérios que levam seu nome: Dionísio foi assassinado pelos Titãs e teve o seu corpo despedaçado em 14 partes.
É interessante observar que nos Mistérios Osiríacos vemos a mesma história, com Osíris sendo assassinado por Seth que, em seguida, lhe despedaça e dispersa o cadáver em várias partes, posteriormente piedosamente procuradas e juntadas por Toth, Anúbis, seu filho Hórus e sua esposa Ísis, sendo que esta lamenta, depois da reunificação do corpo, ao constatar que lhe falta uma parte.
Mais interessante ainda é verificarmos que vamos encontrar histórias semelhantes nas várias escolas esotéricas da Antiguidade e até mesmo nos considerados Mistérios Menores, como acontece nos fundamentos maçônicos modernos, onde Salomão (Solomoc) contrata, através do Rei Hiram, a construção do templo (o corpo humano) a Hiram Abif, filho da viúva de Naim, que também é assassinado, esquartejado, tem os pedaços do corpo dispersos e depois reunificados por seus operários fiéis.
E o assunto fica mais atraente ainda quando:
a) primeiramente descobrimos que Dionísio é o Sol primordial personificado; é Fane (Phanes), o espírito da Visibilidade (da luz) material (por quem todas as coisas foram feitas); ciclope gigante que tem em si o poder produtor do mundo, o onipenetrante animismo de todas as coisas.
b) Em seguida, verificamos que este Sol primordial despedaçou-se, resultando em 14 partes que poderiam ser, cosmicamente falando:

1)     nosso Sol atual (o Hórus Osiríaco; o olho do ciclope gigante)
2)     a Lua (muitas vezes também adorada como Ísis)
3)     Vulcano (planeta descoberto por Heschel em 1786 e que depois desapareceu)
4)     Mercúrio
5)     Vênus
6)     Terra
7)     Marte
8)   Planeta que existia na zona de asteroides que explodiu (Viela) - não será ele a parte do corpo de Osíris que não foi encontrada? No mistério cristão é representado por Judas Iscariotes, que se suicida.
9)     Júpiter
10)  Saturno
11)  Urano
12)  Netuno
13)  Plutão
14)  o planeta X – (Vesta)

Ou seja, 14 partes de um todo que representa o nosso sistema solar.

c) Sabemos também que os 7 corpos do homem (+) somados aos 7 corpos da mulher (-) formam um ser perfeito, ou seja, um Dionísio.







Também os 4 evangelhos do Cristianismo se relaciona com estas verdades. A própria + (cruz) é o símbolo das 4 estações sobre o globo terrestre.
Nela se realiza o drama solar e a Primavera é representada pela cena de Anunciação, na qual o Arcanjo Gabriel comunica a Virgem Maria (A Natureza Cósmica) de que já estava fecundada por obra e graça do Espírito Santo (a energia Cristônica criadora, contida no Sol, que se materializa como Prâna, o Sêmen Divino). Maria é a mesma Mulaprakriti dos vedantinos, a matéria primordial, o aspecto feminino do Absoluto manifestado, o ovo Pascal que possui a latência de todos os elementos constitutivos do Cosmo, adquiridos em cada Pralaya (obscurecimento da vida, inverno), ou do Planeta Terra, nos períodos de duração de cada inverno.
Contudo, para expressar a vida (o Cristo), O Caos necessita de fecundação, o que ocorre durante os períodos de Pralaya (inverno) ou períodos de repouso da criação, quando a parte feminina e a parte masculina do Absoluto se integram no Imanifestado, ou seja, o positivo e o negativo se juntam e formam o zero Potencial, ou Ovo Divino, ou de fecundação do Logos, se nos referimos ao nosso sistema Solar, relacionando-o com a Terra, o que acontece no período do inverno (período semelhante a um Pralaya) quando ocorre como que uma parada, uma anulação do existente anterior, e a própria Terra se recolhe, ciosa, do que está acontecendo dentro de si, para depois explodir em vida, na Primavera.
É durante o Inverno que se realiza todo o processo da gestação (assimilação do antigo para um novo renascimento), até que, na Primavera, nasce a Crianca-Sol, o Cristo, que nos seus primeiros dias de vida ainda sofre as incertezas dos ventos e do frio do Inverno (que também significa a Morte) que teima muitas vezes em continuar seu domínio; por isso a criança necessita se refugiar no Egito (onde existe calor=Verão) para crescer forte e saudável.
E é no Verão que a criança-Sol adquire força e poder e trabalha com o Pai produzindo bens materiais, ou seja, traz a vida o produto de sua ação, sazonando com suas próprias energias, os grãos que alimentam o corpo para, posteriormente, no Outono, já com a obra acabada (época de Colheita) alimentar seus filhos (Egos-Divinos no coração dos homens) com seu corpo (Pão=matéria) e com seu sangue (Vinho=espírito), fruto final de seu labor, deixando-se imolar(novamente) na Cruz (as linhas horizontal e vertical da divisão do Globo terrestre em 4 estações) para que sua vida salve outras vidas (sua morte no final do outono, para renascer de novo (ressurgir dentre os mortos) não nos abandonando até a consumação dos séculos (novo Pralaya = fim desta onda evolutiva) conforme prometera, acenando-nos com a Esperança de que das Trevas nasce a Luz (um novo Manvantara = início de nova onda de vida).
Porém poderíamos, em conjunto, perguntar: qual o valor da Primavera para nós, seres humanos, dentro do contexto do que foi até agora apresentado?
Poderíamos responder, com toda segurança, que tudo isto tem grande importância para todos aqueles que buscam a verdadeira iniciação.
Santo Agostinho ao proferir as palavras “Omnia sunt per allegoriam dicta” revelou a maneira de girar a chave na fechadura para os verdadeiros aspirantes da Sabedoria Espiritual.
No hemisfério Sul, a entrada do Sol no signo de Libra traz-nos a Primavera e favorece as seguintes influências, características de Libra:
1) INTUIÇÃO ESPIRITUAL (Clarividência - raciocínio rápido - decisão - boa disposição para a realização)
2) FRATERNIDADE (Humildade - Amabilidade - Boa Vontade)
3) EQUILÍBRIO (Harmonia Perfeita entre os opostos)

