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Tendo exercido atividades nas áreas de Administração de Bens, jornalismo, marketing, agricultura e mineração. Atualmente se dedica a produção de livros, tendo traduzido para o idioma português as obras: "Os Deuses Atômicos", "O Irmão Branco", "Fraternidade" e "AUM". É de sua autoria "O Livro da Lei para o Povo Suplicante". Pratica Astrologia Esotérica, ocultismo e exerce atividades como: escritor, palestrante e atividades sociais.

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Um pouco sobre o Blog ...

Este Blog abrange todo o nosso aprendizado nestes 54 anos de estudos onde percorremos as escolas compreendidas pelo espiritismo, cristianismo, teosofia, budismo, zen-budismo, hinduísmo, rosa-crucianismo e gnose, não descurando da astrologia, astronomia e todas as ciências físicas com suas derivações.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Lenda de São Cristóvão



(Relacionadas às cartas do Tarô Egípcio)



Uma das formas mais utilizadas pela Ciência Secreta para preservar os ensinamentos esotéricos foi o recurso da criação de histórias quase sempre correlacionadas às figuras consagradas pela própria Igreja Católica, a fim de evitar a ação das autoridades eclesiásticas da Inquisição. Com este recurso, não se desfigurava o conteúdo oculto da mensagem que precisava permanecer e, ao mesmo tempo, se mantinha a essência pura dos ensinamentos iniciáticos que deviam ser preservados.
A figura de São Cristóvão, já por si mesma com um conteúdo altamente esotérico (nas gravuras antigas ele aparecia levando o Salvador do Mundo (Cristo) na forma de uma criança(1) sentada sobre seus ombros, com as perninhas envolvendo seu pescoço) servia também para manter incólume, na lembrança dos aspirantes à verdade espiritual, o roteiro estipulado nas cartas do Tarô Egípcio.
São Cristóvão representa, dentro do Cristianismo, o que o Titã Atlas (nome da 33ª vértebra da coluna vertebral) representou para os Mistérios Gregos. Ambos significam o Iniciado que alcança a estatura de Cristo (Efésios 4:2) e se torna um Salvador do Mundo, ou seja, sua consciência alcança a 33ª vértebra da Coluna vertebral, a sustentadora da cabeça (O Mundo, o Globo Terrestre).
A jornada humana, de acordo com o Tarô Egípcio vai da carta 22 (O Regresso) até carta 1 (O Mago). Entretanto, na Árvore da Vida estes Caminhos recebem a numeração de 32 a 11 porque cada um está acrescido de dez unidades que representam o somatório das 10 Sephiroth a serem atingidas, que constituem seu objetivo principal.



    ÁRVORE DA VIDA
 



·     A primeira etapa (O Regresso) vai de Malkuth até Yesod (Caminho 32 = carta 22 “Vitória sobre a Morte)” e, depois da tarefa concluída é importante que o Praticante esteja preparado para realizar o Regresso a Malkuth, pois a tendência será ficar "deslumbrado" com o que vê e esquece da necessidade de retornar ao corpo físico. Magicamente, a realização deste Caminho representa um novo nascimento, pois entre os fenômenos vivenciados pelo mesmo está o encontro com o Guardião do Umbral, a passagem pelos portais da Noite, a entrada no útero, o renascimento nas estrelas, além da visão de seu destino no espelho mágico do inconsciente. 
·    A segunda etapa (Caminho 31 = carta 21) vai de Malkuth a Hod. Neste caminho é onde o Praticante é "provado pelo fogo", toma conhecimento de sua condição andrógina e também de que deve controlá-la. A tônica deste caminho é a extirpação das paixões e a aceitação resignada do destino. Caracteriza-se por uma ética em que a imperturbabilidade e a vontade são as marcas fundamentais do homem sábio, o único apto a experimentar este caminho com sabedoria. O estoicismo e a rigidez dos princípios morais são sua característica. 