Como sabemos, no hemisfério Norte, a Primavera ocorre com a entrada do Sol em Áries, signo oposto de Libra e traz as seguintes influências, características de Áries:
1) INTUIÇÃO OBJETIVA (que leva ao raciocínio penetrante e à memória matemática)
2) FRATERNIDADE (generosidade; hospitalidade)
3) ALTIVEZ (Independência, Vontade Determinada - Domínio)
Pergunto:
Para a realização espiritual que a Primavera oferece, será que Libra não oferece condições semelhantes ou até mesmo superiores às de Áries?
Deixo a resposta para a meditação de cada um de vocês.

Renascimento do Sol



Meus Irmãos!
Sabendo que o Sol da Primavera é o ressuscitador (o que traz a vida, o que faz desabrochar as flores (e as rosas são flores) da Natureza, que também pode ser a nossa, porque não aproveitar suas bênçãos para também eternizar-nos nossa vida)?
Os ocultistas hinduístas costumam falar, sem entrar em pormenores, do dia e da noite dos Devas.
A título de compensação pela paciência que nos concederam, vou ajudar a levantar um pouco a ponta do véu.
Companheiros! O dia dos Devas é o período compreendido entre o início da Primavera e o fim do verão ou exatamente o mesmo período cultuado e cultivado em todos os Mistérios conhecidos.
Sabendo que tudo o que ocorre na Natureza externa é expressão de energias que também atuam em nossa natureza interna, fica fácil depreender que nada mais pode ser dito.

Rio de Janeiro 16 de abril de 2000.
Panyatara




segunda-feira, 18 de julho de 2016

TÉCNICA DA PRESENÇA (Ou como combater as ilusões)



A técnica da Presença consiste em fazer que a ALMA assuma o controle da personalidade integrada e de suas relações horizontal e vertical.

Esta técnica consiste na abertura da flor da intuição (o chacra do coração) que dissipa a ilusão, revela o Anjo (o “Eu Sou”), indica a Presença (Deus, A Divina Centelha no homem) e abre, ao discípulo, o mundo das ideias e a porta para as iniciações superiores.

Quando o discípulo capta e aplica estas ideias divinas ou pensamentos sementes, se converte num verdadeiro iniciado.

Esta técnica está relacionada com a Agni Ioga e, quando é satisfatoriamente seguida, permite que a intuição aflua, e, substituindo a atividade da mente racional, dissipe a ilusão, substituindo-a por ideias divinas formuladas em conceitos que chamamos ideias.

Para chegar a realizar em si esta técnica, o estudante deve ter em conta ou considerar três fatos como realidades:



1) a existência da intuição como percepção superior a razão e acima da lógica;

2) a realidade da ilusão, seja qual for o estágio da percepção mental correta;

3) a influente Presença (a intuição é quem revela esta Presença por meio do Anjo, e quando Esta é revelada e reconhecida, põe fim a ilusão).


As etapas preliminares da Técnica são:


1ª A Evocação = produz-se quando se controla totalmente o “eu pessoal” (a personalidade), de maneira que esteja equipado para fazer contato com o Real.

2ª A Fusão = com a Alma (ou Anjo) que custodia o acesso à senda da evolução superior.

3ª A Meditação = que consiste em manter a mente firme na Luz da Alma.



Estas etapas devem preceder a todo o esforço para desenvolver a intuição. Isto pode demandar vários meses ou anos de cuidadosa preparação. Como estas etapas são próprias da disciplina da Agni Ioga ou Ioga do Fogo, é necessário que o estudante, antes de chegar a elas, tenha se preparado na Raja Ioga.

Para desenvolvermos a intuição e chegarmos a revelação, vamos procurar definir e compreender a ilusão, e como se processa a intuição:


1) A ilusão é necessária como prova e treinamento pela qual a humanidade deve passar para desenvolver o seu poder de discriminar (pares de opostos).

2) A ilusão se processa da seguinte forma:

a) a mente inferior se esforça por perceber a ideia e a registra cada vez com maior clareza.

b) A ideia percebida se transforma num ideal.

c) A mente inferior cria (corporifica) a forma da ideia. Nesse instante produz-se a ilusão. Depois disso vem a distorção da ideia, por várias causas.


3) A ilusão, como percepção da verdade mental interpretada pela personalidade (mente, emoção e sensação) e aplicada segundo seu critério, segue o caminho do engano, da cristalização e da informação errada.

4) Quando envolvida pelo sentimento (calor, vida), se torna excessivamente perigosa, porquanto uma forma mental fria do pensamento se torna uma entidade que possui poder vital e que tudo fará para se perpetuar. (Ler o livro “O Corpo Mental” de Arthur Powell – Editora do Pensamento).

5) A ilusão não pode ser enfrentada nem superada até que o homem tenha:

a) transladado o foco de sua consciência, ao Plano Mental;

b) trabalhado na tarefa de prestar serviço;

c) realizado, de forma consciente e fácil, o alinhamento com a Alma e estabelecido firmemente sua técnica de contato;

d) passado pela primeira iniciação.


Isto posto, estudemos rapidamente a Intuição. 

Em primeiro lugar, é preciso compreender que a intuição é, para o mundo de significados o que a mente é para os 3 mundos de experiência.

PLANOS DE CONSCIÊNCIA
TRÍADE ESPIRITUAL
Plano Divino
Plano Monádico
Plano Átmico


MUNDO DAS IDEIAS
Plano Intuicional


MUNDO DA EXPERIÊNCIA HUMANA
Plano Mental
Plano Emocional
Plano Físico




Melhor explicando, poderíamos dizer que a Intuição nada tem a ver com os 3 planos de consciência do Mundo da Experiência Humana, porém com as percepções da Tríade Espiritual e com o Mundo das Ideias.

Em uma volta mais elevada da espiral, a intuição é a expressão da Tríade Espiritual, relacionada com os níveis superiores da expressão divina, sendo o resultado da vida da Mônada – a energia que traz a revelação do propósito divino.

A intuição se processa da seguinte forma:


a) A revelação do propósito está presente na Tríade Superior.

b) A ideia do propósito é “vista” pela mente iluminada.

c) Desce e se reveste com substância do Plano Mental Superior.

d) A Alma lança sua Luz para cima e para fora e o homem torna-se consciente da revelação.

Isto explicado cabe aos intuitivos, então, aprender a empregar, controlar e compreender a faculdade de perceber espiritualmente, de isolar-se divinamente e de responder apropriadamente as características da intuição, que é um poder superior ao da mente, e uma faculdade latente na Tríade Espiritual.


Voltando agora à Técnica da Presença:

Após as 3 etapas preliminares (Evocação, Fusão e Meditação) prosseguem mais 3 etapas que devem ser plenamente compreendidas e constituir a base de uma prolongada cavilação e inteligente reflexão, levadas a cabo enquanto se realizam as ocupações e deveres diários e não somente em determinadas ocasiões:

1) Definido e sustentado esforço para perceber a Presença em todas as formas do Universo. (Este não é o caminho místico da aproximação amorosa e sentimental, porém, o do esforço para ver, principalmente na luz que o Anjo irradia, o ponto de Luz detrás de todas as aparências fenomênicas, transferindo, da visão mística, à percepção a níveis superiores, onde um Sol mais radiante se revela como uma visão ainda mais maravilhosa: a da Divina Presença).

2) Depois, havendo percebido a Presença – não teoricamente, mas em vibrante resposta a sua existência – vem a etapa em que se assegura qual é o Propósito. (Obs.: A esperança de identificar-se com o Propósito, acha-se ainda muito longe para o Iniciado comum de categoria inferior a de um Mestre).

3) Então, submete à "Tríplice Luz" da intuição algum problema mundial ou algum plano para ajudar a humanidade, desenvolvido em sua mente ou desejado por seu coração. Quando isto se realiza com facilidade, mediante a concentração e uma longa prática, produzirá dois resultados:

a) Aparecerá repentinamente na mente alerta do Discípulo ou Aspirante, a solução do problema ou a sugestão que necessita para ajudar a humanidade. (Obs.: A intuição nunca está relacionada com os problemas ou inquietudes pessoais como muitos Aspirantes autocentrados acreditam, por ser puramente impessoal e só aplicável à humanidade em sentido sintético. 

b) O Discípulo tem uma visão, ouve uma voz, registra uma mensagem ou algo muito superior a tudo isto e se converte num canal de poder e luz para o mundo, numa personificação consciente da Divindade ou num Custódio de um princípio divino.

As etapas prévias à revelação acima se denominam:

1) Renúncia a seguir o caminho superior.

2) Retorno ao Anjo, ou reenfocamento na Alma.

3) A pausa, ou o intervalo para o pensamento construtivo, influído pelo Anjo.

4) Aplicação da mente na formulação dessas formas de pensamento que devem “corporificar” a revelação.

5) Depois, a “pausa que precede a apresentação”.

6) A apresentação da revelação ou da verdade revelada e sua precipitação no mundo da ilusão. (Nesse mundo sofre a “prova ardente”, onde “passa a prova de fogo”), e:

a) uma parte do fogo dentro daquilo que é revelado regressa à fonte de origem.

b) Outra parte serve para destruir o revelador;

c) E ainda outra parte consome aqueles que reconhecem a revelação.