Hod = Esplendor = Gêmeos = Dualidade
·  Antes de regressar a Malkuth visita Yesod (Caminho 30 = carta 20 = Ressurreição) para aprender a adquirir o balanço de suas energias opostas, cujo resultado é o repouso, a rapidez em seus movimentos e o reconhecimento de sua dualidade. Regressa para Hod, o lugar do reconhecimento, depois de se conscientizar da necessidade de equilíbrio em relação às suas forças regenerativas. Em seguida volta para Malkuth, com o presságio de sua regeneração mística. 
· Devidamente preparado, o praticante empreende nova viagem e segue de Malkuth para Netzach (Caminho 29 = carta 19 = Inspiração) onde obtém a Vitória definitiva sobre o medo porque aprende a ver somente o que existe por eliminação das interpretações de uma imaginação desfocada. 
Netzach = Vitórioa = Libra = Equilíbrio para o caminho do meio
·  A partir daí, o praticante já pode focar sua vida nos diversos níveis de consciência conquistados e fica preparado para realizar o Caminho 28 (Carta 18 = O Crepúsculo), que vai de Yesod a Netzach experimentando elevados estados de consciência e sublimes inspirações, o que lhe permite vivenciar um Humanismo Iluminado. 
Yesod = Fundamento = Escorpião = Animal peçonhento ou a águia planando nas alturas
 · Já trabalhando em favor de seu próximo e não mais abrigando ilusões em relação aos reclamos externos e tendo se preparado cuidadosamente para elevar sua consciência a planos mais elevados empreende a viagem de Hod para Netzach (Caminho 27 = Carta 17 = A Esperança) em busca da libertação, com a expulsão ou purgação daquilo que é estranho à essência ou à natureza de si mesmo e que, por esta razão, o corrompe. Este é um trabalho de purificação que a alma deve passar até que, apagadas as marcas dos erros cometidos nas várias existências material, conquiste acesso a uma realidade superior. É a tentativa de encontro definitivo com sua natureza feminina (Netzach = Sentimentos) e ao realizá-la com êxito constrói o equilíbrio final para suas dicotomias. 
· O Caminho 26 (Carta 16 = Fragilidade) constitui a primeira tentativa de se alcançar Tiphareth, que ao término do Caminho propicia o vislumbre da harmonia de toda Beleza da criação e o praticante percebe mentalmente que é verdadeiramente único, equilibrado em sua imperfeição e está crucificado (no corpo humano) para salvar o mundo. Depois deste vislumbre, a consciência racional sente necessidade de amar sua natureza inferior e desenvolve uma consciência espiritual que se torna o veículo da Suprema Mente Intuitiva e, tão logo isto acontece, a mente intuitiva se volta para a Luz. Neste estado de consciência, a mente racional, por si mesma, começa a entabular as relações corretas de si mesma com a personalidade. O obelisco humano desmorona; os valores mundanos cedem lugar aos valores espirituais.
Tiphareth = Beleza = Leão = O Sol que ilumina
 ·  O Caminho 25 (Carta 15 = Paixão), que parte de Yesod em direção a Tiphareth é um dos mais difíceis de ser percorrido, pois além fazer parte do denominado “Caminho da Seta” implica em que o Praticante já tenha dominado suas paixões animais e santificado suas energias criadoras, as quais deverão ser colocadas aos pés do Mestre. Em Yesod existem dois caminhos: um aponta para baixo e o outro para cima, por isso, antes de se empreender esta etapa da viagem (No Evangelho é o deserto onde Jesus foi tentado), as paixões devem ter cedido lugar aos sentimentos nobres e o espírito de serviço deve preponderar alicerçado com a máxima abstenção de qualquer laivo de desejo e orgulho. Isto realizado, aparece o Mestre Iniciador que leva o Discípulo até o Altar dos perfumes, no Mundo de Briah, onde ele “vê a face de Deus”. A estampa “ANATOMIÆ OCCULTII”, na figuração da Sephirah Yesod deixa bem claro alguns destes detalhes. 
·  Por último, neste trabalho, indicamos que o Caminho 24 (Carta 14 = A Temperança), que vai de Netzach (Vitória) até Tiphareth (Beleza) tem o poder de nos abrir a consciência para os Mistérios da Mãe Natureza. Suas implicações desabrocham no Praticante o que podemos denominar a Inteligência Criadora, enquanto no Caminho 26 (Hod a Tiphareth), como já dissemos antes, realizamos a plenitude da Inteligência racional. 


Nota esclarecedora: 
Nas Sociedades Iniciáticas (Maçonaria, Rosa Cruz, e outras que assim se intitulam) os 4 primeiros Caminhos são representados pelo Batismo nos 4 Elementos (Terra, Água, Fogo e Ar). 

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Agora vamos a Lenda de São Cristóvão para que reparem a similitude com as Cartas do Tarô: 
A LENDA DE SÃO CRISTÓVÃO

Antes de ser cristão, Cristóvão se chamava Offerus (22); era uma espécie de gigante, pouco inteligente (21). 
Quando fez uso da razão, empreendeu viagem (20), dizendo que queria servir ao rei mais poderoso da terra (19). O encaminharam à corte de um rei muito poderoso (4), o qual ficou muito contente pela oportunidade de ter um servidor (5) tão vigoroso. Um dia, o rei, ao ouvir que um jogral pronunciava o nome do Diabo (15), fez, aterrorizado, o sinal da cruz.

Por que fazeis isso? Perguntou na hora Offerus. 
Porque tenho medo do Diabo, lhe respondeu o rei.
- Se o temes, é que não sois tão poderoso como ele. Neste caso, quero servir ao Diabo (6). Dito o qual, Offerus partiu dali. 

   Depois de uma longa caminhada em busca do poderoso monarca, viu aproximar-se em sua direção uma numerosa tropa de cavaleiros vestidos de vermelho; seu chefe, que era negro, lhe disse:

- A quem buscas? 
Procuro ao Diabo para servi-lo. 
Eu sou o Diabo. Segue-me.


   E eis aqui Offerus incorporado aos seguidores de Satã. Um dia, depois de muito cavalgar, a tropa infernal encontra uma cruz a beira do caminho; o Diabo ordena dar meia volta.