Esta é a etapa do Agni Ioga que corresponde a aqueles que podem penetrar além do lugar onde está o Anjo e chegar ao “lugar em que mora o fogo”, onde Deus, a Divina Presença, atua como fogo consumidor e espera a hora da revelação total. Esta é, também, a transcrição simbólica de uma grande verdade. No caso do Iniciado individual, a terceira Iniciação (a Transfiguração) assinala a consumação do processo. Só então a glória é vista; a voz da Divina Presença é ouvida e a união com o passado, com o presente e com o futuro é alcançado.

Finalizando, verificamos que muitas vezes a Revelação sucumbe a ilusão prevalecente, desce ao mundo das miragens e desaparece, por conseguinte, como revelação, aparecendo no mundo físico como uma doutrina. Entretanto, apesar disso, a humanidade não deixou de ser ajudada e conduzida adiante; os intuitivos continuam com seu trabalho e a afluência daquilo que é para ser revelado não cessa nunca.

A Tríplice Luz é:

a) a luz formada pela fusão do eu pessoal, enfocada na mente;

b) a luz da Alma enfocada no Anjo;

c) a luz universal emitida pela Divina Presença.


Panyatara
19 de julho de 2000












terça-feira, 5 de julho de 2016

O Mistério do Baphomet

Comentário do "Mistério do Baphomet", do Livro da Lei da Lei para o Povo Suplicante, de autoria de Jayr Miranda (Panyatara). Em breve o livro estará  à venda na Editora Theano.




Baphomet. Quando ouvimos esta palavra é comum vê-la antecedida da palavra mistério, algo vedado ou proibido, execrável e terrível, perigoso e nefasto, maléfico, demoníaco, satânico, trazendo, ao mesmo tempo, medo e repulsa. 

Sua imagem terrível, com cabeça encimada por dois cornos e fáceis de um bode preto, aparece de forma desagradável à nossa visão, principalmente porque encima um corpo de certa forma grotesco, coberto de escamas, com seios exuberantes e um abdome circular, onde duas serpentes entrecruzam-se, beijando algo semelhante a um prepúcio arredondado, ápice de um falo partindo da região genital.

De sinistro ainda, duas asas negras e a terminação das coxas e pernas, também cruzadas, em dois cascos de bode. Está sentado numa pedra cúbica sobre uma semiesfera; seus braços masculinos tatuados, o direito com a palavra “Solve” e o esquerdo “Coagula”, apontam aquele para uma lua crescente (deveria ser o Sol pleno) e, este, para uma minguante.

De positivo apenas os olhos com profunda expressão de, ao mesmo tempo, sofrimento e doçura.

De intrigante, na testa uma estrela de cinco pontas e no alto da cabeça, o grosso talo de um loto, donde emanam como que chispas de um fogo divino e luminoso.  

Sua figura grotesca nos lembra algo que deve ser esconjurado imediatamente, a fim de que nossa integridade espiritual não sofra qualquer agressão, pois fomos ensinados que, até mesmo o simples ato de nela pensar, nos pode levar para as profundezas do inferno. 

Para as Igrejas Católica Apostólica Romana e Evangélicas em geral esta imagem representa o Diabo, Satã, o opositor de Deus, que tudo faz para roubar nossas almas e mantê-las em cativeiro e grande sofrimento no reino inferior (inferno).

Mas, por que uma imagem com estas características podia existir entre os Templários, conhecidos na Idade Média por sua alta cultura e devotamento à causa do Cristo? O que representava para eles? Era somente um ordálio a ser vencido pelos aspirantes à verdade? Tentando responder a tudo isto, primeiramente transcreveremos integralmente o texto de uma página muito elucidativa que encontramos no livro Lúcifer e Logos de Humberto Rohden: 
 
LÚCIFER E LOGOS [1]

 "Como é possível traçar um paralelo entre dois conceitos tão antagônicos: Lúcifer e Logos?"
Pedimos ao leitor que, por ora esqueça de tudo que sabe, ou julga saber, sobre Lúcifer, e tome a palavra simplesmente em seu sentido etimológico como luci-fer, porta-luz.

No mundo físico, os livros sacros identificam Lúcifer com a estrela matutina, prenúncio do sol; a estrela d’alva é Lúcifer, precursora de a luz solar.

No mundo metafísico, Lúcifer é a inteligência, como precursora do Logos, palavra grega para Razão[2], e que o autor do quarto Evangelho identifica com o Cristo cósmico: “No princípio era o Logos...”

Lúcifer, o porta-luz, é a inteligência (a mente) - Logos é a luz, o Cristo: “Eu Sou a luz do mundo.”

Quando o porta-luz (a mente) funciona corretamente, conduz o homem à luz - quando se opõe à luz, torna-se adversário, satã em hebraico, diábolos em grego.

O Lúcifer humano tem a liberdade de ser adversário da luz, ou então arauto da luz. Quando Lúcifer hostiliza a luz do Logos, torna-se satã ou diábolos, inimigo do Cristo. Quando Lúcifer é amigo da luz, torna-se “ángelos”, palavra grega para mensageiro ou arauto.

Lúcifer, a inteligência, tem a liberdade de ser pró ou contra a luz, de ser mensageiro ou então adversário do Cristo-Logos.

O destino do homem, na sua encarnação terrestre, é um teste ou certame, da sua evolução. Disse um escritor moderno que Deus criou o homem o menos possível para que o homem se possa criar o mais possível. O mais possível que o homem se pode fazer é cristificar-se; o menos que ele se pode fazer é anticristificar-se, ou satanizar-se.

Desde que o homem emergiu das trevas noturnas da inconsciência do Éden e entrou na penumbra matutina da semiconsciência da Serpente, comendo do “fruto da árvore do bem e do mal”, tem ele suficiente liberdade para decidir-se pró ou contra a Luz do mundo; desde esse remoto estágio evolutivo pode o Lúcifer da inteligência humana amar a luz e pode, também, hostilizar a Luz do Logos.

O Verbo do nosso Eu pré-telúrico se fez carne, aqui na Terra, na forma do nosso ego, que aqui vive alguns decênios no envoltório da personalidade humana - para que? Para decidir a sua atitude pró-Luz ou contraluz.

Nos livros sacros, o Cristo cósmico, o Logos ou Verbo, é descrito como a primeira e mais perfeita emanação da Divindade, o “unigênito do Pai” (João), o “primogênito de todas as criaturas” (Paulo de Tarso). Esta emanação se deu “no princípio”, isto é, anteriormente à criação do Universo físico[3].

O Cristo-Logos, mais tarde, se revestiu da natureza humana e apareceu visivelmente no planeta Terra na pessoa de Jesus de Nazaré, e a tal ponto cristificou o seu Jesus humano que a ele se uniu inseparavelmente. De maneira que a humanidade existe Cristo-remida na pessoa de Jesus de Nazaré, e esse Cristo-redenção pode ser o prelúdio para outras Cristo-redenções de pessoas humanas, suposto que sejam redimíveis.

Cada ser humano é potencialmente o que Jesus é atualmente: Cristo redimível. Atualizar essa potencialidade Crística é o destino supremo da encarnação terrestre de todos os homens.

O estágio da nossa vivência terrestre é, pois, o cenário ou a arena em que o homem se cristifica ou se anticristifica, se realiza ou não, se decide pró ou contra o Logos. Verdade é que esta vivência pró ou contra Cristo continua alhures - “há muitas moradas em casa de meu Pai”- mas o início dessa decisão é a nossa vivência telúrica.

Assim terminam as “Preliminares” do citado livro, cujas opiniões respeitamos, principalmente pela coragem dos conceitos enunciados sobre Lúcifer, que ajudam a lançar um pouco mais de luz sobre este tema tão mal compreendido pela comunidade cristã.

Entretanto, como estamos vivendo um momento transcendente nos destinos do Planeta, onde os véus dos mistérios mais temidos e resguardados vêm sendo rasgados sem a menor cerimônia e, considerando a necessidade de lançar cada vez mais luz nas trevas da ignorância humana, tão explorada pelas formas inferiores de vida (Qliphoth) e religiões que procuram escravizar o homem, transcrevemos, também, a adaptação que fizemos do título abaixo, compilado do capítulo XV do livro “33 GRAVADOS DE ALQUIMIA DESVELADOS”, de Oscar Uzcátegui, publicado pela Editorial Sol Nascente, de S. Paulo, cuja leitura recomendamos a todos aqueles que desejam saber um pouco mais, tanto pela riqueza das gravuras como pelo enfoque dado pelo autor, a cada uma:  

TIFON-BAPHOMET


“Eis aqui, de novo, o Senhor que é o ministro do Altíssimo. Lúcifer, o fogo que se converte em escada para descer ou para subir. Com a força luciférica, os seres humanos sobem para os céus ou descem para os infernos mediante os processos involutivos da natureza.

Seus seios femininos, um braço masculino e outro feminino, nos indicam certamente que a força fohática[4] é neutra. Com esta força podemos cristalizar partes divinas e sublimes em nossa natureza interior ou cristalizar os inimigos do eterno em cada um de nós.

Devemos retirar de Lúcifer a fealdade que está estampada em seu rosto, produto de nossas abominações vida após vida e devolver-lhe a beleza infantil que outrora possuía, no amanhecer da vida, quando a raça humana ainda não se havia degenerado.

Em suas partes sexuais resplandece o Caduceu de Mercúrio, convidando-nos a trabalhá-lo, a manejá-lo, para ascender para a luz, como assinala com sua mão direita.

Seus cornos nos trarão a sabedoria ou experiência do bem e do mal tão logo transcendamos o estado animal em que vivemos e nos projetemos além do próprio bem e do que nos parece mal. É um trabalho difícil, mas não impossível.