- Por que fizeste isto? Perguntou-lhe Offerus, sempre desejoso de instruir-se. 
Porque temo a imagem de Cristo. 
Se temes a imagem de Cristo é que sois menos poderoso que Ele; em tal caso, quero entrar ao serviço de Cristo.


    Offerus passou sozinho diante da cruz e continuou seu caminho. Encontrou um bom ermitão (9) e lhe perguntou onde poderia encontrar a Cristo.

Em todas as partes, respondeu-lhe o ermitão.
- Não entendo – disse Offerus; porém, sei me haveis dito a verdade, que serviços pode prestar-lhe um rapazote robusto e atento como eu.
- Se Lhe serve com a oração, o jejum e a vigília –respondeu o ermitão.

Offerus fez uma careta.

Não há outra maneira de ser-lhe agradável, perguntou. 


     O ermitão compreendeu a classe de homem que tinha diante de si e pegando-o pela mão (11), conduziu-o a beira de uma impetuosa corrente que descia de uma alta montanha (16), e lhe disse:

- Os pobres (17) que cruzaram estas águas se afogaram (13). Permanece aqui e translada para a outra beira, sobre teus fortes ombros, aqueles que pedirem. Se procederes assim por amor a Cristo, Ele te admitirá como seu servidor (8).
- Assim procederei por amor a Cristo (14), respondeu Offerus. E então construiu para si uma cabana na barranca do rio e começou a transportar de noite e de dia aos viajantes que o solicitavam.


   Uma noite (18), oprimido pela fadiga, dormia profundamente; alguns golpes dados em sua porta o despertaram e ouviu a voz de uma criança (7) que o chamava três vezes (3) por seu nome. Levantou-se, subiu a criança (que era um menino) sobre seu pescoço e entrou na torrente. Ao chegar a sua metade, viu que a torrente agora se enfurecia, que as ondas se avolumavam e se precipitavam sobre suas musculosas pernas, como que para derrubá-lo. Offerus agüentava o melhor que podia, porém o menino pesava como se fosse uma enorme carga; então, temeroso de deixar cair o pequeno viajante, arrancou uma árvore para apoiar-se nela; porém a torrente continuava crescendo e o menino se fazia cada vez mais pesado. Offerus, temendo que se afogasse, levantou a cabeça para ele e disse:
- Menino, por que Te fazes tão pesado? A mim me parece como se estivesse transportando o mundo. Então, o menino respondeu:
- Não somente transportas o mundo, mas também Aquele que fez o mundo (1). Eu Sou Cristo, teu Deus e Senhor. Em recompensa de teus bons serviços (10), Eu te batizo no nome de Meu Pai, no Meu Próprio e no do Espírito Santo(2); daqui por diante, chamar-te-ás Cristóvão.
   Desde aquele dia, Cristóvão percorreu a Terra para ensinar a palavra (12) de Cristo.


As 22 cartas do Tarô na história acima:

O homem que está no Mundo e ainda é movimentado pelas forças inferiores resolve mudar = Offerus - (O tolo = Tendência aos processos que favorecem a imprudência, a extravagância, o delírio, o envaidecimento ou as paixões desenfreadas em busca de satisfação.)

22. O Regresso
    O homem que está no Mundo e ainda é movimentado pelas forças inferiores resolve mudar = Offerus
(O tolo = Tendência aos processos que favorecem a imprudência, a extravagância, o delírio, o envaidecimento ou as paixões desenfreadas em busca de satisfação.) 





21. A Transmutação = Quando fez uso da razão






20. Ressurreição = Empreende a viagem em busca de seu Cristo Interno.







19. A Inspiração = Servir ao rei mais poderoso da Terra = O Sol







4. O Imperador = Um rei muito poderoso








5. O Hierarca = O servidor


15. A Paixão = Um jogral    pronunciava o nome do Diabo








6. A Indecisão = Neste caso abandona o serviço ao Imperador para servir ao Diabo







 

9. O Eremita = O bom ermitão







11. A Convicção = Persuasão -  pegando-o pela mão





17. A Esperança = Os pobres









13. A Imortalidade = que cruzaram estas águas se afogaram 







16. A Fragilidade = (A Torre atingida) Impetuosa torrente que descia de uma alta montanha







8. A Justiça = Seu servidor









14. A Temperança = Assim procederei por amor a Cristo








18. O Crepúsculo = Uma noite










7. O Triunfo = Uma criança (O iniciado real)









3. A Imperatriz = Três vezes (é também Binah, na Cabala)








10. A Retribuição = Em recompensa de teus bons serviços








2. A Sacerdotisa = O Espírito Santo








1. O Mago Criador = Aquele que fez o mundo (Kether, a Coroa)


                                                                                                                                


Panyatara






2 comentários:

  1. http://pt.scribd.com/mobile/doc/190793154/device_features

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    1. Olá Operário Ribeiro:
      Agradeço sua visita ao meu Blog e, com certeza visitarei o seu.
      Todos ainda somos Oferus!
      Panyatara

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