Nos antigos mistérios, entre os iluminados gnósticos Rosa-cruzes, havia uma cerimônia de iniciação em que o neófito era conduzido a certo lugar, com os olhos vendados. Quando lhe tiravam a venda, encontrava-se em frente de uma enorme estátua do que parecia ser um bode, em cuja fronte, entre os chifres, brilhava uma Estrela de 5 Pontas (a pentalfa). Recebia então instruções para beijar o traseiro do animal; ao volteá-lo, então, deparava-se com uma formosa dama, representando Isis, a Mãe Divina, que o abraçava e o beijava na fronte, dando-lhe as boas-vindas, e sussurrava-lhe no ouvido: “Chegou a hora em que deves trabalhar com a serpente. É necessário retirar o fogo do diabo, o bode, mediante a transmutação dos metais vis em ouro, para que nos convertamos em deuses”. 
 Assim procedendo, havia triunfado sobre o medo e sobre os convencionalismos. Porém, quando se opunha a cumprir a instrução recebida, era considerado um fracassado e retirado do recinto, sem lhe conhecer o segredo.
O Baphomet ou a Besta 666
Por Panyatara

 
Este é o mistério da Alquimia. Precisamos transformar o bode que vive em nós para que ele permita que o fogo divino[5] que nos pertence produza as condições adequadas para que a divindade se manifeste plenamente em nossa consciência. Isto será realizado quando deixarmos de nos alimentar com nossos defeitos (o que nos enfraquece) e permitirmos que as virtudes prevaleçam em nosso caráter e se torne o alimento que transformará nossas vidas de forma tal até que Ele se apresente a nós como colaborador e volte seu rosto, então transformado em luz e beleza, para o alto.

As inscrições em seus braços nos dizem: Em cima, a solubilidade do Ser, pela integração da vida numa consciência muito maior; em baixo, a coagulação, a matéria ainda mais densa, onde a consciência se perde e falece, aniquilada por vibrações densíssimas; o reino onde a luz não pode penetrar.

O defeito mais difícil de vencer é o da luxúria, representado no Arcano 15 do Tarô pela paixão animal.

Lúcifer é o mesmo Baphomet dos Templários e o Tifon dos Mistérios Egípcios. Seu nome deve ser lido de trás para diante (TEM-O-H-P-AB) e suas letras-símbolos significam: TEMPLI, OMMUN HOMINUM PACIS ABBAS, quer dizer: O Pai No Templo[6], Paz Universal nos Homens.

Sabemos que, além do corpo físico, dos afetos e da mente, está o Logoi interior, o Divino. Inquestionavelmente ele é o Inefável, o Real. Esta parte divina projeta sua própria sombra, sua própria reflexão, dentro de nós mesmos, aqui, agora e sempre. Obviamente, tal sombra, tal reflexão lógica, é o treinador psicológico, Lúcifer, o Testador.

Cada um de nós tem seu próprio Lúcifer particular. É ele que nos tenta com o propósito de nos apurar, de nos educar; só assim é possível que as virtudes brotem. O importante é não cair em tentação e, por isso, devemos rogar ao Pai dizendo: “Sustenta-me nas provas”. Só mediante a luta, o contraste, a tentação rigorosa e a forte disciplina esotérica podem brotar, em nós, as flores da virtude.

Cabe-nos agora perguntar: Onde está a maldade de Lúcifer? Se não existisse a experiência, como poderíamos conquistar a maestria dentro de nosso universo pessoal? Quanto mais fortes forem as provas, maiores serão as virtudes e o conhecimento da Alma dentro de seus domínios. Não sejamos o Rei que nunca sai de seu palácio. Busquemos conhecer nosso reino minuciosamente e onde houver um súdito necessitado ou uma obra a ser feita, participemos, deixando que nossos raios divinos transmutem todas as imperfeições e os filhos pródigos de nosso reino voltem a participar do banquete da vida em nossos corações.

 E o que poderíamos acrescentar para proporcionar ainda melhor entendimento da simbólica figura do Baphomet àqueles que buscam?

Primeiramente, ela contém um dos mais bem guardados segredos da Ciência Espiritual, daí ter sido utilizado o recurso de escondê-lo sob uma figura que afastasse todos aqueles ainda não preparados para conhecê-lo.

E poderíamos acrescentar: que recurso seria melhor do que a figura daquele que os mais figadais inimigos da Verdadeira Ciência tanto abominavam?

A eleição da figura do Grande Bode de certa forma era perfeita, pois tanto afastava seus inimigos naturais, ou seja, aqueles que ainda não possuem o valor requerido e a grandeza necessária para ver o belo no feio, bem como a eleição desta figura permitia manter o “secreto secretorum” da mensagem que se pretendia dar, considerada, na época, o “Grande Arcano” de todas as escolas espiritualistas, guardado a sete chaves pelos verdadeiramente iniciados e somente revelado aos “eleitos por sua própria vontade”.

E qual era esse segredo? 

A base do mesmo (e só podemos falar sobre sua base) está localizada na região sacra do corpo humano, Templo Divino ainda não devidamente honrado pelo ser humano, servindo de apoio, sustentáculo ou princípio da Escada de Jacob que, galgada desde a sua parte mais inferior, eleva o homem à estatura do Cristo, o único caminho que permite ao homem penetrar no céu em corpo humano, ou seja, o mistério da ascensão de Cristo, tão incompreendido ainda entre os católicos e mesmo entre os espiritualistas, que o negam por não conhecerem este detalhe.

E como a resposta ainda parece estar envolvida numa metáfora, voltamos a perguntar: que segredo é esse?

Bem, entre outros segredos encerrados na figura do Baphomet, está o fato de que sua cabeça foi desenhada exatamente sobre a forma do cóccix humano (as 4 vértebras soldadas, onde, exatamente em seu final, nasce o centro denominado raiz ou básico (Muladhara), reduto da energia libertadora ou escravizadora do homem (Kundalinî). 












A Cabeça do Baphomet é uma estilização perfeita do CÓCCIX























































 


Cóccix


      Isto era conhecido somente pelos verdadeiramente Iniciados; cientes dos poderes que essa energia confere ao homem (tanto para o bem como para o mal) tudo faziam para esse segredo não caísse em mãos indevidas, principalmente dos inexperientes e “aprendizes de feiticeiro”, que pensam poder manipular esta energia como se fosse uma vara de condão e resolver todo o processo de iluminação do ser humano apenas com práticas sexuais. Estes, sem conhecer seu valor e seu poder, geralmente a utilizam indevidamente e acabam destruídos por ela mesma, depois de pavorosos sofrimentos, tanto neste mundo, como naqueles de consciência mais sutil. 
 
       Porém, o detalhe mais importante da figura do Baphomet é a sua representação como a própria Kundalinî (a força Luciférica) e todas as suas implicações, conforme fica explicitado nos detalhes de sua imagem, que relacionamos abaixo para a conclusão do estudante, deixando, entretanto, as ilações a serem daí retiradas a cargo de cada um:


· Um braço masculino, e outro feminino.

· As duas palavras tatuadas nos braços, uma indicando a sutilização e a outra a materialização.

· O Caduceu de Mercúrio partindo de suas partes genitais.

· O círculo tramado e a circunferência indicando o baixo ventre.

· Os seios.

· Os dois chifres, que também ornam a cabeça da escultura de Moisés feita por Michelangelo e o retrato de Cristo, na Basílica de Vézelay (França).

· A Pentalfa em sua fronte.

· O talo grosso do loto e a luz ígnea que emana do mesmo, no alto da cabeça do Baphomet (observar que este talo nasce exatamente onde a coluna vertebral se encaixa sobre o cóccix).


· Suas duas asas negras.


· A representação das duas fases da lua (crescente e minguante).


· O significado esotérico da pedra onde está sentado o Baphomet.


· O semicírculo encimado pela pedra cúbica.


      Após estes esclarecimentos, cabe ao Aspirante desenvolver os valores da mente e do coração e compreender que THELEMA é vontade e não misticismo e, tanto o pieguismo religioso como os excessos lúbricos jamais o levarão a qualquer outro lugar que não seja o atraso espiritual e a animalização de seus poderes divinos. Acima de tudo é importante aprender as lições dos grandes Instrutores da Humanidade (Krishna, Buda, Cristo, etc.), pois elas sutilizam nossas energias e, sem essas lições, tenderemos à coagulação, que nos atará aos planos inferiores da vida durante milênios.
   
     Vivemos agora nos albores da Era de Aquário, quando os valores do 7o. Raio[7] começam a substituir aqueles construídos pela mente encarcerada no devocionalismo imperante na Era de Peixes. Dessa Era, durante a qual preponderaram as energias do 6o. Raio (Devoção e Idealismo), resta os ensinamentos daqueles que viveram seu aspecto superior (Idealismo), como o foi o Mestre Jesus, Mahtma Ghandi, Platão, Pitágoras e muitos outros, anônimos, que souberam trazer à humanidade seus valores na crença da Divina Criação e na necessidade do ser humano inteirar-se de sua própria Divindade, para poder alcançar a liberdade e ser feliz.
    
      Entretanto, os homens ainda continuam buscando salvadores fora de si mesmos, pela comodidade dessa posição emocional, que os livra dos maiores esforços para desenvolver uma mente capacitada e um coração generoso em suas manifestações de vida.
       
       Os Mistérios religiosos que agasalhavam suas mentes, pouco inquiridoras, se desfazem a cada dia, revelando belezas de uma simplicidade e grandeza que nos fazem amar o que antes temíamos. Os homens estão sendo revelados a si mesmos.
     
      De acordo com os Evangelhos, o Mestre Jesus pregou a natureza divina do ser humano e apontou, em diversas passagens, que “nada há encoberto que não venha a ser revelado nem oculto, que não venha a ser conhecido (Mt. 10, 26) e “ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador a fim de que os que entram vejam a luz” (Lc. 11, 33). Estamos na época em que o Espírito da Verdade, o Consolador prometido, chega para nos dizer as coisas que antes não estávamos preparados para ouvir nem entender.
       
     O MISTÉRIO DO BAPHOMET FICA AGORA REVELADO. Sempre fez parte de nossa natureza humana e nele se assenta nossa própria divindade! Precisamos revelá-lo, daqui por diante, em sua beleza de outrora, quando Lúcifer, a Estrela Dalva, em toda a sua radiosa beleza, veio, por amor, santificar nossa animalidade, trazendo-nos o fruto da árvore do bem e do mal. Cabe ao homem, agora, redimir Lúcifer, fazendo que sua energia suba do cóccix à cabeça, ou seja, tirando-o de sua prisão material e elevando-o à sua morada celestial; não podemos mais culpá-lo, senão louvá-lo, por nos ter tornado semelhantes aos Anjos, ou melhor, nos tornado Deuses.
       
      Lúcifer[8] é o Anjo da Divina Estrela. Que esta brilhe em nossas frontes por toda a Eternidade.



[1] O título e a autoria do artigo acima transcrito pertencem as “Preliminares” do livro “LÚCIFER E LOGOS” de Humberto Rohden, publicação da Editora Alvorada.
[2] No sentido de sabedoria, conhecimento real da verdade.
[3] O posicionamento contrário da Igreja em desfavor de Lúcifer aproveitou-se, entre outras coisas, do próprio símbolo de Vênus d alegando que “Lúcifer, ou Satã. pisa a Cruz”, enquanto, na verdade ele significa um planeta redimido (como é o caso de Vênus) pela cruz, já que a humanidade desse Planeta encontra-se num estágio evolutivo muito além do experimentado pelo planeta Terra, incompreensível para a maioria dos humanos, ainda semianimais em sua jornada para a Luz. Vênus, na verdade, é o mais oculto, potente e misterioso de todos os planetas; sua relação com a atual humanidade terrena é fantástica e bastaria apontar a origem do Rei do Mundo.
Ainda sobre Vênus, podemos acrescentar que:
a)   A cruz ansata é também o símbolo astrológico-planetário de Vênus, “significando a existência da energia parturiente, no sentido sexual, sendo este um dos atributos de Ísis, a Mãe de Hórus, e de Eva, Hauvah, ou a Mãe Terra”.
b)  Pitágoras a chamava o “Sol alter” (o outro Sol).
c)  Na Cabala, “Dos 7 palácios do Sol”, o de Lúcifer-Vênus é o 3°, e o Zohar faz dele a mansão de Samael, ou seja, aquele que, sob o disfarce de uma serpente, seduziu Eva. Entretanto, a verdadeira Ciência Espiritual coloca Vênus como protótipo da Terra e existe uma afirmação mantida de acordo com a Igreja latina longe dos profanos, que diz “Todo pecado que se comete na Terra é sentido pelo Regente Planetário de Vênus”. Enquanto Mercúrio é o “Observador”, Lúcifer-Vênus é o Espírito Guardião da Terra e dos homens. (Todas as modificações que ocorrem em Vênus são sentidas e refletidas espiritualmente na Terra).
[4] A força ativa (masculina) da deusa Shakti, que é a energia dinâmica passiva da Ideação cósmica.
[5] A essência da eletricidade cósmica; a luz primordial.
[6] Templo: o Corpo Crístico.
[7] Raio do Ritual e da Magia, que exigirá mentes de alto desenvolvimento e vontade superior, capazes de vivenciar a consciência do EU SOU.  Esta será a característica da nova humanidade.
[8] Abaixo transcrevemos a explicação do verbete “Lúcifer” do Glossário Teosófico (Editorial Kier, B.Aires), de autoria de H. P .Blavatsky:
“Lúcifer – O planeta Vênus era considerado como a brilhante “Estrela matutina”. Antes de Milton, nunca Lúcifer foi um nome do Diabo. Ao contrário, foi considerado (ver Apocalipse, 22, 16) como o Salvador Cristão, quando diz: EU SOU... a resplandecente estrela da manhã”, ou Lúcifer. Um dos primeiros Papas romanos fazia-se chamar por este nome e existiu, no século IV uma seita cristã denominada Os Luciferinos.
Lúcifer vem de Lucíferus, portador de luz, o que ilumina e corresponde exatamente a palavra grega Phosphoros. Atualmente a Igreja dá, ao Diabo, o nome de “trevas, enquanto que no Livro de Job ele é denominado “Filho de Deus”, a brilhante Estrela matutina, Lúcifer. Há toda uma filosofia de artifício dogmático na razão do por que o primeiro Arcanjo, que surgiu das profundezas do Caos, foi chamado Lux (Lúcifer), o luminoso “Filho da Manhã” ou Aurora manvantárica. A Igreja o transformou em Lúcifer ou Satã porque é anterior ou superior a Jehovah e precisava ser sacrificado ao novo dogma. Lúcifer é o portador da luz de nossa Terra, tanto no sentido físico como no místico. Na Antiguidade e em realidade, Lúcifer, ou Lucíferos, é o nome da Entidade Angélica que preside à Luz da Verdade e, identicamente, a luz do dia. Lúcifer é Luz Divina e Terrestre, o “Espírito Santo” e Satã ao mesmo tempo. Está em nós; é nossa Mente, nosso Tentador e Redentor, o que nos livra e salva do puro animalismo. Sem este princípio (emanação da essência do puro e divino princípio Mahat, a Inteligência Universal, que irradia de um modo direto a partir da Mente Divina), com toda segurança não seríamos superiores aos animais hoje existentes. Finalizando, podemos dizer que Lúcifer e o Verbo são um só, em seu aspecto dual.